Se o retorno de Thanos realmente acontecer no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), a Disney terá uma oportunidade rara de reviver a dinâmica que fez de “Avengers: Infinity War” um marco. Seis anos depois de “Avengers: Endgame” concluir a Saga do Infinito, o estúdio precisa de um impulso para organizar a confusa Saga do Multiverso.
Trazer de volta o Titã Louco interpretado por Josh Brolin, mesmo que por poucos minutos, pode ser a peça que faltava para apresentar um novo antagonista de peso – o Doutor Destino – e, ao mesmo tempo, reacender o entusiasmo do público que tanto gostou de “Infinity War”.
Possível retorno de Thanos reacende a fórmula que funcionou em 2018
Em 2018, “Avengers: Infinity War” começou com Thanos invadindo a nave dos refugiados asgardianos e derrotando Thor, Hulk, Heimdall, Valquíria e, por fim, matando Loki. Em poucos minutos, o filme estabeleceu o vilão como ameaça real sem precisar de longos diálogos ou flashbacks. Esse formato rápido e impactante é visto internamente como a “receita” para condensar dezenas de heróis em um único enredo.
Hoje, com a Saga do Multiverso apresentando inúmeros rostos novos – e sem um time dos Vingadores claramente formado – repetir aquele expediente pode ser essencial. Segundo fontes de bastidores, a ideia circula para a primeira sequência de “Avengers: Doomsday”, longa previsto para reunir novamente a direção dos irmãos Russo e o roteirista Michael Waldron, ao lado de Christopher Markus e Stephen McFeely.
Doutor Destino pode ganhar status derrotando o Titã Louco
Nos quadrinhos, especificamente em “Secret Wars” #8 (2015), o Doutor Destino elimina Thanos sem dificuldades, mostrando que o monarca da Latvéria joga em um nível acima. Reproduzir esse choque nas telas daria ao público uma medida imediata do perigo que Victor Von Doom representa. Como o vilão teve pouca construção até agora – aparecendo apenas em rumores e em uma suposta cena pós-créditos de “The Fantastic Four: First Steps” – a Marvel procura um atalho que evite o problema de desenvolvimento tardio.
Impacto emocional no espectador
Mesmo não sendo herói, Thanos virou figura familiar – para muitos, quase compreensível, a ponto de surgir a frase “Thanos estava certo” em camisetas e fóruns. Vê-lo superado com facilidade por Destino criaria um contraste imediato e aumentaria o peso dramático do novo antagonista.
Paralelos entre “Infinity War” e “Avengers: Doomsday”
Assim como “Infinity War”, o próximo longa precisa equilibrar enredo centrado no vilão com dezenas de personagens espalhados por diferentes cantos do MCU. A diferença é que, agora, a narrativa inclui realidades paralelas. A Marvel aposta que repetir a estratégia de 2018, mas adaptada ao contexto multiversal, ajudará a impedir que o roteiro se perca em tramas paralelas.
Outro ponto em comum é a presença da mesma equipe criativa. Os irmãos Russo comandaram “Civil War”, “Infinity War” e “Endgame”. Ao lado de Waldron, Markus e McFeely, eles enfrentaram o desafio de organizar cronogramas, elencos e efeitos visuais para centenas de cenas. Reunir esse time novamente indica que Kevin Feige pretende garantir coerência, apesar das críticas recentes sobre falta de foco.
Desafios adicionais da Saga do Multiverso
Diferentemente da Saga do Infinito, o capítulo atual teve menos “pistas” plantadas. Há queixas de fãs sobre a ausência de um filme dos Vingadores na fase 4 e sobre a quantidade de heróis sem interligação clara. O retorno de Thanos surge como solução para alinhar objetivos, possivelmente introduzindo Destino como força ainda maior.
Imagem: Imagem: Divulgação
O que já sabemos sobre “Avengers: Doomsday”
Até o momento, o enredo mantém sigilo. Rumores apontam para uma estreia após “Ant-Man & the Wasp: Quantumania” e “The Fantastic Four: First Steps”. Kevin Feige confirmou que o MCU continua expandindo a lista de heróis, mas não detalhou a composição do próximo grupo dos Vingadores. A entrada de Destino deve inaugurar uma fase mais sombria e política, algo comentado por roteiristas em entrevistas recentes.
Também circula nos bastidores uma arte conceitual na qual Destino segura o elmo de Thanos, reforçando a teoria de que o Titã será usado como “medidor de poder”. Ainda sem trailers ou sinopse oficial, o material manteve viva a conversa sobre o retorno de Thanos, alimentando debates em fóruns e redes sociais.
Por que repetir a abertura de “Infinity War” ainda funciona
“Infinity War” é constantemente citado por críticos e público como o melhor filme do MCU por entregar ritmo ágil, ameaças claras e consequências imediatas. Reaplicar o modelo – introdução veloz, vilão dominante e heróis em desvantagem – pode reacender a empolgação, algo que projetos recentes não alcançaram.
Dentro dos estúdios, a percepção é de que a Saga do Multiverso carece de um evento catártico. Ver Destino eliminar Thanos em minutos proporcionaria esse choque e abriria espaço para explorar motivações mais complexas ao longo do filme.
Papel fundamental de Thanos
Embora tenha sido antagonista, o personagem de Josh Brolin detém prestígio e histórico que nenhum outro vilão alcançou no MCU. Usá-lo como referência – e não exatamente como ameaça principal – evita desperdiçar esse capital emocional e gera comparação direta entre o antigo e o novo perigo.
Conclusão: cenário favorável para a Marvel
Com “Iron Man” inaugurando a franquia em 2008, e “Black Panther: Wakanda Forever” marcando o lançamento mais recente, o MCU se aproxima de 30 produções. O retorno de Thanos em “Avengers: Doomsday” surge como ponte entre eras, permitindo que a Marvel corrija falhas de ritmo da Saga do Multiverso e ofereça ao público um espetáculo digno de “Infinity War”.
Resta saber se a expectativa se converterá em tela cheia. Se o plano vingar, o site 365 Filmes aposta que a primeira cena de “Doomsday” será assunto dominante entre fãs e especialistas, posicionando o Doutor Destino como nova grande ameaça da cultura pop.
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