James Gunn começou a reformular o universo cinematográfico da DC e, com isso, algumas cenas antigas ganharam novos contornos.
Um exemplo claro está no início da segunda temporada de Peacemaker, que trocou a Liga da Justiça pela chamada Justice Gang.
Até então, a presença de Supergirl nesse grupo parecia precipitada, mas o primeiro trailer de Supergirl, divulgado nesta semana, jogou luz sobre a mudança.
Agora entendemos melhor por que Kara Zor-El aparece ao lado de Superman, Guy Gardner e Hawkgirl naquele rápido momento.
O que mudou em Peacemaker: da Liga da Justiça à Justice Gang
No resumo da primeira temporada exibido no episódio inaugural de Peacemaker, a formação original da Liga da Justiça — Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman e Flash — foi completamente removida.
Em seu lugar, surge a Justice Gang, composta por Superman (David Corenswet), Guy Gardner (Nathan Fillion), Hawkgirl (Isabela Merced) e Mister Terrific (Edi Gathegi).
A surpresa ficou por conta da rápida aparição de Kara Zor-El, marcando a segunda passagem da heroína pelo novo DCU.
Aproximadamente seis meses antes, ela surgiu bêbada, recolhendo Krypto, na cena pós-créditos de Superman, reforçando a impressão de que não se importava muito com a Terra.
Por que a troca era necessária
O novo universo de Gunn precisa se afastar cronologicamente do antigo DCEU para evitar confusões.
A substituição da Liga pela Justice Gang funciona como sinal de que a cronologia anterior foi, de fato, encerrada.
Trailer de Supergirl confirma status de heroína
O trailer de Supergirl abre com um jornal noticiando um salvamento de gatos, creditado a Kara.
Embora o feito pareça pequeno perto dos atos de Superman, ele comprova que ela já age como heroína na Terra — apenas prefere a discrição.
A produção também mostra que Kara foge para planetas com sol vermelho para festejar, aproveitando a ausência de superpoderes nesses mundos.
Essa dualidade justifica a percepção de que ela não é tão engajada quanto Clark Kent, mas deixa claro que seu senso de responsabilidade existe.
Pequenos detalhes fazem grande diferença
A manchete sobre o resgate de gatos, mostrada durante dois segundos, oferece contexto suficiente para validar sua inclusão em Peacemaker.
Mesmo discretos, esses frames reforçam a ideia de que Kara não é uma desconhecida entre os heróis do DCU.
Imagem: Imagem: Divulgação
Por que a presença de Kara agora faz sentido
Com o trailer, fica evidente que Superman reconhece e, até certo ponto, aceita o estilo de vida despreocupado da prima.
Se Clark sabe que ela ajuda a salvar vidas — ainda que em menor escala — faz todo o sentido convidá-la para missões junto à Justice Gang.
Além disso, a integração de Supergirl neste time permite que o público se acostume com a heroína antes de seu filme solo em 26 de junho de 2026.
Assim, o DCU constrói coesão e prepara terreno para futuras tramas, algo essencial para o sucesso de uma franquia interconectada.
O que esperar de Supergirl no DCU
A sinopse oficial indica que o longa mostrará a jornada de Kara em busca de propósito, dividida entre a festa e a responsabilidade.
A direção de Craig Gillespie e o roteiro de Ana Nogueira devem explorar esse contraste, oferecendo peças que faltavam para entender sua personalidade.
Outro ponto de atenção é a presença de Lobo, vivido por Jason Momoa, prometendo ação intensa e humor sarcástico.
Sua inclusão sugere que Supergirl precisará assumir, de vez, o papel de protetora da Terra, elevando o impacto do trailer de Supergirl a um patamar mais épico.
Para nós, no 365 Filmes, a estratégia lembra a fase inicial do MCU, quando personagens eram apresentados em participações especiais antes de brilhar em produções próprias.
Seguindo essa lógica, é plausível que Kara apareça novamente em Peacemaker ou em Superman antes de estrelar sua aventura solo.
Calendário já definido
Supergirl estreia em 26 de junho de 2026, com Milly Alcock no papel principal.
Até lá, os fãs devem ficar atentos a novas aparições da heroína e a mais pistas sobre a Justice Gang em séries e filmes futuros.
Enquanto isso, o trailer de Supergirl segue rendendo debates sobre poder, responsabilidade e vida pessoal — temas clássicos dos quadrinhos que, agora, ganham nova roupagem no cinema.
