Um levantamento interno do Disney+ acendeu a luz amarela para os executivos da Marvel. A plataforma divulgou a lista preliminar de produções que devem ultrapassar um bilhão de horas assistidas em 2025 e, para surpresa de muitos, nenhum título do Marvel Cinematic Universe aparece entre os escolhidos.
Enquanto produções de Star Wars, FX e ABC garantiram vaga no ranking, apenas a animação “Spidey and His Amazing Friends” representou a marca Marvel. O dado revela uma tendência que já vinha sendo comentada nos corredores: o MCU não consegue engajar no streaming tanto quanto nos cinemas.
O que é o “clube dos bilhões de horas do Disney+”
O clube dos bilhões de horas do Disney+ reúne séries e filmes com expectativa de superar um bilhão de horas reproduzidas ao longo de 2025. A métrica se baseia em projeções de consumo global, levando em conta hábitos de maratonas, lançamento de novos episódios e crescimento de assinantes.
A lista costuma ser usada pelo departamento de marketing como termômetro de popularidade. Entrar no grupo sinaliza alto engajamento de público e, consequentemente, maior potencial de venda de produtos licenciados, algo vital para o conglomerado.
Critérios de inclusão
Para integrar o clube dos bilhões de horas do Disney+, a produção precisa cumprir três requisitos: catálogo global, disponibilidade sem janelas de exclusividade regionais e previsões de audiência que superem um bilhão de horas dentro do ano calendário. Números de 2024 e tendências de busca também entram na conta.
Ausência do MCU chama atenção
A exclusão de qualquer série ou filme do MCU causou estranheza. Até 2023, títulos como “WandaVision” e “Loki” figuravam entre os conteúdos mais vistos da plataforma. A partir de 2024, porém, as horas totais começaram a cair, e agora nenhum deles atinge o patamar bilionário projetado.
No mesmo período, “The Mandalorian”, da franquia Star Wars, seguiu crescendo e garantiu vaga no grupo. Além disso, produções de outras divisões da Disney, como “It’s Always Sunny in Philadelphia” (FX) e “The Rookie” (ABC), obtiveram desempenho suficiente para serem listadas.
“Spidey and His Amazing Friends” é a exceção
O único produto Marvel que apareceu no clube dos bilhões de horas do Disney+ foi a animação infantil “Spidey and His Amazing Friends”. Voltada ao público pré-escolar, a série tem episódios curtos e alto índice de reprises, o que eleva rapidamente o tempo total de visualização.
A presença isolada da animação reforça que o problema de audiência do MCU se concentra nos live-actions, tradicionalmente carro-chefe da marca. Séries inaugurais como “Agents of S.H.I.E.L.D.” continuam no catálogo, mas não reúnem fôlego para bater a meta bilionária.
Reação da Disney e próximos passos
Nos bastidores, a informação de que o MCU ficou de fora repercute como sinal de que a estratégia de lançamento precisa ser revista. Executivos estudam espaçar estreias de séries e alinhar cronograma com novos filmes, na tentativa de reaquecer o interesse do público.
Imagem: Imagem: Divulgação
Entre os projetos futuros, “Marvel Zombies”, “Wonder Man” e “Vision Quest” já estão confirmados. A aposta é que o alinhamento entre TV e cinema volte a impulsionar maratonas e, quem sabe, recolocar a franquia no clube dos bilhões de horas do Disney+ em 2026.
Histórico do Marvel Cinematic Universe no streaming
Lançado em 2008 com “Homem de Ferro”, o MCU consolidou-se como fenômeno cultural e levou a Disney a comprar a Marvel em 2009. Nos cinemas, “Vingadores: Ultimato” quebrou recordes; no streaming, “WandaVision” e “Loki” estrearam com números robustos, mas depois estabilizaram.
Com o avanço de concorrentes e a mudança nos hábitos de consumo, a audiência dos seriados live-action caiu. Analistas apontam que a profusão de títulos pode ter gerado “fadiga de super-heróis”, diminuindo o interesse contínuo do público hardcore.
Panorama atual dos lançamentos
Enquanto isso, filmes como “Blade” e as duas partes de “Vingadores” previstas para 2026 seguem nos planos dos estúdios. A expectativa é que o hype cinematográfico ajude a divulgar seriados e, assim, eleve o tempo de exibição no streaming.
Para o site 365 Filmes, a tendência observada no levantamento mostra que o Disney+ precisará calibrar a dose de conteúdo Marvel. O objetivo é evitar sobrecarga e recapturar a atenção de quem se afastou das produções mais recentes.
O que esperar de 2025
Se o cenário permanecer, o MCU pode completar dois anos consecutivos longe do clube dos bilhões de horas do Disney+. Já Star Wars tende a continuar na liderança, impulsionada pelas novas temporadas de “Andor” e “Ahsoka”.
Ainda que o relatório seja preliminar e possa sofrer ajustes, a ausência do Universo Cinematográfico Marvel em um ranking que já contempla títulos de diferentes segmentos reforça o desafio de manter a relevância em um catálogo cada vez mais competitivo.
Conclusão parcial
Por ora, o mercado aguarda os próximos movimentos da Disney para reposicionar a marca. Enquanto isso, fãs ficam atentos ao cronograma de 2025, torcendo para que futuras estreias devolvam o MCU ao patamar de destaque que marcou a primeira década da franquia.
