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The Big Bang Theory lidera streaming nos EUA pela 3ª semana seguida com 1,14 bilhão de minutos

Comédia de Chuck Lorre supera 1 bilhão de minutos assistidos e mantém liderança inédita na Nielsen

Por Matheus Amorim3 Minutos de leitura
the big bang theory
Imagem: Divulgação

Uma sitcom encerrada em 2019 vira, em pleno agosto de 2026, a produção mais assistida em streaming nos Estados Unidos. Segundo o The Hollywood Reporter, The Big Bang Theory registrou 1,14 bilhão de minutos assistidos entre 27 de julho e 2 de agosto, número que a colocou como a única série ou filme a ultrapassar a marca de 1 bilhão de minutos na semana.

Esse não é um pico isolado. É a terceira semana consecutiva em que a comédia domina o ranking geral da Nielsen, disponível no Max desde 2020, e o feito ganha outro peso quando se olha para trás: a série já havia sido eleita pela própria Nielsen a produção mais “maratonada” de todo o ano de 2024, segundo reportagem da Deadline publicada em janeiro de 2025.

Um fenômeno que não depende de lançamento nem de hype

O detalhe que separa The Big Bang Theory de praticamente todo o resto do ranking é simples: não existe episódio novo, não existe campanha de marketing puxando a audiência. É reprise pura, girando havia anos.

Isso muda a leitura do dado. Quando uma novidade lidera o streaming, a explicação é óbvia: estreou, todo mundo quer assistir. Quando uma sitcom de 279 episódios encerrada há sete anos volta a bater recorde, o motivo tem mais a ver com hábito de consumo do que com evento pontual, e o comportamento de reassistência repetida, algo que costuma aparecer em avaliações de usuários sobre a série, ajuda a explicar por que ela nunca sai de cena.

Do outro lado do Top 5 da semana estão produções bem diferentes entre si. O documentário Os Assassinatos de Idaho: Pesadelo Universitário somou 864 milhões de minutos na Netflix, seguido por Ransom Canyon, também na Netflix, com 816 milhões. O filme Parceiras no Crime aparece na sequência com 786 milhões de minutos no Prime Video, e Ted Lasso fecha a lista com 446 milhões na Apple TV+.

O universo de The Big Bang Theory segue crescendo fora da série original

Enquanto a série mãe segue no TOPO do ranking, a franquia continua se expandindo em outras frentes. Stuart Não Consegue Salvar o Universo foi renovado para a segunda temporada, terceiro spin-off do universo depois de Young Sheldon e Georgie & Mandy’s First Marriage.

A trama segue Stuart, dono da loja de quadrinhos vivido por Kevin Sussman, depois que ele acidentalmente quebra um dispositivo criado por Sheldon e Leonard e desencadeia uma catástrofe multiversal. Ele precisa consertar a realidade ao lado da namorada Denise (Lauren Lapkus), do geólogo Bert (Brian Posehn) e do físico Barry Kripke (John Ross Bowie), esbarrando pelo caminho em versões alternativas de personagens queridos pelos fãs da série original.

O elenco de apoio soma Ryan Cartwright, Josh Brener e Tommy Walker. Por trás das câmeras, Chuck Lorre volta como produtor executivo ao lado de Bill Prady e Zak Penn, com trilha sonora assinada por Danny Elfman, vencedor de Emmy e Grammy conhecido por trabalhos como O Estranho Mundo de Jack.

De um lado, a série original segue sustentando números que nenhuma estreia recente conseguiu igualar em três semanas seguidas. Do outro, a aposta em spin-offs como Stuart Não Consegue Salvar o Universo tenta transformar esse público fiel em audiência para histórias novas dentro do mesmo universo.

Nenhuma das duas frentes depende da outra para funcionar, mas juntas explicam por que a Warner Bros. Discovery segue investindo numa franquia encerrada há sete anos.

Veja também:

Stuart Não Consegue Salvar o Universo: spin-off de The Big Bang Theory muda de gênero

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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