O segundo filme da franquia musical continua surpreendendo nas bilheterias norte-americanas, mesmo mais de um mês após a estreia.
Wicked: For Good adicionou novos números ao total doméstico e deixou para trás um clássico do cinema fantástico.
Com projeção de mais US$ 4,1 milhões no quinto fim de semana completo, o longa atingirá US$ 320,3 milhões nos Estados Unidos.
Esse desempenho é suficiente para ultrapassar O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel e garantir um lugar entre os dez maiores títulos de fantasia da história do mercado interno.
Desempenho de Wicked: For Good nas bilheterias
Lançado em 21 de novembro de 2025, Wicked: For Good estreou com US$ 150 milhões, o melhor início para uma adaptação de musical da Broadway.
Até agora, o filme acumula cinco semanas de exibição e continua atraindo público, ainda que o ritmo tenha desacelerado diante de novos concorrentes como Avatar: Fire and Ash e The Housemaid.
Números expressivos, mas abaixo do primeiro longa
Apesar do fôlego, a sequência dificilmente repetirá o total doméstico do original de 2024, que fechou com US$ 474 milhões e ocupa o segundo lugar na lista de fantasia.
Quinto fim de semana leva filme ao top 10 de fantasia
Com o novo valor total de US$ 320,3 milhões, Wicked: For Good assume a nona posição na tabela histórica de gêneros fantásticos nos EUA. A produção agora aparece logo atrás da versão live-action de Alice no País das Maravilhas, de 2010.
A Sociedade do Anel, lançada em 2001, cai para o décimo posto, algo significativo para fãs de bilheteria e do universo de J.R.R. Tolkien.
Importância do resultado
A entrada no top 10 demonstra a força comercial de adaptações de musicais, tema que costuma gerar incertezas em Hollywood. Para o estúdio, o marco reforça a marca Wicked e cria expectativa para exibições prolongadas em salas de cinema.
Comparação com O Senhor dos Anéis e outros sucessos
A franquia de Peter Jackson é considerada referência no gênero. Superar A Sociedade do Anel, mesmo que apenas no mercado doméstico, destaca o apelo popular de Wicked: For Good.
Imagem: Imagem: Divulgação
Entretanto, o épico da Terra-média possui bilheteria global superior: foram US$ 898 milhões em 2001. Wicked ainda não alcançou esses patamares internacionais, evidenciando diferenças de escala e de época.
Como o marketing ajudou
A campanha promocional do estúdio, com destaque para as presenças de Cynthia Erivo e Ariana Grande, aproveitou redes sociais e parcerias de streaming para manter o título em alta. Isso contribuiu para uma permanência sólida em ranking semanal, mesmo durante o período de festas.
Recepção crítica morna influencia queda semanal
Enquanto o primeiro filme exibiu 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, Wicked: For Good mantém 67%. Críticas apontam ritmo arrastado, menos números de dança e canções menos marcantes.
Esses fatores colaboram para reduções acentuadas de público a cada semana: quedas acima de 50% foram registradas desde o segundo fim de semana.
Desafio de adaptar o Ato 2 da peça
O próprio texto do musical original já apresenta ritmo mais lento na segunda metade. Ao converter esse material para as telas, o diretor Jon M. Chu enfrentou o desafio de equilibrar fidelidade e fluidez cinematográfica.
Próximos passos: temporada de premiações à vista
Mesmo com avaliações medianas, a produção recebeu cinco indicações em premiações de fim de ano, incluindo reconhecimento para Cynthia Erivo e Ariana Grande.
Contudo, ficou de fora da disputa por Melhor Filme Musical ou Comédia, sinalizando que a campanha de Wicked: For Good precisará focar em categorias de atuação e design técnico para obter destaque.
Impacto para a marca Wicked
O histórico de aprovação do público, aliado ao desempenho financeiro, mantém a franquia viva no imaginário popular. Sites especializados, como o 365 Filmes, acompanham de perto cada atualização de bilheteria e os possíveis desdobramentos em futuros projetos derivados.
Com a continuidade da exibição nas próximas semanas, resta saber até onde Wicked: For Good conseguirá voar, agora que já garantiu seu lugar entre os grandes filmes de fantasia do mercado norte-americano.
