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A Casa do Dragão: o que a chegada de Alys Rivers muda para Aemond na 3ª temporada

No episódio 3, Aemond Targaryen ferido em Harrenhal encontra Alys Rivers, e a relação que começa ali já era esperada pelos fãs

Por Matheus Amorim4 Minutos de leitura
a casa do dragao episodio 3 da 3 temporada spoilers
a casa do dragao episodio 3 da 3 temporada spoilers

Quem leu Fogo e Sangue, o livro de George R.R. Martin que serve de base para A Casa do Dragão, sabia que esse momento chegaria. Aemond Targaryen, gravemente ferido após os eventos em Harrenhal, é socorrido por Alys Rivers, e é justamente esse encontro que dá início a uma das relações mais complexas e debatidas da guerra civil Targaryen. O episódio 3 da 3ª temporada, exibido em 5 de julho de 2026 na HBO e HBO Max, traz essa cena pela primeira vez na série.

O que torna o momento ainda mais carregado é o histórico dos dois atores com os personagens. Ewan Mitchell interpreta Aemond há seis anos, tempo suficiente para construir uma camada de contenção e violência que o personagem carrega até quando está caído.

Do outro lado, Gayle Rankin foi anunciada para viver Alys Rivers em abril de 2023, e os fãs esperavam desde então para ver como a atriz traria para a tela essa figura ao mesmo tempo enigmática e perigosa.

Quem é Alys Rivers e por que ela importa para Aemond

Alys Rivers não é uma personagem de passagem. Em Fogo e Sangue, ela é descrita como uma mulher com dons proféticos, filha bastarda do senhor de Harrenhal, e alguém que exerce uma influência real sobre Aemond durante o período em que ele permanece no castelo.

A série já sinalizou esse lado misterioso de Alys desde a 2ª temporada, mas é agora, com Aemond vulnerável, que a dinâmica entre os dois começa de verdade.

O detalhe importante é que Aemond não chega a Harrenhal como aliado. Ele está lá como parte da estratégia dos Verdes, aguardando o avanço de Criston Cole e do exército.

Ferido, longe do controle que costuma ostentar, ele fica numa posição que o personagem raramente ocupa: dependendo de alguém. É nesse estado que Alys aparece, e a série explora o que acontece quando um homem acostumado a dominar é colocado diante de alguém que não tem medo dele.

Cena de A Casa do Dragão
Imagem: Divulgação

O que muda na guerra com Aemond fora de combate

A ausência temporária de Aemond tem peso estratégico. Ele é um dos poucos cavaleiros de dragão dos Verdes ainda em atividade, e Vhagar, sua montaria, continua sendo o maior dragão vivo de Westeros. Com ele imobilizado em Harrenhal, o equilíbrio de forças na guerra se altera, e isso pressiona ainda mais os aliados dos Verdes.

Enquanto isso, o episódio 3 também movimenta outros arcos: Daemon Targaryen inicia uma caçada ao misterioso novo cavaleiro de dragão visto na Batalha da Goela, sem saber que se trata de Rhaena Targaryen montando Sheepstealer. E em Porto Real, Rhaenyra enfrenta os primeiros desafios de governar uma cidade sitiada pelo bloqueio de recursos. A temporada parece construída para mostrar como a guerra consome todo mundo, inclusive quem acredita que está vencendo.

A relação entre os dois não termina com o socorro em Harrenhal. Nos livros, ela se aprofunda de maneiras que a série ainda não mostrou, e a escolha de Gayle Rankin para o papel sugere que a produção pretende dar espaço real a essa história. O IMDb já notou, em análise do episódio 2, que o primeiro encontro entre os dois “apenas anuncia o começo” de algo maior.

Para quem acompanha A Casa do Dragão desde o início, ver Aemond fora de controle é, em si, um acontecimento. O personagem passou temporadas inteiras como uma ameaça calculada. Ver o que sobra dele quando a armadura cai, e quem está lá para recolher os pedaços, é exatamente o tipo de virada que faz a série funcionar quando está no seu melhor.

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Fonte principal: . Informações complementares: mixdeseries.com.br, screenrant.com, IMDb.

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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