Desde 2019, a série Knives Out revigorou o gênero whodunnit ao apresentar o detetive Benoit Blanc, interpretado por Daniel Craig, a um público sedento por mistérios engenhosos.
Com três longas já lançados – Knives Out, Glass Onion e o recente Wake Up Dead Man – o debate sobre qual capítulo se destaca ganha força entre fãs e críticos.
A equipe do site 365 Filmes analisou enredo, elenco, ambientação e impacto cultural de cada título. O resultado é um ranking atualizado que coloca as produções em ordem de qualidade sem spoilers decisivos, mas com todos os dados essenciais.
Confira abaixo como cada filme da série Knives Out se posiciona nessa disputa de intrigas, reviravoltas e personagens marcantes.
3º lugar: Wake Up Dead Man
Lançado em 2025, Wake Up Dead Man leva Benoit Blanc a investigar o assassinato do monsenhor Jefferson Wicks, vivido por Josh Brolin, em uma pequena comunidade religiosa. Ao contrário das obras anteriores, o roteiro aposta em temas de fé e redenção, reduzindo o tom cômico característico da franquia.
Entre as atuações, o destaque fica com Josh O’Connor, que interpreta o reverendo Jud Duplenticy. Sua química com Craig gera momentos de tensão e empatia, especialmente quando o detective decide defender a inocência do jovem pastor. Glenn Close surge como Martha, fiel mais antiga da paróquia, elevando o nível dramático das cenas.
Ainda que entregue reviravoltas eficientes, o terceiro filme é mais previsível para quem já conhece a fórmula de Rian Johnson. A ausência de humor mais escancarado faz falta, o que explica a posição de Wake Up Dead Man no final da lista.
Top 2 da série Knives Out
Se Wake Up Dead Man inaugura esta classificação, os dois primeiros colocados mergulham fundo no que tornou a franquia um sucesso: humor afiado, cenários exuberantes e mistérios que brincam com a percepção do espectador.
2º lugar: Glass Onion
Ambientado numa ilha grega em pleno verão, Glass Onion (2022) amplia o escopo da saga, apresentando múltiplos enigmas ao mesmo tempo. Daniel Craig retorna com ainda mais confiança, dividindo cena com Janelle Monáe em uma performance elogiada por sua virada narrativa. O elenco de apoio inclui Kathryn Hahn, Dave Bautista, Edward Norton, Leslie Odom Jr. e Kate Hudson, todos explorando personagens extravagantes.
Imagem: Courtesy of Netflix
O cenário principal, a mansão de Miles Bron, impressiona pelo design detalhista que incorpora arte, tecnologia e excentricidades do bilionário vivido por Norton. O final explosivo foge do convencional e sublinha a ousadia de Johnson. Mesmo maior e mais colorido, Glass Onion mantém o espectador envolvido do início ao fim, garantindo a medalha de prata neste ranking dos filmes da série Knives Out.
No topo permanece a produção que iniciou tudo, ponto alto não apenas da trilogia, mas também da carreira de Rian Johnson.
1º lugar: Knives Out (2019) apresentou ao mundo Marta Cabrera, enfermeira interpretada por Ana de Armas, cujo ponto de vista humanizou a narrativa e subverteu o formato de investigação criminal. Ao revelar logo cedo o que teria acontecido com o autor de best-sellers Harlan Thrombey (Christopher Plummer), Johnson convida o público a torcer por Marta enquanto Benoit Blanc tenta decifrar detalhes sombrios da família.
A construção de personagens é ponto forte: Chris Evans brilha como o insolente Ransom Drysdale, Jamie Lee Curtis e Michael Shannon dão camadas de tensão familiar, enquanto Toni Collette rouba cenas com um humor satírico. As metáforas de Blanc – como o famoso “buraco do donut” – tornaram-se referências culturais.
Com bilheteria de 312 milhões de dólares e aclamação quase unânime, Knives Out consolidou a fórmula: trama intrincada, pitadas de sátira social e elenco estelar. Essa combinação ainda não foi superada dentro da própria franquia, concedendo ao primeiro filme o título de melhor produção da série Knives Out.
Rian Johnson já afirmou que outras aventuras podem vir a existir, mas, por enquanto, o pódio está definido: Knives Out no topo, Glass Onion em segundo e Wake Up Dead Man em terceiro. O detetive Benoit Blanc segue pronto para novos desafios – e o público, certamente, para novas sessões de teoria e diversão.
