Florestas densas, rituais ancestrais e um surto zumbi fora de controle. O Elixir reúne tudo isso no novo filme de terror da Netflix que desembarca no catálogo global em 23 de outubro de 2025.
Produzido na Indonésia, o longa mistura crítica social, tradição e muito gore, prometendo fisgar quem curte zumbis frenéticos e histórias carregadas de significado. O portal 365 Filmes traz agora todos os detalhes sobre a produção.
Sinopse: tradição vira pesadelo
A trama se passa em um vilarejo isolado nos arredores de Yogyakarta. Ali, uma família conhecida por produzir remédios naturais mantém viva a prática de criar elixires e tônicos à base de ervas, símbolo forte da medicina tradicional do país.
Buscando modernizar o negócio, o patriarca decide desenvolver uma fórmula inédita, supostamente capaz de prolongar a vida. O experimento falha, libera um composto letal e desencadeia uma epidemia que transforma moradores em zumbis vorazes. Rapidamente, o cenário idílico vira território de fuga, pânico e rituais deturpados.
Choque entre antigo e moderno
No coração da narrativa surge o conflito entre conhecimento ancestral e ambição científica. Enquanto alguns habitantes recorrem às velhas práticas espirituais, outros veem na ciência a única saída, criando tensão constante e debates éticos durante o caos.
Elenco estelar da Indonésia
Marthino Lio, premiado por Vengeance Is Mine, All Others Pay Cash, lidera o grupo de sobreviventes. Ele interpreta o herdeiro da família, dividido entre salvar a comunidade e proteger sua própria pele.
A cantora e atriz Eva Celia Latjuba vive uma pesquisadora que chega ao vilarejo para estudar as ervas locais. Sua personagem personifica o embate entre fé e ciência, tema central do longa.
Outros nomes em destaque
O elenco inclui ainda veteranos do cinema indonésio em papéis de curandeiros, cientistas e moradores comuns, cada um enfrentando dilemas morais diante da epidemia.
Bastidores e filmagens
Com direção de Kimo Stamboel — conhecido por The Queen of Black Magic e Headshot —, O Elixir foi rodado entre junho e agosto de 2024. As filmagens exploraram florestas úmidas, ruas estreitas e templos históricos de Yogyakarta, contribuindo para a atmosfera sufocante.
Stamboel explica que desejava “mostrar o choque entre a ciência moderna e a sabedoria ancestral”, utilizando o apocalipse zumbi como metáfora do desequilíbrio entre natureza e ganância humana.
Imagem: Netflix.
Produção e efeitos práticos
A Mowin Pictures capitaneou o projeto, com Edwin Nazir na produção e roteiro assinado por Stamboel, Agasyah Karim e Khalid Kashogi. Os realizadores priorizaram efeitos práticos para as cenas de contaminação, garantindo realismo às transformações dos infectados.
Contexto cultural e crítica social
A Indonésia tem tradição em inserir folclore e espiritualidade em suas histórias de horror. No caso de O Elixir, as poções e rituais ganham novo peso ao serem contrapostos à pesquisa química que dá errado. Assim, o filme usa o sobrenatural para discutir temas como ganância, fé e exploração do conhecimento ancestral.
Produções recentes do país — Impetigore e Satans Slaves — já exploraram temas semelhantes. Agora, o formato zumbi intensifica a crítica, colocando a ambição humana como possível “vírus” que leva tudo ao colapso.
Estreia e expectativa mundial
O Elixir chega exclusivamente à Netflix em 23 de outubro de 2025, após quase um ano de pós-produção. A plataforma aposta na crescente popularidade do terror asiático, que rendeu sucessos como Ziam (Tailândia) e The Queen of Black Magic.
Para quem curte zombie horror, o longa promete combinar a urgência de Extermínio com o drama humano de Train to Busan, mantendo uma identidade indonésia marcada por rituais, florestas densas e crítica social.
Vale a maratona?
Se você busca um terror repleto de simbolismo — e não apenas sustos gratuitos —, marque a data. Entre poções antigas e ciências modernas, talvez a cura seja mais perigosa que a própria doença.
O Elixir estreia em 23 de outubro de 2025, somente na Netflix.
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