Quase duas décadas depois da última aventura de Rick O’Connell e Evy Carnahan, a Universal Pictures fincou a bandeira: A Múmia 4 chega aos cinemas em 19 de maio de 2028. A confirmação encerra meses de especulação e coloca Brendan Fraser e Rachel Weisz novamente no centro da ação.
O anúncio também detalha a troca de comando nos bastidores. Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, dupla que revitalizou Pânico recentemente, dirigirão o filme, enquanto David Coggeshall assina o roteiro. Com isso, a franquia que começou em 1999 abre um novo capítulo, prometendo manter o charme pulp original e atualizar a aventura para um público que já vive imerso em universos compartilhados.
Retorno de Brendan Fraser e Rachel Weisz: química que sustenta a mitologia
A força motriz da trilogia original sempre foi a dinâmica entre Brendan Fraser e Rachel Weisz. Fraser transformou Rick O’Connell num herói de ação espirituoso, mais Indiana Jones desajeitado do que soldado invencível. Weisz, por outro lado, trouxe leveza e erudição a Evy, equilibrando o humor físico do parceiro. Juntos, entregaram momentos que alternavam romance, comédia e pura adrenalina.
Com A Múmia 4 prestes a completar vinte anos do último filme estrelado pelos dois, a expectativa gira em torno de como essa dupla vai interagir após tanto tempo. Fraser, vencedor recente do Oscar, volta ao gênero de aventura depois de provar seu alcance dramático. Já Weisz, cujo currículo incluiu papéis complexos em A Favorita e Viúva Negra, carrega experiência suficiente para elevar ainda mais Evy, que nunca foi apenas a “moça em perigo”.
A química consolidada entre os atores é, portanto, o pilar emocional deste reencontro. A Universal parece apostar nesse fator como contraponto à enxurrada de reboots que dependem só de efeitos visuais. Assim, a franquia se ancora em rostos familiares enquanto promete um novo fôlego narrativo.
Nova direção, nova energia: a visão de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
A escolha de Bettinelli-Olpin e Gillett não foi por acaso. A dupla do coletivo Radio Silence tem histórico de misturar horror e humor com agilidade de videoclipe. Em Pânico 5 e 6, provaram que conseguem respeitar o material original sem cair na armadilha do fan service excessivo. Agora, trazem esse equilíbrio para A Múmia 4, cujo DNA combina aventura grandiosa e toques de terror clássico.
Outro ponto a favor é o ritmo. Os cineastas trabalham com montagens rápidas e diálogos que abraçam a ironia sem desmontar a tensão. Esse estilo dialoga com a linguagem de streaming, mas aqui será testado em uma produção que exige cenários exóticos, set pieces práticos e CGI de ponta. Com um intervalo de dois anos e meio até a estreia, há tempo para que a dupla refine a parte técnica, incluindo coordenação de dublês e construção de criaturas digitais.
A Universal também ganha com essa contratação um discurso de renovação. Enquanto sucessos como Good Luck, Have Fun, Don’t Die mostram apelo de diretores autorais em grandes estúdios, Bettinelli-Olpin e Gillett chegam como nomes capazes de atrair o público jovem sem alienar fãs antigos do universo de múmias e maldições.
Roteiro de David Coggeshall: novas camadas entre aventura e horror
David Coggeshall, que escreveu Orphan: First Kill e The Family Plan, assume a tarefa de equilibrar suspense, comédia e misticismo. A experiência dele em misturar reviravoltas familiares a narrativas de gênero pode trazer profundidade aos protagonistas agora mais maduros. Fora isso, a presença de um novo roteirista evita a repetição das fórmulas que, em 2008, desgastaram O Túmulo do Imperador Dragão.
Detalhes da trama permanecem sob sigilo, mas a data de lançamento em maio — mesma janela do primeiro filme de 1999 — sugere que a aventura deve acontecer em locações ensolaradas e cenários que favoreçam grandes batalhas. Coggeshall, acostumado a trabalhar com orçamentos variados, terá o desafio de justificar cada explosão ou efeito especial dentro de uma narrativa coesa.
Imagem: Imagem: Divulgação
Também vale notar que, ao combinar aventura arqueológica com sustos calculados, o roteiro se distancia do realismo sombrio que marcou a versão estrelada por Tom Cruise em 2017. O fracasso daquela tentativa sepultou o chamado Dark Universe, e a lição parece clara: o público quer diversão escapista, não só CGI e mitologia fragmentada.
Estratégia de lançamento: Universal mira o verão norte-americano
A Universal reservou 19 de maio de 2028, início simbólico da temporada de blockbusters nos Estados Unidos. Até agora, a única concorrência direta é um título indecifrável da Marvel Studios, o que deixa A Múmia 4 quase sozinha no primeiro fim de semana prolongado do verão. A aposta lembra a confiança depositada no original de 1999, que também chegou em maio e dominou a bilheteria mundial.
Com quatro anos de preparação, o estúdio pode alinhar campanhas de marketing sinérgicas, experiências em parques temáticos e linhas de brinquedos. Estratégia parecida foi usada pela Sony com os aranhaversos de Miles Morales, resultando em forte engajamento de público jovem. Além disso, a ausência de colisões diretas com sagas consolidadas como Avatar ou Star Wars pode dar à produção um respiro saudável de bilheteria.
Vale lembrar que a Universal tem histórico de reorganizar estreias conforme o calendário evolui. Mudanças podem ocorrer, mas, no momento, o estúdio sinaliza convicção no potencial do projeto. Caso as filmagens avancem sem percalços, a recepção crítica também pode ajudar, tanto nas salas IMAX quanto nas interações de segunda janela, como a plataforma Peacock.
A Múmia 4 vale a pena ficar de olho?
Cinco fatores reforçam o otimismo: o retorno carismático de Fraser e Weisz, a direção enérgica de Bettinelli-Olpin e Gillett, o roteiro afinado para equilibrar humor e tensão, a ampla janela de pós-produção para polir efeitos visuais e a data estratégica no calendário. Somados, esses elementos formam a base para um possível ressurgimento da marca, que já movimentou bilhões em produtos licenciados.
Para quem acompanha novidades no 365 Filmes, a confirmação mostra que os estúdios ainda confiam em franquias de aventura clássica. Em um mercado compartilhado com sagas ambientadas na Segunda Guerra, como Greyhound 2, ou em animações que revitalizam cronologias, como Minions & Monsters, a nova Múmia surge como uma aposta sólida em nostalgia aliada a renovação criativa.
No fim, resta acompanhar o desenvolvimento de perto. Se o elenco repetir a química, a equipe criativa acertar o tom e a Universal mantiver o cronograma, A Múmia 4 pode devolver à tela grande um tipo de entretenimento pulp que andava em falta: leve, épico e com coração.
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