Black Doves volta à Netflix com data marcada: a segunda temporada estreia em 5 de novembro de 2026. A confirmação veio durante o Festival de Televisão de Edimburgo, onde executivos da divisão britânica da plataforma exibiram material inédito ao mercado. Para quem terminou os seis episódios da primeira temporada querendo mais, a espera tem prazo.
A primeira fase chegou em dezembro de 2024 e saiu bem entre os críticos: 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. O público, porém, foi mais cauteloso. A aprovação entre os espectadores no mesmo agregador ficou em 65%, e a nota no IMDb parou em 7,6/10. São números que colocam a série numa zona interessante: aclamada pela crítica, mas ainda sem consenso com quem assiste em casa.
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O que muda na segunda temporada de Black Doves
A trama criada pelo roteirista Joe Barton continua a partir de onde parou. Helen Webb, a espiã interpretada por Keira Knightley, agora enfrenta um cenário mais complicado: o marido Wallace (Andrew Buchan) está se preparando para assumir o cargo de primeiro-ministro, o que coloca as atividades secretas dela sob risco ainda maior. Quanto mais visível se torna a família, mais difícil fica manter a dupla vida.
Ben Whishaw retorna como Sam, o assassino profissional que funciona como parceiro e protetor de Helen. Sarah Lancashire também está de volta como a chefe da organização de espionagem. A direção fica dividida entre Julian Farino e Kieron Hawkes.
O elenco ganha reforços consideráveis. Neve Campbell, Ambika Mod, Babou Ceesay, Sam Riley, Sylvia Hoeks, Goran Kostic e Samuel Barnett entram na nova temporada, ainda sem confirmação dos papéis específicos de cada um. As filmagens aconteceram em Londres entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, segundo publicações da própria produção.

Vale a pena assistir Black Doves antes do retorno?
A primeira temporada tem seus méritos. A dupla Knightley e Whishaw funciona bem, o tom mistura tensão e humor com certa leveza britânica, e a ambientação natalina em Londres dá à história um visual distinto dentro do catálogo de séries de espionagem. O problema apontado por parte da crítica está na reta final, quando as tramas paralelas se multiplicam e o ritmo perde um pouco do fio.
O público que foi menos entusiasmado costuma apontar justamente o ritmo dos primeiros episódios como barreira. Não é uma série que entrega tudo de imediato, e isso divide quem busca ação mais direta de quem prefere construção de personagem.
Com seis episódios e um encerramento que deixa portas abertas, dá para maratonar antes de novembro sem grande esforço. Quem entrar sem expectativa de thriller de ação pura tem mais chance de gostar.
A segunda temporada chega com o peso de sustentar a recepção da crítica e, ao mesmo tempo, conquistar um público que ficou dividido na estreia. O elenco expandido e a virada política na trama sugerem que a produção apostou em escalar a história, não em repetir a fórmula. Se vai funcionar, a resposta chega em 5 de novembro de 2026.
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