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Love Me, Love Me: bastidores divertidos e atuações cativantes alimentam vontade de continuação

Por Matheus Amorim5 Minutos de leitura

Prime Video estreia em 13 de fevereiro Love Me, Love Me, comédia romântica que coloca a novaiorquina June no centro de um triângulo amoroso regado a charme, risadas e dramas à italiana. O longa é protagonizado por Mia Jenkins, intérprete da determinada heroína, e pelo carismático Luca Melucci, primeiro pretendente da trama. Ambos conversaram com 365 Filmes sobre o clima descontraído no set e a vontade de voltar aos papéis.

A dupla afirma que a atmosfera leve se deve, principalmente, ao diretor Roger Kumble, especialista em equilibrar romance e humor. O cineasta encorajou improvisos, resultando em momentos espontâneos que, segundo eles, chegaram intactos à montagem final. O sentimento coletivo é de missão cumprida – e de que ainda há muito material inexplorado do volumoso livro original para preencher uma eventual sequência.

A química entre Mia Jenkins e Luca Melucci

Logo nas primeiras leituras de roteiro ficou claro que Jenkins e Melucci dividiriam grande parte das cenas mais quentes – e mais engraçadas – de Love Me, Love Me. A atriz relata que trabalhar ao lado de Melucci foi “um presente”, pois a troca natural permitiu explorar nuances de June que vão além da típica garota dividida entre dois amores. Ela destaca a vulnerabilidade da personagem, visível principalmente nos momentos em que as expectativas românticas colidem com a realidade.

Melucci, por sua vez, credita à parceira o tom leve das filmagens. Segundo ele, a habilidade de Jenkins para alternar entre drama e comédia facilitou a construção de Will, seu “mocinho doce”, sem cair em estereótipos. A harmonia entre ambos ficou tão evidente que parte da equipe brincava que bastava ligar a câmera e deixar os dois conversarem – muito do que foi captado acabou no corte definitivo.

Roger Kumble libera improviso e refina o tom

Veterano em narrativas sobre paixões intensas, Kumble permitiu que o elenco experimentasse falas e gestos diferentes a cada tomada. Jenkins conta que, em mais de uma ocasião, os atores sugeriam “ideias malucas” que o diretor aceitava na hora, resultando em piadas visuais inesperadas. O processo coletivo afastou o elenco das armadilhas típicas do gênero e garantiu ritmo ágil ao filme.

Melucci destaca ainda a paciência do cineasta durante as discussões sobre motivações de cada personagem. Kumble insistiu para que as cenas românticas tivessem respaldo emocional sólido, evitando soluções fáceis. Essa abordagem, garante o ator, torna a experiência mais satisfatória para quem busca a mistura de romance, humor e uma pitada de drama – combinação que lembra o equilíbrio visto em projetos recentes, como o thriller cômico How to Make a Killing.

Adaptação de 900 páginas: desafios para roteiristas

Love Me, Love Me nasceu em Wattpad antes de virar best-seller de quase 900 páginas. Com tanta história, condensar tudo em 90 minutos foi tarefa hercúlea para a equipe de roteiristas. Jenkins lembra que várias subtramas queridas pelos leitores precisaram ficar de fora. Ainda assim, ela garante que a essência dos protagonistas permanece intacta.

A solução foi focar no arco principal: a chegada de June à Itália, o romance inicial com Will e a iminente aparição do “bad boy” James, interpretado por Pepe Barroso. Ao privilegiar esse recorte, o roteiro respira e mantém o espectador investido. Melucci acredita que a eventual continuação poderia mergulhar em eventos que não couberam no longa, opinião compartilhada por fãs durante sessões-teste. A recepção entusiasmada reforça a aposta do estúdio em transformar a obra em franquia, em linha com movimentos de mercado, como o avanço de Top Gun 3 para atender à demanda popular.

Fãs de Wattpad impulsionam futuro da franquia

Tanto Jenkins quanto Melucci relatam que acessaram diariamente comentários de leitores no Wattpad para entender preferências do público. A interação direta ajudou a calibrar trejeitos, entonações e até figurinos, respeitando descrições detalhadas do texto original. “Era como ter um grupo de consultores artísticos disponível 24 horas”, resume a atriz.

Durante a pré-estreia em Roma, a dupla percebeu o impacto dessa fidelidade: cada fala retirada da obra arrancava suspiros instantâneos da plateia. Melucci cita choros, gargalhadas e até improvisados coros de torcida a favor de um casal ou outro. Esse engajamento orgânico aumenta a pressão por uma sequência, mas também indica que o filme já nasce com base de fãs consolidada – trunfo valioso na briga por atenção em um mercado saturado.

Love Me, Love Me vale a maratona?

Para quem busca leveza, paisagens italianas e atuações que fogem do piloto-automático, Love Me, Love Me entrega exatamente isso. A química genuína entre Mia Jenkins e Luca Melucci sustenta a narrativa, enquanto Roger Kumble injeta energia ao permitir improvisos e equilibrar gêneros.

Embora a adaptação enxugue tramas secundárias, a decisão resulta em ritmo ágil e foco claro. O roteiro consegue apresentar conflito, romance e humor sem se alongar além do necessário, qualidade rara em produções similares. Além disso, a proximidade com o material de origem agrada aos leitores veteranos e não intimida quem chega agora.

Se a Prime Video autorizar novas continuações – e tudo indica que sim –, a saga de June, Will e James tem fôlego para crescer. Por ora, a primeira aventura já merece atenção dos assinantes que querem embarcar em um romance contemporâneo bem-humorado.

Matheus Amorim

Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes. Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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