Quando o assunto é terror, muita gente pensa logo em Scream, mas a década de 1990 esconde vários outros slashers igualmente marcantes.
Entre continuações ousadas e produções quase esquecidas, esses filmes mostram como o gênero se reinventou depois do auge dos anos 80.
A lista a seguir traz dez títulos que ajudaram a definir os slashers dos anos 90 e provam que a faca estava afiada mesmo longe de Woodsboro.
Do policial morto-vivo de Maniac Cop 2 ao mistério sanguinolento de I Know What You Did Last Summer, cada longa traz seu próprio tempero gore.
Eles combinam criatividade, efeitos práticos e, claro, assassinos determinados a eliminar suas vítimas de forma inventiva.
Vale conferir — ou redescobrir — essas produções, todas essenciais para entender o segundo fôlego que o slasher ganhou na época.
Slashers dos anos 90: Maniac Cop 2 (1990)
Matt Cordell volta das cinzas — ou melhor, do túmulo — para patrulhar as ruas de Nova York com métodos nada ortodoxos. Dirigido por William Lustig, o filme leva a premissa do primeiro capítulo a um nível superior, oferecendo cenas de ação mais ambiciosas e efeitos práticos caprichados.
Bruce Campbell e Robert Davi reforçam o elenco, dando credibilidade ao terror urbano. Mesmo com o tom exagerado, a produção entrega identidade própria, rara entre continuações de slasher daquela época.
Child’s Play 2 (1990)
Dois anos depois do sucesso do brinquedo assassino, Chucky persegue Andy novamente, empenhado em transferir sua alma para o corpo do garoto. A sequência mantém a fórmula, mas aposta em ritmo acelerado e mortes ainda mais imaginativas.
O roteiro abraça o absurdo da premissa e garante um terror divertido, antes de a franquia mergulhar no humor de Bride of Chucky no fim da década.
Popcorn (1991)
Estudantes universitários organizam uma maratona de filmes B em um cinema antigo e se tornam alvo de um assassino que troca de rosto com facilidade. Com atmosfera quase surreal, Popcorn mistura homenagem e paródia aos clássicos de terror drive-in.
Os efeitos de maquiagem são o grande destaque, compensando um enredo simples. Não à toa, o longa ganhou status de cult entre fãs de slashers dos anos 90.
Wes Craven’s New Nightmare (1994)
Antes de ironizar o gênero com Scream, Wes Craven revisitou Freddy Krueger em um filme meta que se passa no “mundo real”. Atores e equipe da franquia A Nightmare on Elm Street passam a ser ameaçados por uma entidade que assume a forma de Freddy.
A produção funciona tanto como homenagem ao original de 1984 quanto como reflexão sobre a comercialização do horror. Menos focado em mortes gráficas, compensa no clima de paranoia e na inventividade.
Jack-O (1995)
Durante o Halloween, adolescentes despertam um espírito vingativo de um século atrás. O vilão empunha uma foice e tem cabeça de abóbora iluminada, garantindo visual marcante. Ignorado pela crítica — a nota no Rotten Tomatoes mal chega a 15% — o filme ganhou fãs pela vibe “trash divertida”.
Mesmo com orçamento modesto, Jack-O dosa humor e sangue sem vergonha de abraçar o kitsch. Para quem curte slashers dos anos 90 leves e gore na medida, é pedida certa.
I Know What You Did Last Summer (1997)
Um ano após atropelar um homem e jogar o corpo no mar, quatro amigos recebem bilhete ameaçador: “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Começa então uma caçada guiada por um assassino de capa e gancho.
Imagem: Imagem: Divulgação
Com roteiro de Kevin Williamson, o mesmo de Scream, o longa aposta mais no mistério do que na metalinguagem. Estrelas adolescentes como Jennifer Love Hewitt e Sarah Michelle Gellar ajudam a eternizar o clima “teen slasher” da época.
Halloween H20: 20 Years Later (1998)
Vinte anos depois do massacre original, Laurie Strode tenta levar vida discreta em um internato na Califórnia, mas Michael Myers descobre seu paradeiro. O filme ignora sequências anteriores e volta às raízes de suspense e perseguição.
Jamie Lee Curtis retoma o posto de “scream queen” em um capítulo ágil, que entrega o básico sem complicar a mitologia da série. Um dos raros acertos entre as continuações de Halloween.
Urban Legend (1998)
Histórias macabras contadas nos corredores da universidade ganham corpo quando estudantes começam a morrer exatamente como nas lendas urbanas. A premissa rende mortes criativas e debate, ainda que leve, sobre como boatos se espalhavam na era pré-redes sociais.
Mesmo sem alcançar o impacto de Scream, Urban Legend se destaca por tentar algo novo no auge da febre dos slashers dos anos 90.
Idle Hands (1999)
Nem todo slasher precisa seguir a cartilha clássica. Em Idle Hands, a mão possuída de um adolescente preguiçoso se torna arma homicida, misturando humor escrachado e bastante sangue. Devon Sawa, Seth Green e Jessica Alba protagonizam a comédia de horror que satiriza a cultura “slacker” noventista.
Criativo, bizarro e, segundo a crítica da época, “excessivo”, o filme encontrou público fiel anos depois, mostrando que o gênero também abre espaço para experimentações.
Cherry Falls (1999)
Quando um assassino decide matar apenas virgens em uma pequena cidade, adolescentes entram em pânico — e planejam um “surubão” coletivo para se salvar. Porém, cortes exigidos para exibição na TV enfraqueceram as cenas mais pesadas.
Mesmo assim, Cherry Falls mantém clima tenso e ironiza convenções do terror. Entre os discípulos de Scream, é um dos projetos mais intrigantes do fim da década.
Por que revisitar esses slashers dos anos 90?
A lista confirma que a década não viveu apenas de meta-comentários. Houve espaço para continuações dignas, apostas ousadas e terrores cheios de personalidade. Assistir ou reassistir a esses títulos é entender como o gênero flertou com a autocrítica, sem perder o fio da navalha.
O 365 Filmes destaca que cada produção oferece janela única para tendências culturais da época: do medo urbano ao humor autodepreciativo. Para fãs ou curiosos, vale conferir como esses filmes afiados ajudaram a moldar o horror moderno.
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