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The Boys: resumo e final explicado do episódio 4 da 5ª temporada

O episódio 4 de The Boys transforma Fort Harmony em terror psicológico e amplia o poder de Homelander pela fé e pela propaganda.

Por Thaís Amorim4 Minutos de leitura
Cena de The Boys, krioptonita capitão pátria
Imagem: Divulgação

O episódio 4 da 5ª temporada de The Boys, identificado como “King of Hell”, amplia a guerra final da série em duas frentes ao mesmo tempo. De um lado, The Boys entram em uma nova fase da busca pelo V1, a versão original do Composto V. Do outro, Homelander começa a ser moldado não apenas como líder político, mas como figura quase religiosa para seus seguidores, num movimento que torna sua influência ainda mais perigosa.

A estrutura do capítulo trabalha justamente esse paralelo. Enquanto o grupo parte para Fort Harmony em busca de uma vantagem concreta na guerra, a Vought acelera uma máquina de propaganda voltada para transformar Homelander em símbolo de fé, devoção e salvação nacional.

Fort Harmony vira cenário de horror e implode ainda mais os The Boys

A ida até Fort Harmony dá ao episódio um tom quase de thriller paranoico. O antigo laboratório da Vought aparece como um lugar de colapso, tomado por corpos, restos de experimentos e uma atmosfera de degradação que afeta não só o espaço, mas também o estado emocional de quem entra ali.

Nesse ambiente, o grupo se depara com Quinn, um homem fundido fisicamente às paredes da base e capaz de afetar a mente de quem se aproxima. É a partir dessa presença que o episódio empurra os conflitos internos dos Boys para o centro da narrativa.

A influência psicológica do local faz explodir desconfianças que já vinham sendo construídas, principalmente a tensão entre Hughie e Butcher e o esgotamento geral de uma equipe que já não consegue funcionar com a mesma unidade de antes.

A principal descoberta desse arco é também uma frustração. O V1 já não está mais em Fort Harmony. Quem levou a substância foi Bombsight, um Supe antigo, tratado como um dos mais velhos da cronologia da série e até então dado como desaparecido ou morto.

Isso muda completamente o eixo da disputa, porque o composto deixa de ser apenas um item escondido em uma instalação esquecida e passa a estar ligado a um personagem capaz de expandir a própria mitologia da Vought.

Homelander deixa de buscar só poder político e passa a disputar devoção

Enquanto isso, em Vought Tower, Firecracker conduz uma operação ainda mais ambiciosa. Com apoio de Father Oh e da estrutura midiática da empresa, ela começa a vender Homelander como uma espécie de figura messiânica. O objetivo já não é apenas blindá-lo politicamente, mas transformá-lo em objeto de crença.

Esse é o ponto mais importante do final explicado do episódio. A série da Prime Video mostra que a guerra deixou de ser apenas física ou institucional. Agora ela também é simbólica. Homelander quer ser seguido não só por medo ou conveniência, mas por fé.

Outra linha importante do capítulo envolve Annie, que procura o pai, Rick, em busca de apoio, mas acaba traída pelo enteado dele, já contaminado pela propaganda do regime. Esse detalhe reforça uma ideia central do episódio: a influência de Homelander já atravessou a esfera pública e começou a corroer também vínculos íntimos e familiares.

Cena de The Boys
Imagem: Divulgação

O capítulo ainda encerra uma especulação menor ao mostrar que o novo Black Noir não escondia clone nem grande conspiração. O silêncio dele era resultado de um “method acting” levado ao extremo. É uma revelação pequena perto do resto, mas suficiente para fechar uma teoria que vinha cercando o personagem.

No desfecho em Fort Harmony, Soldier Boy mata Quinn com uma tristeza que sugere uma ligação antiga entre os dois, acrescentando culpa e passado ao personagem. Já no plano político, a campanha da Vought culmina em uma transmissão que eleva Homelander a uma posição quase divina diante do público.

Por isso, o episódio 4 termina sem vitória real para os Boys. O que ele entrega é algo mais grave: Homelander sai do capítulo ainda mais poderoso, agora não só pela força, mas pela capacidade de ser adorado.

Thaís Amorim

Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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