A android M3GAN voltou às telonas apostando em explosões e perseguições futuristas. A ideia de trocar o terror pelo ritmo frenético da ação parecia segura, afinal o universo da inteligência artificial continua atual e assustador.
Mesmo assim, o resultado financeiro ficou longe do primeiro longa: M3GAN 2.0 somou apenas US$ 39 milhões, contra quase US$ 200 milhões de seu antecessor, feito com orçamento modesto de US$ 12 milhões. Entenda abaixo por que essa mudança não decolou.
Mudar de gênero era uma jogada promissora
Optar pela ação ajudaria a sequência a escapar da repetição. O público já conhecia o visual inquietante da boneca robótica e sua personalidade sarcástica, que viralizou em danças e memes. Levar M3GAN para batalhas maiores poderia renovar a franquia, algo comum em séries de sucesso que se reinventam ao longo dos anos.
Além disso, o roteiro de Gerard Johnstone manteve o pé na ficção científica, território que permite misturar terror, suspense e, claro, tiroteios elaborados. A combinação lembrava blockbusters como O Exterminador do Futuro 2, que transformou o vilão em aliado. No papel, tudo fazia sentido.
Primeiro erro: cenas de ação pouco memoráveis
Se a promessa era adrenalina, ela não chegou ao nível esperado. Os confrontos entre M3GAN e a nova antagonista robótica, AMELIA, careceram de coreografias grandiosas. Sem momentos de tirar o fôlego, o público saiu do cinema sem aquela sequência para comentar nas redes sociais.
Confronto com AMELIA decepciona
O duelo principal tinha potencial: duas máquinas avançadas lutando pelo controle de uma possível revolta da IA. No entanto, faltou criatividade visual. Explosões discretas, golpes previsíveis e poucas reviravoltas tornaram a briga esquecível, segundo críticas especializadas e comentários de fãs.
Segundo erro: repetição forçada dos momentos virais
Em 2023, a coreografia de M3GAN conquistou o TikTok e impulsionou o primeiro longa. Já em M3GAN 2.0, a produção tentou recriar o fenômeno em uma cena em que a androide dança disfarçada entre humanos. O número, porém, soou calculado demais, sem o frescor de antes.
Número de dança sem espontaneidade
O resultado foi um público dividido. Parte dos espectadores entrou na brincadeira, mas muitos apontaram excesso de autoparódia. A sequência musical não superou a original e ainda quebrou o ritmo de ação, destoando do clima pretendido.
Imagem: Imagem: Divulgação
Estrategista anti-heroína no estilo Terminator funcionou
Um ponto positivo foi a virada de M3GAN para anti-heroína: agora, ela protege aliados humanos enquanto luta contra um plano de dominação da inteligência artificial. A dinâmica lembrou o arco de Arnold Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro 2, oferecendo novas camadas à personagem sem abandonar suas atitudes ambíguas.
Essa mudança abriu espaço para futuras continuações, nas quais a robô poderia navegar entre atos heroicos e atitudes questionáveis. Contudo, a bilheteria aquém do esperado põe em risco esses planos.
Bilheteria fraca ameaça o futuro da franquia
Lançado em 27 de junho de 2025 com classificação PG-13 e 120 minutos de duração, M3GAN 2.0 deixou as salas rapidamente. Mesmo levando em conta a janela curta nos cinemas, os US$ 39 milhões arrecadados decepcionaram produtores e distribuidores.
Dirigido por Gerard Johnstone e produzido por Jason Blum, James Wan e Allison Williams, o longa custou mais que o original, mas não atingiu expectativas. Para 365 Filmes, que acompanha de perto cada movimento de bilheteria, o resultado sinaliza pausa na expansão desse universo robótico.
Elenco resumido:
- Jenna Davis – voz de M3GAN
- Allison Williams – Gemma
- Amie Donald – performance física de M3GAN
Resta saber se as falhas apontadas — ação aquém e repetição de fórmulas — serão corrigidas em um possível terceiro filme. Por ora, o futuro de M3GAN permanece incerto, apesar do apelo que a personagem ainda exerce nas redes sociais.
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