Tem filme que parece simples até começar. E Perfeitos Desconhecidos é com certeza a opção que vai tirar seu sono. Ele chega ao HBO Max hoje, com uma proposta que, no papel, parece até leve demais, mas que na prática vira um verdadeiro campo minado emocional.
A ideia é direta. Um grupo de amigos se reúne para um jantar, clima tranquilo, conversa leve… até que surge a tal brincadeira. Todo mundo deixa o celular na mesa e decide compartilhar tudo que chegar ali, mensagem, ligação, qualquer coisa. E aí, meu amigo, não demora nada para a situação sair completamente do controle.
Quando o jogo começa de verdade, confesso que pensei na hora: ninguém ali vai sair inteiro disso. E a sensação de desconforto cresce rápido, porque o filme acerta justamente em algo muito real. A gente sabe que aquilo poderia acontecer com qualquer grupo.
Quando o jogo começa, o filme prende e não solta mais
O roteiro de Perfeitos Desconhecidos funciona muito bem porque não perde tempo. Ele já coloca os personagens em uma situação aparentemente simples, mas que vai se tornando cada vez mais tensa conforme as mensagens começam a chegar. E o melhor é que não tem exagero logo de cara, tudo vai crescendo aos poucos.
O elenco ajuda bastante nisso. Com nomes como Danton Mello, Fabrício Boliveira, Débora Lamm, Giselle Itié e Sheron Menezzes, o filme consegue criar uma dinâmica natural, que faz as reações parecerem reais. Não soa ensaiado, soa desconfortável de verdade.
Teve um momento específico, ali quando começam a surgir as primeiras revelações mais pesadas, que eu já fiquei tenso. E não é aquele tipo de tensão exagerada, é aquela sensação de “isso vai piorar muito ainda”. E piora.
O mais interessante é que o filme não precisa de grandes eventos para impactar. Basta uma mensagem lida em voz alta, um olhar diferente, um silêncio fora do lugar. E pronto, a situação já muda completamente.
Funciona no desconforto, mas às vezes pesa na repetição
O problema é que, em alguns momentos, Perfeitos Desconhecidos acaba girando em torno da mesma ideia por tempo demais. A dinâmica do jogo é ótima no começo, mas começa a dar sinais de repetição conforme os conflitos se acumulam sem grandes variações.

Teve uma parte ali no meio em que eu senti que o filme poderia ter avançado mais rápido ou até mudado um pouco o ritmo. Porque, apesar das revelações continuarem vindo, o impacto já não era o mesmo do início.
Mesmo assim, o filme se sustenta muito bem no tema que propõe. Ele acerta ao mostrar como a exposição, principalmente na era digital, pode ser devastadora. E não precisa de nada grandioso para isso, basta o que a gente já carrega no bolso todos os dias.
E isso, para mim, foi o ponto mais forte. Porque quando o filme termina, fica aquela sensação incômoda. Aquela pergunta que você evita responder, mas que inevitavelmente aparece: “se fosse comigo, o que ia aparecer ali?”.
No fim das contas, Perfeitos Desconhecidos não é um filme confortável. Ele não quer ser. Ele quer te deixar meio inquieto, meio desconfiado… e consegue. Mas também deixa claro que, com um pouco mais de ritmo, poderia ter sido ainda mais impactante.
Perfeitos Desconhecidos
O problema é que, em alguns momentos, Perfeitos Desconhecidos acaba girando em torno da mesma ideia por tempo demais. A dinâmica do jogo é ótima no começo, mas começa a dar sinais de repetição conforme os conflitos se acumulam sem grandes variações.
Teve uma parte ali no meio em que eu senti que o filme poderia ter avançado mais rápido ou até mudado um pouco o ritmo. Porque, apesar das revelações continuarem vindo, o impacto já não era o mesmo do início.
Mesmo assim, o filme se sustenta muito bem no tema que propõe.
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