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    Cinema

    Troll 2 da Netflix repete problema clássico de filmes de kaiju e recebe críticas

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimdezembro 7, 2025Nenhum comentário4 Minutos de leitura
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    Troll 2 chegou ao catálogo da Netflix em 1º de dezembro de 2025 cercado de expectativa.
    Apesar de entregar novas sequências de destruição em larga escala, a produção norueguesa volta a tropeçar na construção de seus personagens humanos.
    O resultado é um entretenimento visual eficiente, porém com pouca densidade narrativa.

    Dirigido por Roar Uthaug, o longa sucede o fenômeno Troll (2022) e mantém a mistura de folclore escandinavo com ação de monstros gigantes.
    Entretanto, o desempenho do filme nos agregadores de crítica mostra queda acentuada, reforçando um desafio comum ao gênero kaiju.
    A seguir, o 365 Filmes detalha os principais pontos que vêm gerando debate entre fãs e especialistas.

    Estreia de Troll 2 confirma tendência nos filmes de monstros gigantes

    Lançada mundialmente pela Netflix, a produção continua a saga de Nora Tidemann, interpretada por Ine Marie Wilmann.
    A pesquisadora volta a confrontar criaturas colossais que despertam em meio às montanhas norueguesas, repetindo a premissa do primeiro longa.

    Como esperado, o design dos trolls impressiona, os efeitos visuais evoluíram e a escala de devastação urbana é ainda maior.
    Kim S. Falck-Jørgensen (Andreas Isaksen), Sara Khorami (Marion) e Mads Sjøgård Pettersen (Kristoffer) completam o elenco principal, mas enfrentam dificuldade para se destacar diante do espetáculo digital.
    A crítica aponta que, embora as cenas de ação sejam competentes, a falta de camadas dramáticas deixa o público menos envolvido.

    Personagens humanos seguem como elo fraco da continuação

    Filmes de kaiju tradicionalmente focam no conflito “humanos versus forças da natureza”, porém Troll 2 não escapa do clichê de tratar o elenco de carne e osso como mera ponte entre os ataques.
    Nora, por exemplo, mantém sua ligação com os monstros mais por conveniência de roteiro do que por evolução pessoal.

    O roteiro assinado por Uthaug e Espen Aukan oferece poucas motivações novas aos protagonistas.
    Consequentemente, a trama perde fôlego nos intervalos entre uma batalha e outra, algo que críticos já detectaram no Rotten Tomatoes, onde a pontuação do filme caiu rapidamente após a estreia.
    Produtores Espen Horn e Kristian Strand Sinkerud reconhecem a popularidade dos trolls, mas o desafio de aprofundar o drama humano permanece em aberto.

    Comparações inevitáveis com Godzilla Minus One

    Boa parte da discussão atual envolve o contraste com Godzilla Minus One, sucesso japonês de 2023 que revisitou as origens simbólicas do lagarto atômico.
    Na produção da Toho, cada ataque do monstro impactava os protagonistas de maneira emocionalmente relevante, elevando o peso das cenas de ação.

    A comparação evidencia como Troll 2 deixa de explorar o rico folclore norueguês para conectar personagens e criatura de forma mais orgânica.
    Além disso, a obra japonesa demonstrou que filmes de monstros podem, sim, combinar destruição com drama humano consistente, enfraquecendo o argumento de que “é só diversão escapista”.

    Troll 2 da Netflix repete problema clássico de filmes de kaiju e recebe críticas - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Folclore escandinavo desperdiçado

    A mitologia dos trolls oferece oportunidades únicas de abordar temas como tradição, identidade nacional e relação com a natureza.
    Ainda assim, esses elementos aparecem apenas como pano de fundo, limitando-se a explicar a origem das criaturas, sem refletir nas escolhas do elenco humano.

    O que esperar de um possível Troll 3

    O final de Troll 2 sinaliza claramente a intenção da Netflix de continuar a franquia.
    Caso Troll 3 receba sinal verde, especialistas sugerem que o projeto se inspire na estrutura de Godzilla Minus One para amarrar ação e drama.

    Integrar eventos históricos da Noruega ou dilemas contemporâneos ao enredo pode transformar os personagens em peças essenciais, e não figurantes do caos.
    Além disso, ampliar a participação de Marion e Kristoffer, explorando suas reações pessoais aos ataques, ajudaria a criar stakes emocionais mais convincentes.

    Potencial de crescimento no streaming

    Mesmo com críticas, Troll 2 figura entre os conteúdos mais assistidos da semana, confirmando o apelo popular de kaijus na plataforma.
    A combinação de assinatura global da Netflix e nostalgia por criaturas gigantes garante visibilidade, mas a longevidade da marca dependerá de um roteiro mais robusto.

    Ficha técnica de Troll 2

    Data de lançamento: 1º de dezembro de 2025 (Netflix)
    Direção: Roar Uthaug
    Roteiro: Roar Uthaug e Espen Aukan
    Elenco principal: Ine Marie Wilmann (Nora Tidemann), Kim S. Falck-Jørgensen (Andreas Isaksen), Sara Khorami (Marion), Mads Sjøgård Pettersen (Kristoffer)
    Produtores: Espen Horn, Kristian Strand Sinkerud
    Gêneros: Fantasia, Ação, Aventura

    Embora seja diversão garantida para quem procura pancadaria entre titãs digitais, Troll 2 também serve de lembrete: sem personagens humanos bem trabalhados, até o maior dos monstros perde parte do impacto. A próxima sequência tem a chance de quebrar essa sina e oferecer uma experiência completa aos fãs de filmes de kaiju.

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    Matheus Amorim
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    Sou redator especializado em conteúdo de entretenimento para o mercado digital. Desde 2021, produzo análises, dicas e críticas sobre o mundo do entretenimento, com experiência como colunista em sites de referência.

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