Jon M. Chu já se firmou como um dos construtores de mundos mais ambiciosos de Hollywood.
Com a adaptação cinematográfica de Wicked — especialmente o segundo capítulo, Wicked: For Good — o diretor alia escala épica, carga emocional e fidelidade ao material de origem.
Essa mistura é justamente o que grandes franquias, como Star Wars, precisam em sua próxima fase nos cinemas.
Ao adaptar um musical amado, expandindo sua mitologia sem perder clareza, Chu provou que consegue equilibrar continuidade densa com narrativa acessível.
Essa habilidade alimenta a discussão sobre seu nome para assumir um futuro filme na galáxia muito, muito distante.
O site 365 Filmes destaca, portanto, os principais pontos que fazem de Jon M. Chu um candidato natural para Star Wars.
Como Wicked evidencia a capacidade de Jon M. Chu
Nos dois longas de Wicked, Chu organiza três fontes simultâneas: o musical da Broadway, os romances de Gregory Maguire e elementos do clássico O Mágico de Oz, de 1939. A costura entre esses universos ocorre com precisão, sem perder o ritmo ou confundir o espectador.
Esse domínio de referências cruzadas se torna um indício forte de que ele navegaria com segurança pelo cânone transmediático de Star Wars, que abrange filmes, séries, livros e quadrinhos. Cada decisão criativa em Wicked: For Good parte de uma direção consciente, algo que a Lucasfilm busca para a retomada de seus lançamentos teatrais.
Tramas políticas em cenário fantástico
No universo de Oz, propaganda, manipulação pública e corrupção institucional fazem parte do pano de fundo. Chu apresenta esses tópicos de forma clara e ainda assim acessível, qualidade fundamental para discutir conflitos políticos tão recorrentes na saga Star Wars.
Equilíbrio entre espetáculo e emoção
Visualmente, Wicked: For Good entrega cenas de alto impacto que servem diretamente ao sentimento dos personagens. A narrativa coloca a emoção no centro do espetáculo, princípio que também sustenta os melhores momentos de Star Wars.
Imagem: Giles Keyte
A famosa cena de Elphaba voando sobre a Estrada de Tijolos Amarelos evidencia essa fusão de ação e significado. Caso assumisse um projeto em Star Wars, Chu poderia replicar a fórmula: set-pieces grandiosas que reforçam temas e arcos dramáticos.
Personagens à frente de tudo
A relação entre Elphaba (Cynthia Erivo) e Glinda (Ariana Grande) se desenvolve ao longo de dois filmes, com crescimento orgânico até o desfecho de Wicked: For Good. Star Wars também se sustenta em vínculos de longo prazo — de Anakin e Obi-Wan a Rey e Kylo Ren. Chu demonstra saber conduzir esse tipo de progresso emocional, oferecendo recompensas dramáticas sem pressa.
Respeito ao legado, mas com ousadia
Trabalhar com propriedades icônicas implica reverência ao passado, sem engessar a criatividade. Chu já mostrou essa habilidade ao honrar canções e cenas que os fãs de Wicked esperavam ver, enquanto introduzia novos elementos que aprofundam o lore de Oz.
A mesma lógica vale para Star Wars: manter mitologia clássica, mas avançar a história. O histórico de Chu indica que ele entende como entregar nostalgia e novidade na mesma medida.
Tonalidade dinâmica
Wicked alterna humor, tragédia, romance e momentos de pura fantasia sem quebrar o fluxo. Esse leque tonal espelha aquilo que George Lucas estabeleceu em 1977: drama mítico temperado com leveza. A versatilidade de Chu se encaixaria bem numa galáxia onde sabres de luz e piadas coexistem.
Dados oficiais de Wicked: For Good
Diretor: Jon M. Chu
Roteiristas: Winnie Holzman, Dana Fox, Gregory Maguire
Produtores: Marc Platt, David Stone
Elenco principal: Cynthia Erivo (Elphaba), Ariana Grande (Glinda), Jonathan Bailey (Fiyero)
Duração: 137 minutos
Classificação indicativa: PG
Lançamento nos EUA: 21 de novembro de 2025
Com esses números e argumentos, Wicked: For Good confirma que Jon M. Chu domina continuidade, construção de universos e desenvolvimento de personagens. Habilidades essenciais para qualquer cineasta que deseje, um dia, pilotar a Millennium Falcon no próximo capítulo de Star Wars.
