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    Drama da Segunda Guerra na Netflix revive a coragem do fotógrafo espanhol que desafiou o nazismo

    Thaís AmorimPor Thaís Amorimnovembro 6, 2025Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    Chegar à Netflix e se deparar com O Fotógrafo de Mauthausen é, antes de tudo, topar com um recorte brutal da história. O longa espanhol, dirigido por Mar Targarona, mergulha nas entranhas de um campo de concentração nazista para mostrar como a verdade sobreviveu a uma era de terror.

    Baseado em fatos reais, o filme acompanha a jornada do catalão Francesc Boix, prisioneiro que se tornou peça-chave na coleta de provas contra oficiais alemães. Ele não apenas registrou imagens do horror, como também arriscou a vida para levá-las ao mundo exterior.

    Quem foi Francesc Boix e por que ele é central no filme

    Nascido em Barcelona em 1920, Boix lutou do lado republicano durante a Guerra Civil Espanhola. Com a vitória franquista, escapou para a França, mas acabou capturado pelos alemães depois da invasão nazista. Em 1941, foi enviado para Mauthausen, na Áustria, campo notório pela brutalidade contra opositores políticos.

    No longa, Boix ganha vida na interpretação de Mario Casas. O ex-soldado republicano logo chama a atenção do tenente-coronel Paul Ricken, responsável pelos registros fotográficos do campo. A partir daí, o espanhol passa a trabalhar no laboratório da SS, tarefa que se transforma em arma contra o próprio regime.

    Sete mil espanhóis sem pátria nem direitos

    Após a derrota republicana, cerca de sete mil espanhóis cruzaram a fronteira francesa, apenas para serem classificados como apátridas pelo ministro franquista Ramón Serrano Suñer. Sem proteção diplomática, tornaram-se presas fáceis para o nazismo, que os rotulou como prisioneiros políticos em Mauthausen.

    Entre eles havia ex-combatentes, jornalistas, estudantes e trabalhadores comuns. O roteiro assinado por Alfred Pérez Fargas e Roger Danès destaca esse grupo ao lado de outros internos identificados por triângulos verdes: criminosos comuns que atuavam como kapos, supervisores responsáveis por impor as ordens de forma violenta.

    Fotografar para denunciar: a missão clandestina

    Mesmo sabendo que tirava fotos a mando dos algozes, Boix compreendeu o valor histórico daquele material. Escondido de holofotes e cercas elétricas, costurou um pequeno esquema de resistência. Negativos eram roubados, trocados ou simplesmente copiados no laboratório, depois passavam de mão em mão até chegar a prisioneiros que trabalhavam fora dos muros.

    Essa cadeia clandestina conseguiu preservar aproximadamente duas mil imagens. Elas registravam execuções, torturas e o cotidiano de fome. O filme mostra esse processo com tensão constante, lembrando que qualquer erro poderia resultar em morte imediata.

    A dualidade do protagonista nas telas

    O Fotógrafo de Mauthausen investe na humanidade contraditória de Boix. Há uma cena em que ele é levado a um bordel mantido pelos nazistas dentro do complexo. Ali, o trauma de ver corpos queimando o paralisa. A lembrança do que fotografou anula qualquer tentativa de fuga momentânea da realidade.

    Dolores, personagem vivida por Macarena Gómez, simboliza os horrores sofridos pelas mulheres no campo. Sua breve participação intensifica o dilema ético do protagonista: buscar pequenos respiros de normalidade seria trair a memória das vítimas?

    Do campo ao Tribunal de Nuremberg

    Com a libertação em 1945, Boix saiu de Mauthausen fisicamente debilitado, mas carregando provas inestimáveis. Em 1946, tornou-se o único espanhol a depor no Tribunal de Nuremberg. Suas fotografias foram exibidas diante dos juízes como evidências materiais dos crimes nazistas.

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    Imagem: Imagem: Divulgação

    As imagens derrubaram qualquer argumento de que os oficiais desconheciam as práticas de extermínio. Boix, então com apenas 26 anos, mostrou como a câmera, quando empunhada por alguém disposto a arriscar tudo, pode operar como arma de justiça.

    Vida curta e legado duradouro

    Embora tenha sobrevivido ao campo, o fotógrafo não resistiu às sequelas de tuberculose e desnutrição adquiridas durante o cativeiro. Morreu em Paris, em 1951, aos 30 anos, sendo enterrado em cerimônia simples, longe da família e da Catalunha natal.

    Seu trabalho, no entanto, permanece. As imagens de Mauthausen ainda figuram em museus e arquivos históricos, lembrando que a negação do passado não apaga as evidências. Para o 365 Filmes, é esse acervo que justifica cada minuto do longa, transformando um drama de guerra em documento vivo.

    Produção, elenco e recepção

    Equipe técnica

    Mar Targarona assina a direção, apostando em iluminação sombria e cenários opressivos que remetem aos registros originais do campo. A direção de fotografia reforça tons acinzentados, aproximando o espectador da atmosfera real capturada por Boix.

    Elenco principal

    Mario Casas lidera o elenco ao lado de Richard van Weyden, que interpreta Paul Ricken. A química entre prisioneiro e oficial reforça a tensão: um precisa das fotos para fins propagandísticos; o outro, para denunciar o horror.

    Recepção crítica

    Lançado em 2019, o drama conquistou nota 9/10 em alguns portais especializados. Críticos celebraram o equilíbrio entre narrativa emocionante e fidelidade histórica, além da atuação contida, porém intensa, de Casas.

    Onde assistir e por que vale conferir

    Disponível no catálogo da Netflix, O Fotógrafo de Mauthausen dialoga com quem busca entender como indivíduos comuns reagiram ao totalitarismo. Ao contrário de superproduções bélicas, o longa foca a resistência silenciosa, protagonizada com lâminas de filme fotográfico em vez de armas.

    Para quem acompanha novelas, doramas ou qualquer dose diária de ficção televisiva, mergulhar nessa história real pode soar pesado. Ainda assim, o roteiro, enxuto e direto, prende do início ao fim, lembrando que coragem e solidariedade podem surgir nos cenários mais improváveis.

    Do laboratório fotográfico escondido às cadeiras de Nuremberg, o filme conduz o espectador por uma trajetória de medo, estratégia e esperança. No streaming, ganha força renovada, convidando novas gerações a refletir sobre momentos em que a luz quase se apagou, mas não se extinguiu.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Thaís Amorim
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    Sou Thais dos Santos Amorim, redatora profissional e co-fundadora do portal 365 Filmes. Formada em Marketing, especializei-me na criação de conteúdos estratégicos e curadoria de entretenimento, unindo a análise crítica de séries e filmes às melhores práticas de comunicação digital. Com uma trajetória de mais de 5 anos no mercado, consolidei minha experiência editorial no portal MasterDica, onde desenvolvi um olhar apurado para as tendências do streaming e comportamento da audiência. No 365 Filmes, atuo na intersecção entre a técnica narrativa e a experiência do usuário, garantindo informações de alta relevância e credibilidade para o público cinéfilo.

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