Nesta primeira quinzena de novembro, a Netflix incluiu em seu catálogo “O Chamado da Floresta”, adaptação lançada em 2020 que combina aventura, drama e muita tecnologia para recriar a clássica história de Jack London.
Dirigido por Chris Sanders, o longa de 1h40 mostra a jornada do cão Buck e do solitário John Thornton, vivido por Harrison Ford, em meio à corrida do ouro no final do século 19. A chegada do título reforça a lista de novidades que costumam movimentar o streaming nessa época do ano.
Enredo: lealdade canina em meio à corrida do ouro
Ambientado entre a Califórnia e a região de Yukon, no Canadá, “O Chamado da Floresta” acompanha Buck, um mestiço de são-bernardo com pastor escocês que é raptado e vendido como cão de trenó. Em pouco tempo, ele passa a puxar correspondências e mantimentos para o casal Perrault e Françoise, interpretado por Omar Sy e Cara Gee.
Enquanto Buck descobre seu instinto de sobrevivência, o roteiro de Michael Green apresenta John Thornton. O personagem luta contra o luto após perder o filho, e encontra no cão a chance de reviver sentimentos que pensava ter perdido para sempre. A química entre homem e animal conduz toda a narrativa, tornando “O Chamado da Floresta na Netflix” uma boa pedida para quem curte histórias emotivas.
Tecnologia garante realismo ao protagonista de quatro patas
Buck é completamente recriado em computação gráfica, solução que permite movimentos expressivos e detalhados. Segundo a produção, a opção pelo CGI foi a forma encontrada para preservar o comportamento natural de um cachorro sem submetê-lo a situações de risco ou desconforto.
A ousadia visual trouxe elogios pela naturalidade com que o animal virtual interage com atores reais. Mesmo contracenando com colegas digitais, Harrison Ford mantém o peso dramático de seu personagem, oferecendo um contraponto humano à jornada de Buck.
Efeitos especiais a serviço da narrativa
Responsável por longas de animação como “Como Treinar o Seu Dragão”, Chris Sanders aproveita a experiência para equilibrar humor, aventura e emoção. As paisagens geladas, florestas densas e corredeiras perigosas foram construídas para reforçar a sensação de imersão e destacar a lealdade entre Buck e Thornton, ponto central de “O Chamado da Floresta na Netflix”.
Elenco mescla veteranos e novos rostos
Além de Harrison Ford, o elenco traz Dan Stevens como Hal, Karen Gillan na pele de Mercedes e Bradley Whitford como o juiz Miller. A participação de Ford, conhecida por blockbusters como “Star Wars” e “Indiana Jones”, reforça a notoriedade do projeto.
Omar Sy e Cara Gee, por sua vez, oferecem alívio cômico e energia durante a primeira metade do filme. A dupla cria contraste importante com o clima introspectivo de Thornton, ajudando a manter o ritmo leve e acessível para diferentes faixas etárias.
Recepção crítica e avaliação do público
Lançado em fevereiro de 2020 pela 20th Century Studios, o longa recebeu nota média 8/10 em veículos especializados. Muitos críticos apontaram a sensação de encantamento proporcionada pela fotografia e pelos efeitos visuais, elogiando a fidelidade ao espírito do livro de Jack London.
Imagem: Imagem: Divulgação
Entre os espectadores, “O Chamado da Floresta na Netflix” também ganhou destaque pela mensagem sobre amizade, coragem e superação. Esses elementos fazem do título uma escolha certeira para quem busca boa dose de emoção e cenários deslumbrantes sem sair do sofá.
Números de bilheteria
Mesmo chegando aos cinemas pouco antes do fechamento das salas em função da pandemia de Covid-19, a produção arrecadou mais de 100 milhões de dólares mundialmente, um feito respeitável diante do cenário adverso daquele período.
Curiosidades de bastidores
• Para dar vida a Buck, a equipe utilizou captura de movimento feita por Terry Notary, ator famoso por trabalhos em “Planeta dos Macacos”.
• As filmagens aconteceram em locações do Alasca e em cenários construídos nos estúdios de Los Angeles, com grandes áreas cobertas por neve artificial.
• Chris Sanders fez questão de manter trechos do texto original de Jack London, sobretudo nos momentos em que Thornton reflete sobre a natureza e a solidão.
Por que assistir agora na Netflix
O catálogo da plataforma costuma se renovar rapidamente, então vale colocar “O Chamado da Floresta na Netflix” na lista de favoritos. Se você aprecia aventuras com toques de sensibilidade, vai encontrar imagens caprichadas, personagens cativantes e uma história que sobreviveu a gerações.
Outro ponto positivo é a duração enxuta, cerca de 100 minutos, ideal para uma sessão em família ou até mesmo para maratonar novelas e doramas depois, caso esse seja o seu hábito. No blog 365 Filmes, muitos leitores relatam que curtem alternar títulos de gêneros diferentes para não cair na mesmice — e este longa entrega exatamente essa mudança de ritmo.
Serviço
Título original: The Call of the Wild
Direção: Chris Sanders
Gênero: Aventura/Drama
Duração: 1h40
Ano de lançamento: 2020
Disponível em: Netflix (assinatura necessária)
Leve pipoca, prepare o sofá e deixe-se levar pela jornada de Buck e John Thornton enquanto eles desbravam florestas geladas em busca de afeto, redenção e um novo começo.
