O thriller Mercy, estrelado por Chris Pratt e Rebecca Ferguson, chegou aos agregadores de crítica com um desempenho abaixo do esperado e já levanta questionamentos sobre seu potencial de bilheteria.
Com apenas 18 análises publicadas até o momento, o longa de ficção científica abriu sua carreira no Rotten Tomatoes com 33% de aprovação, número que reacende o debate sobre a recente fase irregular de Pratt nas telonas.
Estreia de Mercy no Rotten Tomatoes decepciona
O índice de 33% não é definitivo, mas deixa claro que a recepção inicial foi fria. Críticos apontam que a trama — um detetive acusado de matar a esposa que precisa convencer uma inteligência artificial de sua inocência em 90 minutos — desperdiça um gancho contemporâneo sobre tecnologia e justiça.
A comparação com lançamentos anteriores é inevitável. Caso a média permaneça “podre”, Mercy se tornará o terceiro longa consecutivo de Pratt a receber tal selo, sucedendo The Electric State (14%) e Garfield: O Filme (36%). Já para Rebecca Ferguson, essa seria a primeira nota baixa desde Reminiscence, de 2021.
Atuações de Chris Pratt e Rebecca Ferguson em destaque
Grande parte das avaliações centra a atenção nas performances. Chris Pratt, no papel de Det. Chris Raven, é descrito como contido demais para o nível de urgência exigido pela premissa. Para alguns veículos, a postura quase apática do ator impede que o público se envolva emocionalmente.
Rebecca Ferguson, por outro lado, tem sido destacada como o ponto alto. Como a juíza algorítmica Maddox, a atriz equilibra frieza digital e nuances humanas, entregando momentos que quebram a monotonia do enredo. Ainda assim, a química entre os protagonistas é considerada limitada.
Direção de Timur Bekmambetov e roteiro de Marco van Belle analisados
Timur Bekmambetov, conhecido por técnicas de narrativa em “tela de computador”, retoma a estética de thrillers anteriores, mas o resultado dividirá opiniões. Alguns críticos elogiam a fotografia sombria e o timing de cortes rápidos; outros afirmam que o uso abusivo de sobreposições gráficas distrai e transforma sequências-chave em um “videogame involuntário”.
Imagem: Imagem: Divulgação
No roteiro, Marco van Belle entrega uma estrutura que alterna interrogatórios vertiginosos e flashbacks, porém é acusado de simplificar dilemas éticos complexos. A crítica mais recorrente envolve o retrato de vigilância em massa como ferramenta heróica, leitura considerada problemática em tempos de discussão sobre privacidade digital.
Repercussão comercial e expectativas de público
Mercy estreia nos cinemas em 23 de janeiro de 2026 como o único lançamento amplo da semana. Analistas projetam arrecadação entre 10 e 13 milhões de dólares no primeiro fim de semana, valor modesto para um elenco de peso. Caso a word of mouth não mude o quadro, o filme pode ter dificuldade para ultrapassar Avatar: Fire and Ash, atual líder de bilheteria.
Apesar da recepção crítica adversa, a produção conta com elementos que podem atrair curiosos: duração enxuta de 100 minutos, cenas de ação fechadas em ambientes claustrofóbicos e um subtexto sobre algoritmos judiciais. Resta saber se o público abraçará a proposta.
Vale a pena assistir ao thriller Mercy?
Se a sua curiosidade é maior que a desconfiança, Mercy oferece a chance de ver Rebecca Ferguson sustentar um papel improvável e avaliar a ousadia visual de Bekmambetov. Entretanto, quem espera um estudo profundo sobre inteligência artificial pode sair frustrado. Aqui na 365 Filmes, ficamos de olho no desenrolar das próximas avaliações para entender se o “fresh” ainda é possível ou se o thriller Mercy confirmará a fase turbulenta de Chris Pratt.
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