O estrondoso desempenho de Wicked: For Good nos cinemas reacendeu o interesse pela expansão do universo criado por Gregory Maguire e popularizado pelo musical de 2003. Com recordes de bilheteria e grande repercussão nas redes, a produção abriu caminho para novas histórias além da duologia de filmes.
Executivos já falam em aproveitar a euforia do público para desenvolver séries derivadas. A seguir, o 365 Filmes reúne cinco ideias de spinoff de Wicked que poderiam manter a magia viva na TV, respeitando o material original e, ao mesmo tempo, explorando territórios inéditos.
Elphaba e Fiyero: vida além da Fronteira de Oz
O final de Wicked: For Good mostra Elphaba e Fiyero atravessando o Deserto Mortal rumo a terras desconhecidas. Um spinoff de Wicked poderia retomar exatamente desse ponto, acompanhando o casal enquanto descobre novos povos, ameaças e oportunidades de recomeço.
A série manteria a classificação indicativa familiar, mas não fugiria dos desafios de sobrevivência em um ambiente hostil. Além disso, ofereceria respostas sobre como o casal lida com a queda do Mágico, agora longe do olhar da antiga sociedade.
Novos cenários, velha química
Ao focar em regiões nunca vistas nos filmes, o roteiro teria liberdade para apresentar culturas fora de Oz, sem alterar a mitologia já conhecida. Tudo isso sem perder a dinâmica romântica que conquistou os fãs.
Glinda antes de Shiz: a construção de um ícone
Em Wicked: For Good, um breve flashback de infância explica a insegurança de Glinda sobre sua falta de magia. Uma série dedicada a essa fase aprofundaria o esforço da jovem em manter a fachada de perfeição enquanto sonha com reconhecimento.
Ariana Grande poderia narrar os episódios na pele de uma Glinda adulta, oferecendo comentários em tom de diário. A produção ainda se apoiaria no livro Galinda: A Charmed Childhood, de Gregory Maguire, como ponto de partida.
Popularidade sem feitiço
Explorar como Glinda convence colegas e professores de que domina encantamentos abriria espaço para intrigas, rivalidades estudantis e momentos de humor, criando uma história leve, mas repleta de camadas.
Infância de Nessa e Elphaba: conflitos no lar dos Thropp
O terceiro spinoff de Wicked voltaria no tempo para mostrar a relação turbulenta das irmãs Thropp com o pai autoritário. A série revelaria como Nessa é superprotegida por causa da deficiência enquanto Elphaba enfrenta preconceito e poderes fora de controle.
A ausência do elenco principal adulto facilitaria a escalação de novos talentos, mantendo o cronograma das produções cinematográficas intacto. Além disso, o arco serviria como porta de entrada para espectadores que ainda não conhecem a obra.
Base literária robusta
Maguire já escreveu prelúdios sobre Elphaba que podem ser adaptados, ajustando temas mais pesados ao tom PG-13 consolidado no cinema.
Imagem: Giles Keyte
Liir Ko Thropp: herdeiro de duas lendas
Liir, filho de Elphaba e Fiyero nos livros, aparece apenas em páginas impressas. Uma série ambientada vinte anos após Wicked: For Good apresentaria o jovem adulto lidando com o legado dos pais e com a reconstrução política de Oz sob Glinda.
Além de trazer um protagonista inédito, o projeto poderia inserir participações especiais de Elphaba e Fiyero, resolvendo curiosidades do público sem a necessidade de outro longa-metragem.
Oz em transformação
A trama também mostraria como a saída do Mágico e o fim do regime de medo moldam a nova geração de habitantes, abrindo discussões sobre poder, responsabilidade e identidade.
O passado do Mágico: de carny a governante
O quinto spinoff de Wicked mergulharia na jornada do homem comum da Terra que caiu em Oz dentro de um balão. Sabemos que ele foi carny, viveu um caso com a mãe de Elphaba e enganou a todos com o Grimmerie, mas o caminho até se tornar tirano segue nebuloso.
Jeff Goldblum poderia emprestar a voz ao narrador, enquanto um ator mais jovem interpreta a fase inicial do personagem. O enredo mostraria golpes de sorte, alianças questionáveis e a ascensão gradativa ao poder.
Potencial para masterpiece
Sem cenas do Mágico jovem nos filmes, o campo está livre para criatividade, contanto que respeite os pontos canônicos já estabelecidos. A série tem tudo para se tornar a peça mais sombria e política do pacote.
Por que as séries seriam o próximo passo lógico
Com dois filmes cobrindo o arco principal, apostar na televisão atende à demanda por conteúdo contínuo e aprofunda personagens que ficaram em segundo plano. Além disso, o formato episódico permite testar ideias sem comprometer grandes orçamentos de longa.
Seja explorando o futuro de Elphaba e Fiyero ou revelando segredos do Mágico, qualquer spinoff de Wicked tem potencial para manter o público engajado por anos, garantindo novos recordes e renovando a chama do reino de Oz.
