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    Sweetpea: final explicado do suspense ácido que dominou hoje o Prime Video Brasil

    Thaís AmorimPor Thaís Amorimfevereiro 27, 2026Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    Ella Purnell como Rhiannon Lewis em cena de Sweetpea, série britânica de suspense e humor ácido no Prime Video
    Imagem: Divulgação
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    Sweetpea, indicada ao BAFTA TV Award e disponível no Prime Video Brasil, começa com uma pergunta simples e maldosa: a garota que todo mundo ignora pode se safar de um assassinato? A série pega essa ideia e coloca uma câmera bem perto da protagonista, como se a gente estivesse preso com ela dentro da cabeça.

    É suspense, é drama, é humor ácido e, acima de tudo, é desconforto. Com episódios de cerca de 45 minutos e nota 7,2 no IMDb, ela faz você rir em um minuto e se sentir culpado no seguinte. Aviso: a partir daqui tem spoilers do final de Sweetpea.

    Quem é Rhiannon e por que tudo desanda em Sweetpea?

    Rhiannon Lewis é uma mulher tímida, apagada e cansada de existir como se fosse transparente. A morte do pai piora tudo, porque tira dela a última âncora emocional. Quando ela reencontra uma agressora do passado e percebe que o mundo segue funcionando como se nada tivesse acontecido, algo dentro dela estoura.

    O primeiro assassinato é o ponto de virada. Numa noite, em um lugar isolado perto do rio, ela encontra um homem bêbado e rude que urina nela e ainda solta que não a viu. Aquilo, para ela, é a frase que resume a vida inteira. Rhiannon puxa uma faca pequena e o esfaqueia. Ela mata e deixa o corpo na água. E o mais perturbador é que, depois do choque, vem uma satisfação estranha. Como se, pela primeira vez, ela tivesse ocupado espaço no mundo.

    Ela começa a escolher alvos e o “merecimento” vira armadilha

    Depois disso, Rhiannon passa a olhar ao redor e pensar quem mais “merece” pagar. Ela até cogita matar AJ, o rapaz que tomou a vaga de repórter júnior no jornal Gaze. Só que ela desiste antes de ir até o fim. O alvo que mora na cabeça dela, desde sempre, é Julia, a valentona da escola.

    O destino coloca as duas próximas de novo quando Julia aparece trabalhando com Seren, irmã de Rhiannon, para vender a casa do pai. Rhiannon ainda mora lá. Isso mexe com tudo, porque não é só rancor. É medo de perder o único lugar que sobrou, bem no meio do luto.

    Julia vira refém e a série muda a nossa visão dela

    Em determinado momento, Rhiannon atrai Julia para casa decidida a matá-la. Só que, no último segundo, ela trava. Em vez de matar, ela amarra Julia e mantém a antiga algoz como refém. Parece loucura, mas é aí que Sweetpea fica mais interessante.

    Com o tempo, Rhiannon percebe que Julia não é só a “vida perfeita” que ela imaginava. Julia está presa em um relacionamento abusivo com Marcus e não consegue sair. Isso desarma Rhiannon. Ela sente compaixão, e as duas formam uma conexão improvável. Rhiannon chega a elaborar um plano para assustar Marcus, fingindo que Julia foi sequestrada por alguém desconhecido.

    Só que a raiva de Rhiannon não é uma ferramenta controlável. Quando ela sente que Julia está cedendo de novo ao noivo, ela empurra Marcus e ele morre. É uma cena que mostra o que a série vem dizendo o tempo todo: Rhiannon começou tentando “corrigir injustiças”, mas já não sabe onde termina justiça e começa impulso.

    Marina começa a enxergar o padrão e vira a ameaça mais constante

    Enquanto isso, a detetive Marina investiga os assassinatos a facadas. No início, ela não desconfia de Rhiannon. Só que as peças começam a se encaixar. Marina percebe um padrão, se convence de que Rhiannon é a culpada e passa a bater de frente com um problema bem parecido com o da protagonista: ninguém leva ela a sério.

    Isso empurra Marina para agir sozinha. Ela vai até a casa de Rhiannon sem permissão e, quando as duas ficam a sós, ela diz algo que funciona como aviso e ameaça ao mesmo tempo: Rhiannon vai matar de novo, e quando isso acontecer, Marina vai estar lá para prendê-la.

    Ella Purnell como Rhiannon Lewis em cena de Sweetpea, série britânica de suspense e humor ácido no Prime Video
    Imagem: Divulgação

    Final explicado: AJ descobre, Rhiannon desaba e Seren chega

    O fim da temporada gira em torno de AJ. Rhiannon tem um relacionamento casual com Craig, mas começa a sentir algo de verdade por AJ e os dois passam uma noite juntos. Pela manhã, AJ chega com a informação que muda tudo: surgiram novas evidências e a faca usada nas vítimas é idêntica à que Rhiannon tinha.

    Ele junta as peças. O olhar muda. Rhiannon tenta convencê-lo de que não é mais aquela pessoa. Só que o medo de ser presa fala mais alto do que qualquer promessa. Ela o esfaqueia. AJ cai sangrando no chão da cozinha.

    O que torna esse final tão forte é que Rhiannon não comemora. Ela chora. Ela segura o corpo, entra em pânico e parece perceber que acabou de destruir a única coisa que estava começando a parecer real na vida dela. E aí vem o gancho perfeito. Seren chega à casa naquele exato momento. A última imagem é pura tensão, porque a série deixa a pergunta no ar: Seren vai ver? Vai entender? Vai denunciar? Ou vai acontecer algo ainda pior?

    No meio desse caos, Julia desaparece e Marina continua cada vez mais perto da verdade. Sweetpea termina com Rhiannon aparentemente impune, mas emocionalmente quebrada, cercada por segredos que já estão grandes demais para caber na máscara de “vida normal”.

    Sweetpea é daquelas séries que deixam um gosto estranho: você se diverte, se choca e, no fim, percebe que estava torcendo por alguém que virou exatamente aquilo que jurou odiar.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Thaís Amorim
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    Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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