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    Cinema

    Drama histórico com Amanda Seyfried resgata história esquecida de Ann Lee

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimdezembro 25, 2025Nenhum comentário4 Minutos de leitura
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    O novo filme “O Testamento de Ann Lee” coloca Amanda Seyfried em um papel bem diferente dos musicais que a tornaram famosa. A produção mistura drama histórico e números musicais para contar a trajetória da fundadora dos Shakers, movimento religioso que surgiu no século XVIII.

    Dirigido e coescrito por Mona Fastvold, o longa fez sua estreia mundial na competição principal do Festival de Veneza e conquistou 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além de entreter, a equipe afirma que o objetivo é evitar que a história real de Ann Lee seja apagada.

    Quem foi Ann Lee e por que sua memória corre risco

    Ann Lee nasceu em Manchester, na Inglaterra, em 1736. Perseguida por suas crenças, ela imigrou para os Estados Unidos em busca de liberdade religiosa. Nos EUA, passou a liderar um pequeno grupo que praticava cânticos e danças como forma de culto, dando origem aos Shakers.

    Apesar de ter sido reconhecida por seguidores até meados do século XIX, a figura de Ann Lee quase não aparece em museus ou livros de história. Fastvold comentou que, ao visitar a Ala Americana do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, encontrou uma sala dedicada aos Shakers sem qualquer menção a ela.

    Pesquisa de bastidor revela raros sobreviventes

    Durante a preparação do roteiro, Fastvold descobriu que restam apenas três Shakers no mundo. A comunidade sempre praticou o celibato e, desde o fim do século XIX, parou de aceitar conversões adultas. No passado, eles adotavam crianças e ofereciam a opção de sair aos 18 anos, o que limitou ainda mais o crescimento do grupo.

    Outra curiosidade reunida pela diretora foi o programa “Winter Shakers”: pessoas podiam morar com a comunidade durante o inverno, recebendo abrigo e alimentação, antes de partir na primavera. Essa dinâmica reforçava a filosofia de não reter membros à força.

    Escalação de peso para dar vida à história

    Mona Fastvold reuniu um elenco variado para “O Testamento de Ann Lee”. Além de Seyfried no papel-título, o filme traz Lewis Pullman como William, irmão da líder religiosa, Christopher Abbott interpretando o marido Abraham, e participações de Thomasin McKenzie, Stacy Martin e Tim Blake Nelson.

    Com duração de 130 minutos, a narrativa combina drama, música e recortes históricos. A estreia limitada nos Estados Unidos está marcada para 25 de dezembro de 2025, data que costuma atrair público em busca de produções mais prestigiadas no fim do ano.

    Números musicais moldados pelo realismo

    A protagonista explicou que, embora o filme traga canções, elas não seguem o formato de grandes performances de Hollywood. “Ann Lee cantava para sobreviver e para adorar”, disse Seyfried, ressaltando que a abordagem é bem diferente de “Mamma Mia!” ou “Os Miseráveis”.

    A atriz também comentou a dificuldade com a coreografia: “Preciso de muito mais tempo que um dançarino para aprender os movimentos, mas depois tudo vira segunda natureza”.

    Desafios de sotaque e atuação

    Reproduzir um sotaque de Manchester do século XVIII foi um dos maiores obstáculos para o elenco. Sem gravações da época, a equipe de dialetos criou uma versão própria, e Seyfried precisava combinar o timbre com o de Lewis Pullman para soar como irmãos.

    Thomasin McKenzie confessou que chorava durante os ensaios de canto, enquanto Pullman destacou o medo de ser julgado por atores britânicos no set. A presença de um colega natural de Manchester funcionou como apoio para todo o grupo.

    Drama histórico com Amanda Seyfried resgata história esquecida de Ann Lee - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Por que o filme importa hoje

    Mona Fastvold afirma que sentiu urgência em rodar o longa assim que leu sobre Ann Lee. “Nada vai me impedir de contar essa história”, declarou. Para a diretora, o projeto traz um olhar feminista sobre liderança religiosa e destaca vozes que não costumam ganhar espaço no cinema.

    Com recepção positiva da crítica e o selo de 90% no Rotten Tomatoes, “O Testamento de Ann Lee” aparece como forte candidato a prêmios na temporada. No site 365 Filmes, a produção já desperta expectativa pelo retrato autêntico de uma mulher quase esquecida pela história oficial.

    Ficha técnica de “O Testamento de Ann Lee”

    Direção: Mona Fastvold

    Roteiro: Mona Fastvold e Brady Corbet

    Elenco principal: Amanda Seyfried, Lewis Pullman, Christopher Abbott, Thomasin McKenzie, Stacy Martin, Tim Blake Nelson

    Gêneros: Drama, Música, História

    Duração: 130 minutos

    Data de lançamento (EUA): 25 de dezembro de 2025

    Combinando pesquisa detalhada, números musicais intimistas e uma protagonista em busca de justiça histórica, “O Testamento de Ann Lee” promete resgatar a memória de uma líder espiritual que quase desapareceu dos registros. Para quem acompanha produções históricas e musicais, a estreia é uma oportunidade de descobrir uma história real que insiste em permanecer viva.

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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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