Em Um Piscar de Olhos ganhou trailer e data de estreia: o drama de ficção científica chega ao Disney+ em 27 de fevereiro de 2026, com 1h34 de duração. O projeto chama atenção por dois motivos bem objetivos: marca a volta de Andrew Stanton, diretor associado a WALL-E, e aposta em uma estrutura ambiciosa, costurando três histórias separadas por milhares de anos.
O filme, título original In The Blink Of An Eye, escolhe um caminho mais emocional do que espetaculoso. Em vez de priorizar grandes batalhas ou conceitos frios, a narrativa parece interessada em como a sobrevivência molda laços, escolhas e perdas em épocas diferentes. No 365 Filmes, esse tipo de sci-fi costuma render conversa justamente por prometer menos “efeito” e mais impacto humano.
Três linhas do tempo e um mesmo tema: sobreviver sem perder a humanidade
A sinopse deixa claro o desenho narrativo: três histórias atravessam milênios e dialogam por contraste. Na primeira, uma família de Neandertais luta para proteger os filhos depois de ser desalojada de casa. A segunda acontece no presente, com uma antropóloga que estuda restos de civilizações proto-humanas e desenvolve uma relação com um pós-graduando durante a pesquisa.
A terceira se passa dois séculos à frente, em uma espaçonave num planeta distante, onde uma mulher e um computador de bordo sensível enfrentam uma doença que ameaça as plantações responsáveis por gerar oxigênio.
Andrew Stanton e a expectativa: sci-fi íntimo em vez de espetáculo
Andrew Stanton carrega um histórico de contar histórias grandes com coração, e isso explica por que Em Um Piscar de Olhos está sendo vendido como drama sci-fi. O trailer reforça uma abordagem mais sensorial: perigo como atmosfera, tecnologia como presença cotidiana e emoção como motor de ação, não como adereço no final.
O roteiro é assinado por Colby Day, e o desafio está em equilibrar três ambientes muito diferentes. A era dos Neandertais tende a exigir força visual e linguagem corporal para comunicar afeto e ameaça. O presente precisa de química e credibilidade acadêmica sem virar discurso. Já o futuro espacial pede suspense de sobrevivência, com um perigo que não é um monstro, mas um colapso lento que pode matar todo mundo por falta de ar.
Elenco e personagens
O elenco reúne Daveed Diggs, Kate McKinnon e Rashida Jones, nomes com repertórios bem distintos, o que combina com a proposta de atravessar gêneros dentro do próprio filme. Em um projeto com três histórias, a atuação precisa fazer o “curto-circuito” emocional funcionar: o espectador precisa se importar rápido, mesmo quando o cenário muda.
Daveed Diggs costuma trazer intensidade e presença, algo útil tanto para o drama contemporâneo quanto para uma linha futura com risco constante. Rashida Jones tende a funcionar bem em personagens que equilibram racionalidade e afeto, o que se encaixa naturalmente na trama da antropóloga. Kate McKinnon, muitas vezes associada à comédia, pode ser o elemento surpresa aqui, especialmente se o filme explorar um humor leve como válvula de humanidade em meio ao medo, sem quebrar o tom.
Vale a pena colocar Em Um Piscar de Olhos na lista do Disney+?

Para quem prefere ficção científica com emoção e reflexão, a estreia de 27 de fevereiro parece promissora. A combinação de diretor experiente no gênero, estrutura ambiciosa e foco em sobrevivência pode resultar em um filme que mexe mais pelo que sugere do que pelo que grita.
Também vale para quem gosta de narrativas em mosaico, em que épocas diferentes conversam por tema e não por continuidade literal. O risco existe: se uma linha do tempo for mais forte do que as outras, o filme do Disney+ pode ficar desequilibrado. Mas o formato de 1h34 indica uma proposta mais enxuta, com menos espaço para dispersão.
Em Um Piscar de Olhos chega com cara de sci-fi que prefere a pergunta incômoda ao susto fácil: o que sobra de nós quando o tempo passa tão rápido quanto um piscar?
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