O primeiro ano de It: Welcome to Derry estreou na HBO Max e já movimenta o universo criado por Stephen King. A produção, que antecede os dois filmes dirigidos por Andy Muschietti, aprofunda eventos históricos da cidade de Derry, no Maine.
Ao longo de oito episódios, surgiram sete revelações que redesenham a compreensão sobre Pennywise, o temido palhaço interdimensional. O 365 Filmes reuniu os pontos mais importantes, em ordem crescente de impacto, para quem quer ficar por dentro.
Contexto da prequela
Ambientada antes dos longas de 2017 e 2019, a série visita marcos como o incêndio do Black Spot e o fim do ciclo de 1962. Mesmo assim, não se limita a recontar passagens conhecidas: apresenta material inédito que interfere na cronologia futura.
Até o momento, a HBO Max não confirmou segunda nem terceira temporada. Caso avance, o roteiro promete explorar consequências diretas dos segredos listados a seguir.
7 – Pennywise adota identidade de outro palhaço
Nos livros, o vilão também se apresenta como Bob Gray, mas King nunca explicou a origem do nome. A série resolve o mistério: Bob Gray existia e trabalhava em um circo local, encantando crianças mesmo sendo grosseiro fora do picadeiro.
Quando a entidade viu o potencial da figura, assumiu a persona após atrair Bob para a floresta e matá-lo. Desde então, o palhaço dançante virou forma favorita por atrair vítimas infantis.
6 – Limites geográficos: Derry como prisão eterna
Ficou claro que Pennywise não permanece na cidade por opção. O povo indígena Shokopiwah selou a criatura ali enterrando 13 pilares ao redor do meteorito que trouxe o ser à Terra.
Assim, cada ciclo de 27 anos inicia e termina dentro do perímetro delimitado, estabelecendo Derry como gaiola sobrenatural.
5 – A macabra “cama” de Pennywise
Quando hiberna, a entidade repousa submersa em um poço de sangue repleto de membros de vítimas anteriores. A cena aparece logo após a destruição de um dos pilares, quando o monstro desperta.
O local serve tanto de abrigo quanto de despensa: quando acorda faminto, parte dos restos vira alimento imediato.
4 – Meteorito é ponto fraco inesperado
Diferente dos filmes, onde a crença dos protagonistas é a principal arma, a série introduz um objeto tangível capaz de ferir Pennywise: estilhaços do meteorito, chamados de “estrela” pelos Shokopiwah.
Imagem: Brooke Palmer/HBO
No episódio cinco, Lily Bainbridge afugenta o palhaço com uma lâmina feita do material. Ainda não se sabe se a fraqueza nasce de poder físico ou da fé dos nativos, mas abre margem para futuras estratégias.
3 – Convivência pacífica no passado
Antes da colonização, os Shokopiwah estabeleceram coexistência incomum com a criatura, batizada de “galloo”. Eles ficavam fora da mata; quem entrasse virava caça. O acordo durou até a chegada de lenhadores europeus que expandiram a cidade.
A quebra do pacto levou o ser a atacar humanos sem restrição, selando a fama sanguinária de Pennywise.
2 – Experiência temporal não linear
Pennywise vivencia todos os momentos simultaneamente. Nascimento, morte e acontecimentos futuros ocorrem para ele ao mesmo tempo, algo revelado em diálogo no penúltimo capítulo.
Isso explica por que assume a forma de personagens que ainda nem nasceram, como Betty Ripsom, e por que já conhece o desfecho contra o Clube dos Otários décadas antes.
1 – Tentativa de impedir o Clube dos Otários
A maior surpresa surge quando a série indica que Pennywise acredita poder alterar o próprio destino. Ciente da derrota pelos adolescentes de 1989, ele pretende atacar ancestrais ou mesmo destruir Derry para fugir do ciclo.
Se conseguirá ou não, permanece incerto, mas o plano motiva a narrativa em ordem cronológica inversa e deve pautar possíveis próximas temporadas.
O que esperar se houver continuação
Sem renovação oficial, fãs aguardam definições da HBO Max. Caso avance, a trama deve explorar a caça a antepassados do Clube e consequências do uso de fragmentos do meteorito como arma.
Enquanto isso, It: Welcome to Derry já cumpre o papel de expandir a mitologia de Stephen King, oferecendo novas camadas para quem revisitar os filmes ou o livro original.
