Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    365Filmes
    • Criticas
    • Streaming
    • Listas
    • Cinema
    • Curiosidades e Explicações
    365Filmes
    Você está em:Início » Brad Pitt troca dublês por sujeira em “The Adventures of Cliff Booth”, sequência que desafia o legado de Tarantino
    Cinema

    Brad Pitt troca dublês por sujeira em “The Adventures of Cliff Booth”, sequência que desafia o legado de Tarantino

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimfevereiro 10, 2026Nenhum comentário6 Minutos de leitura
    Facebook Twitter Telegram WhatsApp Copy Link
    Share
    Facebook Twitter Pinterest WhatsApp Email
    Ads

    Brad Pitt voltará a vestir a camisa havaiana de Cliff Booth em 2026, mas a lenda viva do dublê aposentado não será mais a mesma. Sob as lentes de David Fincher, “The Adventures of Cliff Booth” mudou de tom, de época e até de gênero cinematográfico, prometendo um thriller psicológico ambientado na Hollywood cínica dos anos 1970.

    Mesmo derivado de “Once Upon a Time in Hollywood”, o projeto soa menos como uma continuação direta e mais como uma reinvenção. O roteiro assinado por Quentin Tarantino — que recentemente voltou a atuar, como destacou o 365 Filmes em outra produção — garante conexões com o longa de 2019, mas a verdadeira assinatura aqui parece ser a de Fincher. A seguir, destrinchamos como elenco, direção e escrita se unem para construir essa nova fase do anti-herói.

    Um anti-herói à deriva: como Brad Pitt retoma Cliff Booth

    Brad Pitt retorna ao papel que lhe rendeu o Oscar, agora livre das amarras de ser apenas “o dublê de Rick Dalton”. A promoção a protagonista absoluto exige mais nuances: longe das câmeras de ação, Cliff trabalha como “fixer”, aquele sujeito que sabe onde enterrar problemas alheios. A mudança devolve ao ator a chance de explorar camadas psicológicas que ficaram apenas sugeridas no filme original.

    No teaser exibido durante o Super Bowl 2026, Pitt surge carregando menos sorriso fácil e mais tensão contida. A postura física continua essencial — o personagem ainda resolve parte dos conflitos com os punhos —, mas a performance destaca olhares cansados e silêncios desconfortáveis, elementos que sugerem uma culpa mal resolvida pelo passado violento.

    A ausência de Rick Dalton, vivido por Leonardo DiCaprio, cria espaço para coadjuvantes inéditos. Timothy Olyphant e Elizabeth Debicki despontam como pontes para o submundo dos estúdios, oferecendo a Pitt interlocutores à altura. O elenco, em vez de funcionar como vitrine nostálgica, parece pensar a Hollywood setentista como território de predadores travestidos de celebridades.

    A pegada sombria de David Fincher altera o tom

    Ads

    Visualmente, “The Adventures of Cliff Booth” abandona o technicolor solar do fim dos anos 1960. Fincher opta por paleta esmaecida, repleta de verdes sujos e sombras pesadas, alinhando a estética do filme a títulos como “Zodíaco” e “Clube da Luta”. A câmera inquieta, por vezes claustrofóbica, reforça a sensação de paranoia que dominava os corredores dos estúdios à época dos escândalos de corrupção e tráfico de influência.

    Fincher, conhecido por longas de ritmo calculado, injeta suspense gradual em cada interação. Mesmo sequências de diálogo carregam tensão crescente, recurso diametralmente oposto à verborragia pop de Tarantino. A união das duas assinaturas — texto afiado e encenação meticulosa — cria expectativa sobre como o diretor lidou com cenas de violência gráfica, marca registrada do roteirista.

    Roteiro de Tarantino mantém o DNA original?

    Quentin Tarantino escreveu o script antes de iniciar a pré-produção de seu décimo — e possivelmente último — longa. Segundo bastidores, a premissa partiu da curiosidade de explorar “o que Cliff fez depois da fama instantânea de herói”. O texto preserva diálogos cheios de sarcasmo, mas troca a leveza quase cartunesca por um cinismo adequado à década que viu o Watergate e o declínio do sonho hippie.

    Fontes ligadas à produção relatam passagens metalinguísticas que citam blockbusters emergentes e o surgimento de agentes de talento vorazes, criando ecos com a recente discussão sobre a máquina de marketing da Lucasfilm em franquias contemporâneas. A ironia tarantinesca, portanto, continua viva, mas agora a serviço de uma crítica mais amarga ao sistema.

    Brad Pitt troca dublês por sujeira em “The Adventures of Cliff Booth”, sequência que desafia o legado de Tarantino - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Outra curiosidade é a escolha de Tarantino por narrar os bastidores da indústria por meio de um fixer, figura pouco romântica e entregue a zonas cinzentas. A profissão permite ao roteirista mergulhar em temas como chantagem, abuso de poder e suborno — ingredientes que sempre rondaram Hollywood, mas raramente chegam à tela com franqueza.

    Comparações inevitáveis e o legado de Once Upon a Time in Hollywood

    Ainda que “Once Upon a Time in Hollywood” seja visto por parte da crítica como ápice recente da carreira de Tarantino, a nova sequência corre em pista diferente. A mudança de clima e estrutura narrativa inevitavelmente dividirá fãs que esperam mais da mesma fórmula. Contudo, Brad Pitt foi apontado como força motriz do longa de 2019, justificando o spin-off focado nele.

    O desafio principal reside em conciliar expectativa comercial — potencializado pela estreia simultânea na Netflix e em salas selecionadas — com a visão autoral de Fincher. Caso alcance equilíbrio, a produção pode repetir a façanha de outros “sucessos tardios” que encontraram público via streaming, como o fenômeno de comédia citado em relatório recente.

    Outro ponto sensível é o distanciamento temporal. Ambientar a trama quase dez anos depois do original permite explorar uma nova fase histórica, mas exige contextualização rápida para novos espectadores. Os roteiristas solucionam o impasse através de flashbacks pontuais e diálogos que explicam o salto sem depender do fan service.

    Vale a pena ficar de olho em The Adventures of Cliff Booth?

    Para quem se encantou com o carisma bruto de Cliff Booth, a sequência promete mergulhar fundo no psicológico do personagem. Brad Pitt aparece em pleno domínio do papel e parece disposto a entregar uma performance mais sombria, despida do charme despreocupado que marcou o filme anterior. Esse crescimento dramático já é motivo suficiente para aguçar a curiosidade.

    A fusão entre a escrita sagaz de Tarantino e a direção controlada de Fincher cria combinação rara no cinema contemporâneo. O contraste de estilos, longe de soar incoerente, pode oferecer frescor a um universo que correria risco de se repetir caso ficasse preso ao mesmo filtro nostálgico. Os admiradores de thrillers atmosféricos tendem a encontrar aqui um prato cheio.

    Por fim, a estreia híbrida em 2026 coloca “The Adventures of Cliff Booth” na vitrine global da Netflix, ampliando acesso e debate imediato. Se o longa corresponder à expectativa, tem potencial de se tornar conversa dominante entre cinéfilos, como já ocorreu com produções analisadas pelo nosso site. Resta aguardar o lançamento para medir se o mito do dublê conseguiu, de fato, sobreviver às sombras da década de 70.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

    Não perca as novidades do 365 Filmes no Google News!

    Brad Pitt Cinema David Fincher Quentin Tarantino The Adventures of Cliff Booth
    Siga nos no Google News Siga nos no WhatsApp
    Share. Facebook Twitter WhatsApp Copy Link
    Matheus Amorim
    • Website
    • Facebook
    • X (Twitter)
    • Instagram
    • LinkedIn

    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

    Mais artigos

    Melhores Projetores

    5 melhores projetores custo benefício para transformar sua sala em cinema em casa

    Por Matheus Amorimmaio 21, 2026

    ‘O Mandaloriano e Grogu’: 4 produções para entender a trama do novo filme

    Por Goodanderson Gomesmaio 15, 2026
    Obsessão estreia nos cinemas com 95% no Rotten Tomatoes e aposta em romance sombrio e terror psicológico

    Obsessão: novo terror com 95% no Rotten Tomatoes estreia nos cinemas apostando em obsessão e suspense psicológico

    Por Matheus Amorimmaio 14, 2026
    Cena de Marshals: Uma História de Yellowstone

    Marshals vai ter 2ª temporada e final da 1ª já aponta o novo grande perigo

    maio 25, 2026
    Cena de Rancho Dutton

    Resumo do episódio 3 de Rancho Dutton: doença no rebanho ameaça Beth e Rip

    maio 25, 2026
    Cena de Manual de Assassinato para Boas Garotas

    Faltam apenas 2 dias para a 2ª temporada de Manual de Assassinato para Boas Garotas chegar à Netflix

    maio 25, 2026
    Cena de Marshals: Uma História de Yellowstone

    Final explicado de Marshals: quem tentou matar Rainwater e o que acontece com Tate

    maio 25, 2026
    • CRITICAS
    • STREAMING
    • CURIOSIDADES e EXPLICAÇÕES
    • CINEMA
    O 365Filmes é um portal editorial especializado em cinema, séries e streaming, com cobertura diária, críticas e análises sobre os principais lançamentos do entretenimento.
    365Filmes – CNPJ: 48.363.896/0001-08 © 2026 – Todos os Direitos reservados

    Nos siga em nossas redes sociais:

    Whatsapp Facebook
    • Sóbre nós
    • Contato
    • Politica de privacidade e Cookies
    • Mapa do Site

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.