O embate pelo controle da Warner Bros. segue quente na reta final de 2025. A gigante do entretenimento tende a barrar mais uma tentativa da Paramount de tomar o lugar da Netflix na futura fusão.
Fontes ouvidas pela Bloomberg revelam que o conselho da Warner Bros. Discovery (WBD) já tem posição desenhada e planeja recusar a investida da Paramount Skydance na reunião marcada para a próxima semana.
O que sabemos sobre a nova proposta da Paramount
A Paramount Skydance apresentou sua oferta revisada depois de ter sido rejeitada no começo de dezembro. Para turbinar o lance, Larry Ellison — pai do CEO David Ellison — garantiu US$ 40,4 bilhões em capital próprio. Mesmo assim, o negócio segue considerado inferior ao acordo firmado com a Netflix.
O pacote atual da Paramount, descrito como “hostil” por analistas, continua pressionando a Warner Bros. enquanto o prazo para concretizar a fusão com a Netflix corre. Caso a WBD quebrasse o compromisso já assinado, teria de pagar multa de US$ 2,8 bilhões à empresa de streaming.
Por que a Warner Bros. rejeita a oferta?
Segundo integrantes do conselho, a Warner Bros. rejeita a oferta da Paramount principalmente por enxergar na proposta da Netflix maior “valor, certeza e melhores termos”. Essa visão teria sido reforçada no último encontro do grupo, há duas semanas, quando os executivos compararam as condições de cada lado.
Detalhes do acordo com a Netflix
Em 5 de dezembro, a Netflix anunciou oficialmente a compra da WBD por meio de transação mista — dinheiro e ações — avaliada em US$ 27,75 por papel, totalizando valor empresarial em torno de US$ 82,7 bilhões. O valor de mercado estimado para a fatia acionária é de US$ 72 bilhões.
A empresa de streaming projeta concluir o processo regulatório em 12 a 18 meses. Se não houver atraso, a fusão deve ser finalizada entre dezembro de 2026 e junho de 2027.
Como a Netflix divulga a união de marcas
Mesmo aguardando avaliação antitruste, a gigante digital já promove a parceria. No site NetflixWBTogether, logotipos de ambas aparecem integrados, enquanto personagens icônicos dividem espaço — Harry Potter ao lado de Eleven, por exemplo.
Consequências para franquias e mercado
Ao manter o compromisso com a Netflix, a Warner Bros. assegura que propriedades como HBO, Game of Thrones, Harry Potter e Duna permaneçam no pacote que chegará ao streaming, ampliando a biblioteca de conteúdo premium.
Imagem: Imagem: Divulgação
Para a Paramount, o fracasso em conquistar a WBD significa perder acesso a esses títulos e à musculatura simbólica que eles carregam. Ainda assim, o estúdio não dá sinais de desistir e pode aumentar a cifra novamente.
Risco financeiro de uma mudança de rumo
Caso a Warner Bros. rejeitasse a oferta da Paramount, nada mudaria. Porém, se decidisse abandonar a Netflix, teria de arcar com a multa bilionária de US$ 2,8 bilhões, além de enfrentar impacto na confiança de investidores.
O que vem a seguir
O conselho da Warner Bros. se reúne na próxima semana para votar oficialmente a proposta adversária. Até lá, não se espera alteração de posicionamento, mas bastidores indicam que a Paramount pode subir a aposta de última hora.
Ao mesmo tempo, a Netflix mantém postura confiante. Executivos acreditam que os órgãos reguladores aprovarão a fusão sem grandes empecilhos, argumentando que a transação intensificará a competição e expandirá a oferta de conteúdo.
Atenção do público e do setor
Para quem acompanha o universo de filmes e séries — leitores do 365 Filmes incluídos —, o desfecho dessa disputa definirá a configuração dos catálogos de streaming na próxima década. As próximas semanas prometem novidades quentes e números astronômicos.
Quando o conselho da WBD oficializar a recusa, um novo comunicado detalhará a posição da empresa e o estágio das conversas com a Netflix. Até lá, o mercado segue em suspense, enquanto fãs especulam sobre como a fusão poderá afetar suas produções favoritas.
