O Superman dirigido por James Gunn conquistou crítica e público pelo espetáculo visual e pela mensagem de esperança, mas um novo debate destaca outro ponto forte do longa. De acordo com o terapeuta licenciado Jonathan Decker, a versão interpretada por David Corenswet representa um exemplo claro de masculinidade não tóxica.
Em participação no canal Cinema Therapy, Decker analisou as escolhas do diretor e explicou como os pequenos gestos de Clark Kent reforçam um comportamento saudável, distante de agressividade gratuita. A seguir, veja o que torna o herói de Gunn tão especial — e por que isso repercute além das telas.
Diálogo aberto com Lois Lane fortalece o conceito
Para Jonathan Decker, tudo começa na forma como Clark lida com Lois Lane, vivida por Rachel Brosnahan. Durante uma conversa íntima, o repórter revela sentimentos sem rodeios, permitindo que Lois compreenda exatamente “onde ele está” emocionalmente. Esse jogo aberto, diz o especialista, cria segurança para que a personagem também explore o que sente, sem medo de suposições ou manipulações.
Segundo Decker, muitos super-heróis caem na armadilha de esconder emoções para parecer fortes. Já o Superman de James Gunn quebra esse estereótipo ao mostrar que vulnerabilidade e honestidade são parte da força. Esse traço, reforçado em diferentes cenas, ajuda a construir uma figura de masculinidade não tóxica — aspecto fundamental para o sucesso da narrativa.
Natureza versus criação: o papel dos Kents
Outro ponto citado no programa envolve a origem dos valores do protagonista. “Seus poderes vêm de Krypton, mas a gentileza vem de Jonathan e Martha Kent”, resume o terapeuta. Ou seja, a educação recebida em Smallville molda o senso de empatia e respeito à vida humana, qualidades que diferenciam o personagem de outras interpretações recentes.
Essa combinação de origem alienígena com criação terráquea reforça o conceito de que masculinidade saudável é aprendida. Para Decker, o longa mostra que homens podem — e devem — desenvolver compaixão, independentemente do ambiente ou da força física que possuam.
Lutas defensivas, nunca ofensivas
Mesmo nas sequências de ação, a ideia de masculinidade não tóxica permanece. Decker destaca que o herói só parte para a briga quando esgotam-se as alternativas pacíficas. “A masculinidade saudável, em termos de combate, é defensiva, não agressiva”, explica o terapeuta. Essa postura aparece em momentos cruciais, nos quais Clark evita iniciar conflitos e age apenas para proteger inocentes.
Imagem: Imagem: Divulgação
Para o público, essa escolha narrativa reforça a mensagem de que coragem não se mede pela disposição de atacar, mas pela capacidade de defender. É um ponto de contraste direto com versões mais sombrias — como a vista na fase de Zack Snyder — e ajuda o filme a se conectar com espectadores que buscam heroísmo inspirador.
Recepção calorosa confirma a aposta de James Gunn
Os números comprovam o impacto positivo. No Rotten Tomatoes, o longa alcançou 83% de aprovação da crítica e impressionantes 90% no Popcornmeter, indicador baseado nas notas do público. Em bilheteria, foram US$ 615 milhões mundialmente, performance suficiente para garantir a continuação Man of Tomorrow, já confirmada para 2027 com roteiro e direção do próprio Gunn.
Em meio a elogios aos efeitos visuais coloridos e ao elenco, muitos comentários ressaltaram exatamente o tom mais leve e esperançoso de Clark Kent. Para o site 365 Filmes, que acompanha de perto lançamentos de super-heróis, essa combinação de espetáculo e mensagem positiva ajuda a explicar o boca a boca favorável.
Próximos passos no DCU: Supergirl em 2026
Com Superman deixando o palco principal, a próxima grande estreia do DCU será Supergirl, estrelada por Milly Alcock e dirigida por Craig Gillespie. A personagem foi apresentada no final do longa de Gunn com atitude rebelde e distante da gentileza de Clark. Embora ainda faltem detalhes de enredo, a expectativa é de que o filme explore outra faceta do universo, oferecendo contraste à masculinidade não tóxica exibida até aqui.
Já para Corenswet, o futuro reserva novos desafios em Man of Tomorrow. Ainda sem sinopse, o projeto deve manter o herói como farol de esperança e, segundo especialistas, continuar a discutir modelos positivos de comportamento masculino. Fãs ansiosos podem ficar tranquilos: tudo indica que o Superman de James Gunn seguirá voando alto — e dando exemplo dentro e fora das telas.
Resumo dos principais pontos
- Terapeuta Jonathan Decker classifica o Superman de Gunn como exemplo de masculinidade não tóxica.
- Honestidade com Lois Lane e respeito à vida humana reforçam valores saudáveis.
- Lutas acontecem apenas em defesa de inocentes, evitando agressividade gratuita.
- Filme soma 83% de aprovação da crítica e 90% do público, com bilheteria de US$ 615 milhões.
- Sequência Man of Tomorrow chega em 2027; Supergirl estreia em 2026 com tom diferente.
