A disputa pelos direitos de uma das marcas mais longevas do horror finalmente terminou. A24 confirmou a aquisição completa de O Massacre da Serra Elétrica, franquia que estreia agora em um novo lar depois de 52 anos de estrada sangrenta.
Com o negócio fechado, o estúdio já anunciou dois projetos paralelos: a primeira série de TV inspirada nos feitos de Leatherface e um longa-metragem ainda sem título. JT Mollner conduzirá a sala de roteiristas e a direção da série, enquanto Glen Powell assina a produção executiva — mas, até aqui, não entra em cena como ator.
Equipe criativa aposta em reverência ao clássico original
JT Mollner, que escreve e dirige episódios, declarou que enxerga o longa de 1974 como “filme perfeito” e, por isso, prefere expandir a mitologia em formato seriado. A estratégia evita refilmagens diretas e favorece histórias paralelas, mantendo intacto o que Tobe Hooper e Kim Henkel estabeleceram no roteiro e na direção da obra original.
No cinema, Mollner já se destacou pelo texto de The Long Walk, previsto para 2025. Agora, ao aceitar o desafio de explorar o Texas rural em capítulos, ele carrega a responsabilidade de preservar a atmosfera crua que consagrou a primeira aventura de Leatherface — algo que fãs puristas exigem desde a controversa sequência de 2022.
Glen Powell fortalece time de produtores, mas fica fora do elenco
Conhecido recentemente por The Running Man e Twisters, Glen Powell entra como produtor das duas frentes — série e filme — reforçando o selo Barnstorm. Seu envolvimento fora das câmeras confirma uma tendência de atores assumirem funções executivas para influenciar decisões criativas, algo semelhante ao que Ryan Reynolds faz em Mayday, cuja primeira imagem chamou atenção do público no set gelado da ação liderada por Kenneth Branagh.
Ao retirar seu próprio rosto do casting, Powell evita comparações diretas com intérpretes icônicos de Leatherface e garante foco total na curadoria de elenco. Até o momento, nenhum nome foi anunciado para protagonizar ou antagonizar a nova encarnação da história.
Produção reúne veteranos de terror e parceiros internacionais
Os créditos de bastidores misturam veteranos do gênero com players internacionais. Roy Lee e Steven Schneider, da Spooky Pictures, voltam a colaborar depois de passagens por franquias como It: A Coisa. Dan Cohen, de Barnstorm, se alia a Ben Ross, da Image Nation, companhia que participa apenas do longa.
Imagem: Imagem: Divulgação
Kim Henkel, co-criador da saga ao lado do falecido Tobe Hooper, mantém presença ativa nos dois projetos, assegurando coerência com o legado. Já Ian Henkel e Pat Cassidy, também da Exurbia Films, assumem a produção diária e a ponte entre a sala de roteiristas e o set.
A24 busca novo fôlego para franquia de 52 anos
Embora o título de 2022 tenha tentado modernizar Leatherface, críticas apontaram excesso de fan service e pouca ousadia. A24, que transformou Hereditário e Midsommar em sucessos de crítica, aposta em formato seriado para aprofundar personagens, revisar traumas geracionais e, ao mesmo tempo, pavimentar terreno para o próximo filme.
O anúncio também sinaliza a vontade do estúdio de consolidar-se no horror de IPs estabelecidas, área dominada por gigantes como Warner e Universal. A manobra lembra o caminho de franquias que ganharam vida multiplataforma, caso do universo Resident Evil, recriado recentemente em curta-metragem que mostrou como três minutos bastam para reviver o terror da saga em produção independente.
Vale a pena ficar de olho nos novos projetos de O Massacre da Serra Elétrica?
Com a chancela criativa de um estúdio reconhecido por autorais, a presença de Kim Henkel na supervisão e a temporada de JT Mollner na direção, a franquia entra em fase promissora. Para quem acompanha 365 Filmes, a expectativa gira em torno da equação que equilibra violência gráfica e comentários sociais — assinatura original de Hooper — com a estética estilizada que tornou A24 sinônimo de horror contemporâneo.
Enquanto detalhes sobre elenco, número de episódios e data de estreia permanecem em sigilo, entusiastas do gênero podem aguardar uma abordagem que prioriza aprofundamento psicológico em vez de sustos fáceis. A confirmação de um longa paralelo, produzido por Glen Powell, reforça o pacote transmidia que promete manter Leatherface afiado por mais meio século.
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