O Roubo da Taça chega ao Prime Video em 9 de junho de 2026 e entra no catálogo em um timing perfeito para chamar atenção: clima de Copa, nostalgia futebolística e um caso real que parece inventado. A própria Amazon incluiu o longa na lista oficial de estreias de junho, e o filme já aparece na plataforma com 1h32 de duração.
Dirigido por Caito Ortiz, o longa revisita em tom de comédia policial o roubo da Taça Jules Rimet, troféu conquistado em definitivo pelo Brasil após o tricampeonato mundial de 1970 e roubado da sede da CBF em 1983. Em vez de transformar esse episódio em thriller sério, o filme assume a maluquice da história e a converte em farsa nacional sobre dívida, improviso, trambique e incompetência criminal.
Sobre o que é O Roubo da Taça
A trama acompanha Sérgio Peralta, vivido por Paulo Tiefenthaler, um corretor de seguros atolado em dívidas e pressionado a dar um jeito na própria vida. Sem saída, ele tem uma ideia que já nasce absurda: roubar a Taça Jules Rimet para pagar uma dívida de jogo. O plano, claro, deveria ser mais “simples” do que se torna, mas a confusão acaba levando o protagonista e seus cúmplices ao centro de um dos crimes mais improváveis da história do esporte brasileiro.
A graça do filme está menos no rigor da reconstituição e mais no modo como ele abraça a lógica da malandragem brasileira. A história real já tinha algo de lenda urbana: um troféu mítico, sede da CBF, bandidos atrapalhados e o detalhe trágico de que a taça nunca foi recuperada. A versão mais aceita sobre o caso real é que a Jules Rimet acabou derretida, o que torna tudo ainda mais simbólico.
O filme usa esse material não para produzir tensão seca, mas para montar uma comédia de golpe em que a dimensão histórica do objeto roubado convive com personagens desajeitados, amores atravessados e uma certa ironia sobre oportunismo nacional.
O elenco ajuda bastante nesse equilíbrio. Além de Paulo Tiefenthaler, o longa traz Taís Araújo como Dolores, Danilo Grangheia como Borracha/Chico Barbudo e Milhem Cortaz como Cortez. Também aparecem nomes como Leandro Firmino, Pedro Wagner, Thelmo Fernandes, Otto Jr., Stephan Nercessian e Grace Passô.
No Prime Video, os destaques do card são justamente Taís Araújo, Milhem Cortaz, Paulo Tiefenthaler e Danilo Grangheia, o que mostra como o filme se vende pela força do elenco e pelo tom popular.
O filme chega ao streaming com histórico forte em festivais

Embora tenha recepção crítica mista, O Roubo da Taça não passou despercebido no circuito. No Festival de Gramado de 2016, venceu Melhor Ator para Paulo Tiefenthaler, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte. O longa também conquistou o prêmio do público na seção Visions do SXSW, nos Estados Unidos, sob o título internacional Jules and Dolores.
Esse histórico ajuda a explicar por que o filme continua atraente quase dez anos depois. Ele não é apenas uma comédia “sobre futebol”, mas um tipo de cinema brasileiro que funciona muito bem quando assume a caricatura, o improviso e a energia de crônica nacional.
E, em período de Copa do Mundo ou de revival futebolístico, o caso Jules Rimet volta a ter força imediata, porque mistura símbolo máximo do futebol brasileiro com um vexame tão grande que parece piada pronta.
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