O clássico de 2006 O Diabo Veste Prada acaba de reconquistar o público. Quase duas décadas após a estreia, o longa protagonizado por Anne Hathaway e Meryl Streep subiu para a terceira posição entre os filmes mais vistos globalmente no Disney+, segundo levantamento do FlixPatrol.
A redescoberta acontece no rastro do primeiro trailer completo de O Diabo Veste Prada 2, que reacendeu o interesse pela história ambientada nos corredores de uma revista de moda. O momento não poderia ser mais oportuno para revisitar a produção que moldou carreiras e se tornou referência no gênero de comédia dramática.
O fenômeno de O Diabo Veste Prada no streaming
Lançado em 30 de junho de 2006, o longa custou 35 milhões de dólares e arrecadou expressivos 326,5 milhões nas bilheterias globais. Agora, volta a liderar conversas ao atingir o top 3 do Disney+ no último dia 4 de fevereiro, ficando atrás apenas de Tron: Ares e Avatar: The Way of Water.
O ranking ainda exibe títulos familiares como Inside Out 2, Meu Malvado Favorito e Up – Altas Aventuras. A permanência de Prey, que revitalizou uma franquia de 39 anos, evidencia a força de marcas consolidadas, contexto em que O Diabo Veste Prada reaparece como peça-chave do catálogo.
Atuações magnéticas: Anne Hathaway, Meryl Streep e companhia
No enredo, Andrea Sachs (Hathaway) sonha em ser jornalista, mas acaba como assistente da temida editora Miranda Priestly (Streep). A dinâmica entre as duas sustenta a narrativa, embalando diálogos afiados e situações que expõem a rotina impiedosa da moda.
Meryl Streep entregou uma Miranda gelada, cínica e comedida, performance que lhe rendeu indicação ao Oscar e virou estudo de personagem em escolas de atuação. Hathaway, por sua vez, transita do deslumbramento à autoconfiança, mostrando versatilidade que pavimentou futuros papéis dramáticos.
O elenco de apoio também ganhou elogios: Stanley Tucci, em ritmo acelerado, adiciona humanidade ao estilista Nigel; Emily Blunt, então desconhecida do grande público, rouba cenas como a assistente sarcástica Emily Charlton. A química entre os quatro sustenta grande parte do apelo atemporal do filme.
Vale lembrar que o retorno de Blunt e Tucci é um dos ganchos centrais da continuação. A nova trama mostrará Miranda enfrentando o declínio da mídia impressa e um conflito com sua ex-funcionária Emily, enquanto Andy se vê novamente no meio do fogo cruzado.
Direção e roteiro: como David Frankel e Aline Brosh McKenna lapidaram o best-seller
Adaptar o romance de Lauren Weisberger era tarefa delicada, e coube ao diretor David Frankel encontrar o tom certo entre sátira e drama de amadurecimento. Frankel optou por cenários reais, passarelas movimentadas e bastidores barulhentos para reforçar o choque cultural vivido por Andrea.
Aline Brosh McKenna condensou o livro em um roteiro ágil, repleto de diálogos que viraram citações instantâneas. “Isso é tudo”, repetido por Miranda, virou carimbo de poder. Por trás do glamour, o texto expõe dilemas universais: ambição, ética profissional e escolhas pessoais.
O figurino de Patricia Field, indicado ao Oscar, completou o pacote estético. Sapatos Louboutin, casacos Chanel e montagens frenéticas de provador ajudaram a explicar visualmente a transformação de Andy, sem precisar de longas explicações expositivas.

Imagem: INSTAR s
A abordagem de Frankel lembra a precisão de novos projetos da A24, que recentemente assumiu O Massacre da Serra Elétrica para a TV. A ideia de equilibrar fidelidade ao material original com linguagem moderna sempre rende frutos sólidos de crítica e público.
Expectativas para a sequência e futuros projetos do elenco
Marcada para 1º de maio de 2026, O Diabo Veste Prada 2 terá Hathaway em ano agitado. Além de vestir novamente as botas de Andy, ela estará no drama musical Mother Mary, em The Odyssey sob direção de Christopher Nolan, e na aguardada adaptação de Verity, de Colleen Hoover. A agenda reforça o prestígio conquistado desde 2006.
Meryl Streep, por sua vez, volta às salas de cinema em março deste ano dando voz ao novo longa animado da Pixar, Hoppers. Depois de participações em The American Revolution e Only Murders in the Building, a veterana mostra que transita com naturalidade entre TV e cinema.
O próprio hype pela continuação impulsionou o interesse no original, fenômeno parecido ao visto quando Ryan Reynolds e Kenneth Branagh começaram a divulgar as primeiras imagens de Mayday. O público, atento a novas informações, busca contexto revendo filmes anteriores.
Com desempenho consistente em plataformas e boas memórias na cultura pop, a franquia pode repetir o sucesso nos cinemas. Nada mal para uma história que, há vinte anos, parecia restrita ao nicho fashion.
Vale a pena assistir O Diabo Veste Prada hoje?
O filme mantém 75 % de aprovação no Rotten Tomatoes, combinando humor ácido, crítica ao ambiente corporativo e atuações que resistem ao tempo. A direção elegante, o roteiro enxuto e o figurino icônico continuam servindo de parâmetro para produções do gênero.
Com a continuação à vista e o retorno do elenco principal, rever o longa original funciona como aquecimento ideal para entender a evolução dos personagens. Para novos espectadores, é oportunidade de descobrir por que Miranda Priestly se tornou sinônimo de chefe implacável.
Mesmo duas décadas depois, O Diabo Veste Prada segue relevante — seja nos debates sobre ética profissional, seja como case de sucesso de bilheteria que dispara novamente nos serviços de streaming. Fato é que, no catálogo do Disney+, a comédia dramática prova que algumas tendências simplesmente não saem de moda, argumento suficiente para manter sua posição de destaque e atrair olhares curiosos dos leitores do 365 Filmes.
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