Em quase dez anos no ar, Stranger Things se transformou em um fenômeno cultural. De 2016 a 2025, a série acompanhou o grupo de amigos de Hawkins em batalhas contra monstros, governos e traumas pessoais.
A produção encerrou sua trajetória no fim de 2025, deixando fãs com lembranças marcantes, muita nostalgia oitentista e algumas dúvidas sobre qual temporada realmente foi a melhor. A seguir, apresentamos o ranking completo, do ponto mais baixo ao topo.
5º lugar: Terceira temporada – o verão que dividiu opiniões
Lançada em julho de 2019, a terceira parte apostou em clima de férias escolares, tons fluorescentes e referências a slashers oitentistas. O novo cenário, o Starcourt Mall, trouxe cor e dinamismo, mas o excesso de piscadelas para a cultura pop incomodou parte do público.
Foi ali que a trama introduziu Robin, Erica e a conspiração soviética em Hawkins. Apesar das boas adições, a história avançou em ritmo frenético, com o grupo infantil alheio ao perigo real durante boa parte dos episódios 18 a 25. O resultado foi considerado menos tenso que os anos anteriores, deixando o arco de Billy possuído pelo Devorador de Mentes como o ponto alto.
Por que ficou em último?
Nostalgia exagerada, menor sensação de ameaça e estrutura narrativa dispersa derrubaram a temporada. Mesmo com momentos divertidos, ela se distancia da essência de mistério construída nos primeiros anos.
4º lugar: Quinta temporada – um adeus grandioso, porém inchado
O capítulo final (episódios 35 a 42) chegou em 31 de dezembro de 2025 carregando expectativas gigantes. Hawkins estava em estado de sítio militar, todos aguardavam o retorno de Vecna e o elenco parecia ter dobrado de tamanho.
Embora a despedida tenha entregue passagens emocionantes – como o discurso de formatura de Dustin em homenagem a Eddie ou o arco de redenção de Will – o roteiro tentou resolver demasiadas pontas soltas. Mike acabou ofuscado, Joyce repetiu a postura superprotetora sem evolução e o confronto decisivo contra Vecna soou simples demais.
Altos e baixos do último ano
Momentos catárticos e fan service agradaram, porém a falta de consequências graves (mortes escassas, por exemplo) diluiu a tensão. Ainda assim, a série do 365 Filmes se despediu com dignidade, honrando boa parte de seus personagens.
3º lugar: Segunda temporada – expansão bem-sucedida, mas com tropeço
Exibida em 2017, apenas um ano após a estreia, a segunda temporada manteve o ritmo, introduziu Max e consolidou duplas queridas como Steve e Dustin. Will continuou assombrado pelo Mundo Invertido e o Devorador de Mentes deu as caras, aumentando a escala do terror.
Contudo, o famoso arco da “irmã perdida”, mostrando Eleven em Chicago, quebrou a fluidez. O episódio standalone freou a ação em Hawkins e dividiu a audiência, tirando pontos da temporada que, no restante, conseguiu driblar a síndrome do segundo ano.
Imagem: Imagem: Divulgação
O que ainda brilha?
A química do elenco, o aprofundamento de relacionamentos e a introdução de novas criaturas mantêm o ano dois nas graças dos fãs, apesar de uma subtrama controversa.
2º lugar: Quarta temporada – maturidade e suspense em doses ampliadas
Com exibições mais longas em 2022, a penúltima fase segmentou o grupo: parte em Hawkins, parte na Califórnia e um resgate de Hopper na Rússia. A fórmula de múltiplos núcleos funcionou, especialmente pelo serial killer sobrenatural Vecna, maior vilão da série.
Max, ao som de Running Up That Hill, virou destaque ao enfrentar traumas, enquanto Eddie Munson conquistou público e crítica. Os temas de luto, saúde mental e culpa ganharam peso proporcional à idade dos personagens.
Por que quase levou o topo?
Roteiro equilibrado, atmosfera sombria e construção eficiente do clímax prepararam o terreno para a reta final. Pequenas concessões de ritmo impedem o primeiro lugar, mas a temporada se confirma como a mais intensa.
1º lugar: Primeira temporada – o início que conquistou o mundo
Lançada em 2016, a temporada de estreia (episódios 1 a 8) apresentou Mike, Will, Dustin, Lucas, Eleven e Joyce em um Hawkins aparentemente pacato. A busca por Will, as luzes de Natal piscando e o Demogorgon criaram um misto de terror e nostalgia que prendeu o público de imediato.
Com stakes menores, o roteiro teve tempo para construir personagens carismáticos, estabelecer as regras do Mundo Invertido e inserir referências dos anos 80 de maneira orgânica. O resultado foi uma experiência coesa, que serviu de porta de entrada para quem ainda não conhecia o universo.
O legado da temporada inaugural
Sem o equilíbrio entre mistério, amizade e suspense do primeiro ano, dificilmente Stranger Things alcançaria status de fenômeno global. A temporada permanece como parâmetro de qualidade para séries de ficção científica contemporâneas.
Agora que o ranking está definido, resta ao público revisitar seus momentos favoritos e decidir se concorda com a ordem. Afinal, em Hawkins, memórias e sustos caminham sempre lado a lado.
