One Battle After Another chegou aos cinemas como um dos lançamentos mais aguardados de 2025. Dirigido por Paul Thomas Anderson, o longa reúne Leonardo DiCaprio, Benicio del Toro, Teyana Taylor, Regina Hall, Sean Penn e a estreante Chase Infiniti.
Mesmo com 2 horas e 40 minutos de duração, a produção mantém salas cheias, conquista a crítica e já coleciona cifras expressivas no mercado internacional. Agora, novas projeções mostram que o desempenho da bilheteria é melhor do que se imaginava.
Elenco estelar garante atenção imediata
Ao escalar nomes de peso como Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro, One Battle After Another chamou os holofotes antes mesmo da estreia. Cada personagem recebe espaço para brilhar, algo típico dos roteiros de Anderson, escrito aqui em parceria com Thomas Pynchon.
A presença de DiCaprio, que mantém sua tradição de interpretar figuras complexas, tem sido apontada como um dos fatores que levam o público a encarar a longa metragem. O resultado se reflete em sessões lotadas desde 26 de setembro de 2025, data oficial de lançamento.
Bilheteria afastou temores de prejuízo
Relatórios iniciais sugeriram que One Battle After Another poderia amargar perdas por causa do alto orçamento — inflado pelo elenco, por complexas cenas de perseguição de carros e pelo uso de tecnologia Panavision. Entretanto, o cenário mudou conforme as semanas avançaram.
Atualmente, o filme soma mais de US$ 190 milhões mundialmente, número que reduz a chance de um déficit de US$ 100 milhões ventilado anteriormente. Como o estúdio não divulgou valores exatos de produção e marketing, ainda não é possível cravar se haverá lucro, mas a chamada “linha de corte” está cada vez mais próxima.
Orçamento segue nebuloso
A Warner Bros. não confirmou o valor total investido, tampouco detalhou a verba promocional. Essa falta de transparência alimentou especulações sobre dificuldades para empatar a conta. Ainda assim, analistas lembram que, para filmes autorais de grande orçamento, alcançar o ponto de equilíbrio já se tornou raro na era pós-pandemia.
Maior arrecadação da carreira de Paul Thomas Anderson
Comparado aos trabalhos anteriores do cineasta, One Battle After Another já dobrou a marca atingida por Licorice Pizza, até então seu filme mais rentável. O recorde sinaliza que Anderson consegue dialogar com um público mais amplo sem sacrificar características autorais.
Para o estúdio, o desempenho prova que vale a pena apostar cifras consideráveis em projetos de direção mais artística. Para a carreira de Anderson, representa respaldo para orçamentos robustos futuros, algo celebrado por fãs de seu cinema desde os tempos de Boogie Nights e Sangue Negro.
Imagem: Imagem: Divulgação
Impacto potencial no cinema autoral
Ambientado no presente e ancorado em tema político atual, One Battle After Another é apontado como o título mais acessível da filmografia de Paul Thomas Anderson. Tal combinação — assunto contemporâneo, grande estúdio e distribuição global — pode redesenhar a economia de filmes autorais.
Em 2025, a Warner Bros. ultrapassou a marca de US$ 4 bilhões nas bilheterias graças a um catálogo que mescla blockbusters e obras de arte. O quase US$ 200 milhões arrecadado por One Battle After Another reforça a viabilidade desse modelo e serve de exemplo para outras majors que hesitam em financiar projetos semelhantes.
Rumo à temporada de prêmios de 2026
O caminho de One Battle After Another não termina na bilheteria. Especialistas colocam o filme entre os favoritos ao Oscar de 2026, com chances em todas as seis categorias principais, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção. Caso se confirme, Paul Thomas Anderson pode finalmente conquistar a estatueta que lhe escapa há décadas.
A força da campanha ganha impulso extra pelo histórico do estúdio nesta temporada: a Warner Bros. aparece com o maior número de títulos cotados a Melhor Filme. Se a estratégia der certo, consolidará a fórmula que equilibra prestígio artístico e retorno comercial — temática sempre discutida no 365 Filmes, que acompanha de perto esse cenário.
One Battle After Another acompanha ex-revolucionários que se reúnem após 16 anos para enfrentar um antigo inimigo e salvar a filha de um companheiro. Além de explorar lealdade e redenção, o thriller de ação e crime oferece elenco extenso, fotografia refinada e direção precisa em 162 minutos.
Com exibições ainda em curso, o longa segue somando público. Se manter o ritmo, pode ultrapassar a barreira simbólica dos US$ 200 milhões e reforçar a tese de que produções de autor, quando bem posicionadas, encontram espaço nas grandes salas.
