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    De Advent Children a The Marvels: como Final Fantasy moldou o filme mais subestimado do MCU

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimjaneiro 12, 2026Nenhum comentário4 Minutos de leitura
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    O elo entre videogames e cinema vem se estreitando há décadas, e poucos exemplos ilustram isso tão bem quanto a relação entre Final Fantasy VII: Advent Children e o longa da Marvel Studios lançado em 2023. A diretora Nia DaCosta, responsável por The Marvels, citou abertamente o filme derivado do famoso JRPG como uma das principais referências na hora de coreografar as cenas de ação.

    Em entrevista recente, DaCosta revelou que sequências específicas de Advent Children — como o duelo na igreja e o clímax em que Cloud é arremessado pelos companheiros para enfrentar o vilão — foram levadas para a sala de pitch e transformadas em guia visual para o longa do MCU. A partir daí, nasceu um dos filmes mais subestimados do Universo Marvel, que chegou aos cinemas em 10 de novembro de 2023, com 105 minutos de duração.

    A inspiração direta de Final Fantasy em The Marvels

    Lançado em setembro de 2005, Final Fantasy VII: Advent Children tornou‐se sinônimo de avanços técnicos em animação por computador e coreografias aéreas cheias de peso e leveza ao mesmo tempo. Ao assistir àquela explosão de movimentos sobre‐humanos, Nia DaCosta enxergou um modelo perfeito para diferenciar seu blockbuster de super‐heróis dos outros títulos do estúdio.

    Segundo a cineasta, o trabalho de câmera em 360 graus, a sensação de gravidade reduzida e a interação dos personagens com o cenário foram reproduzidos ponto a ponto durante a pré‐produção de The Marvels. Esse cuidado resultou em batalhas que fogem do padrão do MCU, evidenciando a herança direta do JRPG da Square Enix.

    O papel de Nia DaCosta na tradução da estética dos games

    DaCosta, também lembrada por Candyman (2021) e o futuro 28 Years Later: The Bone Temple, assumiu o comando do roteiro e da direção de The Marvels com a missão de renovar o tom das aventuras espaciais de Carol Danvers e companhia. Para isso, trouxe à sala dos roteiristas a ideia de “combate em camadas”, conceito recorrente nos chefes finais de Final Fantasy.

    A diretora defende que a influência de Advent Children ajudou a criar obstáculos dinâmicos para as heroínas Brie Larson (Carol Danvers/Captain Marvel), Teyonah Parris (Monica Rambeau) e Iman Vellani (Kamala Khan), reforçando o trabalho de equipe como mecânica central — exatamente como ocorre com Cloud e seus aliados na narrativa do game.

    Elenco alinhado com a proposta visual

    Para que o resultado funcionasse, os atores precisaram se adaptar a sets fortemente dependentes de computação gráfica. Brie Larson, vencedora do Oscar por O Quarto de Jack, repetiu o papel de Carol Danvers e encarou wire work intenso para recriar a sensação de gravidade oscilante vista em Advent Children. Teyonah Parris, por sua vez, abraçou movimentos mais ágeis, complementando o trio de protagonistas que alterna posições durante os combates.

    De Advent Children a The Marvels: como Final Fantasy moldou o filme mais subestimado do MCU - Imagem do artigo

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Esse tipo de preparação física, que simula o estado “quase flutuante” das batalhas do JRPG, exigiu ensaios meticulosos. A sintonia entre elenco e equipe de dublês permitiu que as tomadas longas e sem cortes — marca registrada do filme de 2005 — fossem transferidas ao universo Marvel, sem comprometer a clareza da ação.

    Como a herança de Final Fantasy impacta o ritmo narrativo

    Advent Children estendeu a história do jogo original ao mostrar o mundo de Gaia dois anos depois do fim da batalha contra Sephiroth. Do mesmo modo, The Marvels parte de eventos previamente estabelecidos no MCU e investe em dilemas que derivam de lutas passadas, mantendo o foco em personagens já conhecidos do público.

    Além das semelhanças temáticas, a estrutura de “missões” também migra do game para o cinema: sequências autossuficientes conectadas por cutscenes — aqui, cenas de diálogo que aprofundam laços entre as heroínas. Esse formato garante um ritmo dinâmico e evita que o espectador se perca, já que cada módulo de ação entrega payoffs imediatos, recurso comum nos JRPGs.

    Vale a pena assistir a The Marvels?

    Para quem acompanha 365 Filmes, The Marvels surge como um estudo de caso sobre a influência de Final Fantasy em Hollywood. A conexão explícita com Advent Children não só destaca a criatividade de Nia DaCosta, como mostra que a linguagem dos games segue redefinindo o cinema de grandes franquias. Se a curiosidade é testemunhar como um JRPG pode transformar a coreografia de um título da Marvel, este longa merece seu tempo.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Matheus Amorim
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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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