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Supergirl terá continuação após estreia abaixo do esperado?

Supergirl 2 não foi anunciado, mas Kara Zor-El ainda deve continuar no novo DCU mesmo após a estreia fraca.

Por Thaís Amorim4 Minutos de leitura
Cena de Supergirl
Imagem: Divulgação

Supergirl estreou abaixo das expectativas e levantou uma dúvida imediata entre os fãs da DC: o filme ainda pode ganhar continuação? Até o momento, a Warner Bros. e a DC Studios não anunciaram uma sequência solo para Kara Zor-El.

Isso não significa, porém, que a personagem será abandonada. Mesmo com uma bilheteria inicial fraca, Supergirl continua fazendo parte do novo DCU e já aparece ligada a outros passos da franquia, especialmente ao universo de Superman.

Continuação solo de Supergirl ainda não foi confirmada

A situação atual é simples: Supergirl 2 não está oficialmente anunciado. O primeiro filme foi pensado como uma peça importante do novo DCU, mas a estreia abaixo do esperado torna qualquer continuação direta mais incerta.

O longa arrecadou cerca de US$ 38 milhões nos Estados Unidos e Canadá em seu primeiro fim de semana. No mercado internacional, somou aproximadamente US$ 30 milhões, chegando a cerca de US$ 68 milhões globalmente na abertura.

Para um blockbuster da DC, o número acende um alerta. O orçamento estimado ficou em torno de US$ 170 milhões, sem contar os custos de divulgação. Por isso, o filme precisará demonstrar boa sustentação nas próximas semanas para reduzir a percepção negativa sobre sua performance.

A comparação com Superman também pesa. O longa de James Gunn abriu com números bem mais fortes e serviu como apresentação oficial do novo universo da DC nos cinemas. Supergirl, por sua vez, mostrou que o público pode estar mais seletivo em relação a personagens fora do núcleo mais popular da editora.

Ainda assim, é cedo para dizer que a personagem fracassou dentro do novo DCU. Uma coisa é o desempenho comercial de um filme solo; outra é o valor de Kara Zor-El dentro de um universo compartilhado. Mesmo que a Warner evite anunciar rapidamente uma sequência, Milly Alcock pode seguir aparecendo em outros projetos.

A própria estrutura do filme favorece isso. Supergirl não funciona apenas como uma aventura fechada de vingança e autodescoberta. Ele também posiciona Kara como uma figura importante para o lado cósmico da DC, especialmente por sua ligação com Superman, Krypto e Lobo.

A personagem é prima de Kal-El, mas sua trajetória é muito diferente da dele. Enquanto Superman foi criado na Terra e representa uma ideia mais luminosa de heroísmo, Kara carrega lembranças diretas da destruição de Krypton. Essa diferença dá à heroína um tom mais rebelde, amargo e imprevisível.

Essa personalidade pode ser útil para o futuro da franquia. Em vez de repetir o mesmo tipo de heroísmo de Superman, Supergirl oferece contraste. Ela pode funcionar como aliada, conflito emocional ou contraponto moral em histórias maiores do DCU.

Kara pode continuar mesmo sem Supergirl 2

Cena de Supergirl
Imagem: Divulgação

O caminho mais provável, neste momento, é que Supergirl continue aparecendo em filmes compartilhados antes de ganhar outra aventura solo. A personagem já é apontada como parte importante de Man of Tomorrow, sequência de Superman prevista para 2027, o que mantém sua presença dentro da franquia mesmo sem uma continuação direta anunciada.

Essa estratégia faria sentido para a DC Studios. Depois de uma abertura decepcionante, insistir imediatamente em Supergirl 2 poderia ser arriscado. Por outro lado, usar Kara em um filme maior, ao lado de Superman, permite recuperar o interesse do público e fortalecer a personagem dentro de uma história com apelo mais amplo.

Lobo também pode influenciar esse futuro. O personagem vivido por Jason Momoa chamou atenção antes mesmo da estreia e amplia o lado espacial do DCU. Caso a recepção a ele seja positiva, a DC pode explorar novas histórias cósmicas em que Supergirl volte a ter papel relevante.

A decisão final dependerá de alguns fatores. O primeiro é a bilheteria acumulada. Se o filme cair muito nas próximas semanas, uma continuação solo ficará mais difícil. Se tiver sustentação razoável, o estúdio poderá interpretar a estreia fraca como um obstáculo, não como um encerramento.

O segundo fator é a recepção da personagem. Mesmo quando um filme decepciona comercialmente, um personagem pode sobreviver se o público aprovar sua escalação, sua personalidade e sua dinâmica com outros heróis. Milly Alcock ainda pode se beneficiar disso.

O terceiro ponto é o planejamento maior de James Gunn e Peter Safran. O novo DCU está em fase de construção, e decisões isoladas podem ser ajustadas sem necessariamente apagar personagens. A DC não precisa abandonar Supergirl; pode apenas mudar a forma de utilizá-la.

Thaís Amorim

Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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