A estreia de Margot Robbie em Wuthering Heights, adaptação controversa da obra de Emily Brontë, tem chamado atenção pelo desempenho superior às bilheterias da estreia de James Gunn na DC, com The Suicide Squad. Lançado em 13 de fevereiro de 2026, o filme dirigido por Emerald Fennell conquistou público suficiente para ultrapassar os ganhos domésticos da produção de 2021 direcionada por Gunn.
Com menos de duas semanas de exibição, Wuthering Heights já acumulou quase 61 milhões de dólares nas bilheterias nacionais, superando os 55,8 milhões arrecadados por The Suicide Squad. No cenário global, o drama romântico também se aproxima da marca da produção de super-heróis, indicando que esse resultado pode se consolidar nas próximas semanas.
Atuações que se destacam em Wuthering Heights
Margot Robbie traz uma interpretação intensa e centrada, assumindo o papel da protagonista Catherine Earnshaw. Sua performance tem sido apontada como um dos pontos altos do filme, balanceando a complexidade emocional do personagem com um carisma natural. Jacob Elordi, no papel de Heathcliff, também entrega uma atuação marcante, embora tenha gerado debates por questões de representatividade relacionadas ao personagem original.
A química entre os protagonistas, peça fundamental para a história focada no romance turbulento, foi enfatizada tanto pela crítica quanto pelo público. Apesar das alterações no roteiro e no contexto original do livro, a entrega dos atores ajuda a sustentar a narrativa polarizadora, conferindo um olhar contemporâneo ao clássico gótico.
Direção e roteiro: as escolhas de Emerald Fennell
Como diretora e co-roteirista, Emerald Fennell propôs uma versão bastante pessoal da obra de Brontë. Sua abordagem preferiu enfatizar a relação amorosa entre Catherine e Heathcliff, abrindo mão de muitos elementos centrais do romance original. Essa decisão criou um produto final intensamente focado no drama romântico, porém polarizador entre fãs do livro.
Fennell estruturou o filme com um olhar moderno e sensível, o que permite certa identificação por parte do público atual, ainda que gere críticas quanto à fidelidade ao material fonte. O roteiro também foi criticado pela exclusão de debates sociais e étnicos relevantes no texto original, especialmente pelo contexto da escolha de elenco que incluiu Elordi, cuja etnia destoou das características tradicionalmente associadas a Heathcliff.
James Gunn x Margot Robbie: disputa nas bilheterias
James Gunn, conhecido por seus filmes de super-herói que aliam humor e ação, ficou atrás nas bilheterias domésticas para Margot Robbie, que não só é produtora como estrela em Wuthering Heights. Enquanto Gunn retornou para dirigir Superman em 2025, que obteve excelente desempenho, com 354 milhões apenas nos EUA, a produção de Fennell mantém-se firme no ranking das favoritas do público.
O sucesso de Wuthering Heights é especialmente relevante para a trajetória recente de Margot Robbie, que vinha de resultados modestos após o fenômeno Barbie e o fracasso de A Big Bold Beautiful Journey. Com orçamento estimado em 80 milhões de dólares, o filme está no caminho certo para ser comercialmente viável, precisando alcançar cerca de 200 milhões para cobrir custos e despesas.
Imagem: Imagem: Divulgação
Perspectivas para Wuthering Heights e a concorrência nas salas
Ainda que tenha perdido recentemente o primeiro lugar para o filme de esportes animado GOAT, Wuthering Heights permanece entre os principais títulos em cartaz nas bilheterias americanas e mundiais. A chegada de Scream 7 certamente representa um desafio para sua duração em exibição, mas ainda há bastante espaço para o romance gótico seguir acumulando receitas.
O público pode esperar que Wuthering Heights continue provocando opiniões divididas, principalmente por conta de suas escolhas estéticas e de roteiro. Entretanto, o controle artístico da direção de Fennell e a entrega dos protagonistas mantêm o filme em evidência para quem acompanha os lançamentos de 2026.
Vale a pena assistir Wuthering Heights?
Para quem é fã de adaptações literárias, o filme oferece uma releitura moderna, com atuações fortes e direção engajada. Margot Robbie imprime carisma e sensibilidade a Catherine, enquanto Jacob Elordi traz intensidade a Heathcliff, mesmo que sua escalação gere controvérsia.
A direção de Emerald Fennell privilegia o romance, deixando de lado tramas paralelas e temas mais densos, o que pode desagradar puristas da obra original. Ainda assim, é um filme que dialoga com o público contemporâneo, explorando as nuances emocionais dos personagens principais.
Com um roteiro enxuto e momentos dramáticos pungentes, a produção merece atenção dentro da programação de filmes de março 2026. O filme deve interessar quem busca por performances sólidas e uma narrativa que privilegia o conflito emocional em vez da fidelidade histórica, deixando claro o estilo atual de Margot Robbie tanto como atriz quanto produtora.
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