Quase duas décadas após dividir fãs em dois capítulos, Quentin Tarantino acaba de reunir sua saga de vingança em um único longa. Kill Bill: The Whole Bloody Affair entrou em cartaz nesta terça-feira, 5 de dezembro, e já fez história.
A versão integral, com 4h35 de duração, abriu com índices impecáveis: 100% de aprovação da crítica e do público no Rotten Tomatoes, algo raro até para produções muito aguardadas.
O que mudou na nova montagem de Kill Bill
Kill Bill: The Whole Bloody Affair une, sem cortes de créditos, os volumes lançados em 2003 e 2004. Tarantino incluiu um intervalo e acrescentou uma sequência em anime inédita, ampliando o mergulho no universo de artes marciais que marcou o primeiro filme. No total, o épico passa de 281 minutos.
Além disso, alguns ajustes de ritmo foram feitos para garantir que a narrativa flua sem a quebra sentida no formato dois em um. O diretor também adicionou pequenos detalhes pensados para fãs atentos, embora parte da crítica avalie que o material extra tenha impacto marginal.
A aprovação unânime no Rotten Tomatoes
No momento de publicação, o agregador registra dez avaliações de especialistas e mais de cem notas verificadas do público, todas atribuídas com pontuação máxima. É o primeiro título de Tarantino a conquistar nota perfeita simultânea em ambos os campos.
Os números contrastam com os índices originais: Kill Bill Vol. 1 detém 85% de aprovação da crítica e 81% do público, enquanto Vol. 2 soma 84% e 89%, respectivamente. Na versão unificada, a recepção foi elevada a um patamar que poucos filmes alcançam.
Por que a nota pode mudar
Como ainda há poucas resenhas, a média poderá oscilar quando mais especialistas e espectadores registrarem suas opiniões. Mesmo assim, iniciar com 100% em dois quesitos já coloca o longa na seleta lista de estreias impecáveis.
Trama permanece sangrenta e hipnótica
O enredo segue idêntico: após ser deixada para morrer no ensaio do próprio casamento, Beatrix Kiddo, a Noiva, desperta do coma decidida a se vingar de seu ex-chefe e amante, Bill. Antes, precisa eliminar os quatro membros restantes do Esquadrão Assassino Víboras Mortais.
O elenco continua repleto de nomes de peso. Além de Uma Thurman, estão Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen, Daryl Hannah, Julie Dreyfus, Chiaki Kuriyama, Sonny Chiba, Chia-Hui Liu, Michael Parks, Michael Bowen, Jun Kunimura, Samuel L. Jackson, entre outros.
Críticas destacam experiência mais coesa
Resenhistas elogiam a imersão que a montagem única proporciona. Sem a interrupção entre volumes, a ópera de vingança ganha fôlego extra e reforça o caráter operístico do roteiro. Comentários apontam que a produção soa ainda mais confiante, resgatando nostalgia e, ao mesmo tempo, renovando a força visual.
Alguns jornalistas ponderam que a parceria promocional com o game Fortnite, citada nos créditos, adiciona pouco valor artístico. Mesmo assim, prevalece a sensação de que rever Kill Bill num cinema, sem pausas, é presente raro para cinéfilos.
Imagem: Imagem: Divulgação
Uma maratona cinematográfica
Assistir à versão completa exige disposição: são quase cinco horas de samurais, coreografias de kung fu e baldes de sangue estilizado. Contudo, a maioria dos espectadores nas primeiras sessões relatou que o tempo passa rápido devido ao ritmo veloz e à variedade de gêneros que Tarantino homenageia.
Dados de lançamento e ficha técnica
Segundo o estúdio, a data oficial de lançamento é 5 de dezembro de 2025, já marcada no calendário de relançamentos de clássicos. A direção e o roteiro são de Quentin Tarantino, com coparticipação de Uma Thurman na concepção da história.
Produzido por Bob Weinstein, Harvey Weinstein, E. Bennett Walsh e Lawrence Bender, o filme se encaixa nos gêneros ação, crime e thriller. Para público brasileiro, ainda não há confirmação de sessões extras ou exibições em streaming.
Por que vale ficar de olho
Se você é fã de cinema de gênero ou apenas quer entender o entusiasmo por Tarantino, Kill Bill: The Whole Bloody Affair oferece oportunidade de conferir a obra no formato sonhado pelo diretor. A nota perfeita no Rotten Tomatoes ajuda a alimentar a curiosidade, mas a experiência de tela grande e som potente promete ser o diferencial.
Impacto na carreira de Tarantino
O cineasta, que já anunciou planos de se aposentar após dez filmes, vê a recepção calorosa como confirmação da relevância de seu acervo. A nova montagem reforça a habilidade de unir referências pop, diálogos afiados e violência estilizada num pacote inconfundível.
Para o site 365 Filmes, acompanhar a trajetória de Kill Bill em salas brasileiras é essencial, pois a obra continua a influenciar produções de ação e séries televisivas, além de inspirar debates sobre representação de personagens femininas fortes.
Próximos passos
Com a boa recepção inicial, a disputa agora é por salas que comportem a longa duração. Alguns exibidores já estudam sessões especiais com brindes e intervalos temáticos. Caso o sucesso se mantenha, um lançamento mundial restaurado em 4K pode ser anunciado.
Por ora, fãs de Tarantino têm motivo de sobra para reservar quase cinco horas de agenda e mergulhar novamente na jornada sangrenta de Beatrix Kiddo, agora sem cortes.
