O fim de semana chegou e, com ele, uma enxurrada de lançamentos nos cinemas e nas plataformas de streaming. Para ajudar a separar joias de possíveis armadilhas, reunimos as principais críticas publicadas nos últimos dias. O panorama inclui desde blockbusters aguardados a produções independentes que podem surpreender.
Nesta rodada, a equipe de críticos apontou qualidades e tropeços em 14 títulos, entre eles a montagem completa de Kill Bill, o remake Silent Night, Deadly Night e o aniversário de 25 anos do Grinch estrelado por Jim Carrey. Antes de dar o play, confira o resumo a seguir e descubra se vale investir seu tempo.
Kill Bill: The Whole Bloody Affair
Quase 20 anos após a estreia dos volumes originais, a versão unificada de Quentin Tarantino volta às telonas. Embora seja divertido rever a saga de vingança em tela grande, os trechos inéditos soam acessórios diante da montagem que o público já conhecia. O espetáculo sangrento mantém vigor, mas dificilmente redefine a experiência.
Se você busca curiosidades adicionais e é fã inveterado do diretor, poderá encontrar motivos para comprar ingresso. Caso contrário, a edição anteriormente disponibilizada continua a oferecer a narrativa enxuta e eficaz que conquistou plateias no início dos anos 2000.
Silent Night, Deadly Night
O terror natalino ganhou nova roupagem. Segundo a crítica, o longa acerta quando abraça o caráter trash da premissa – um Papai Noel assassino –, mas perde força ao tentar soar excessivamente sério. O clima camp, elemento essencial da obra original, aparece em lampejos, mostrando onde o diretor John Woo Nelson se sente mais confortável.
Para fãs do gênero slasher e espíritos natalinos pouco convencionais, a sessão rende risadas e sustos despretensiosos. Quem busca terror mais polido pode estranhar o tom oscilante.
Ella McCay
Descrito como caótico, desconexo e, pior, artificial, o novo drama não convenceu. A crítica observou falta de autenticidade onde obras semelhantes encontraram identificação realista com o público. Se anteriores do gênero trataram temas delicados de forma crua e honesta, Ella McCay tropeça ao tentar equilibrar humor e emoção.
Apesar do elenco esforçado, a produção não sustenta o peso das próprias ambições e acaba soando forçada.
Como o Grinch Roubou o Natal – 25 Anos
O live-action dirigido por Ron Howard, estrelado por Jim Carrey, completa um quarto de século com status cult. A crítica aponta que a popularidade do filme existe justamente por abraçar suas esquisitices – maquiagem exagerada, cenários coloridos e a performance caricata de Carrey.
Reassistir ao longa pode reacender memórias nostálgicas e evidenciar o risco criativo que Hollywood tomou na época ao lançar uma fantasia tão peculiar.
Merv
Com 105 minutos que, de acordo com o crítico, parecem intermináveis, Merv sofre por ritmo arrastado. Os protagonistas se esforçam para elevar um material considerado “brutalmente entediante”, mas nem sempre conseguem.
O resultado é um drama que, apesar de boa vontade do elenco, carece de dinamismo para manter o interesse.
Serious People
A trama acompanha Miguel, que conquista espaço social ao se apresentar como alguém “sério”. O roteiro explora a forma como a fachada pode, por acaso, transformar-se em realidade. O ponto alto está na observação de comportamentos e na crítica social embutida.
Para quem curte estudos de personagem, há camadas interessantes, embora o ritmo contemplativo possa não agradar a todo mundo.
Atropia
A sátira romântica ambientada em uma base militar entrega boas risadas graças, principalmente, ao desempenho de Alia Shawkat. Quando o texto falha em reforçar suas camadas, a atriz assume o peso emocional e sustenta a comédia.
É a escolha ideal para quem procura humor inteligente – ainda que levemente anárquico – somado a comentários sobre a vida militar.
Rosemead
Lucy Liu brilha ao interpretar uma mãe que, tomada pelo desespero, faz tudo para ajudar a filha. A crítica ressalta a combinação de dedicação feroz e ternura, que eleva o drama além de sua premissa trágica.
Imagem: Imagem: Divulgação
Se o tema é pesado, a atuação da atriz oferece humanidade suficiente para manter a plateia engajada.
Brokeback Mountain – 20 Anos
Duas décadas depois, o impacto cultural do romance dirigido por Ang Lee ainda gera debate. Para o crítico, enquanto a influência sobre o público LGBTQIA+ pode variar de acordo com experiências individuais, seu legado cinematográfico permanece incontestável.
Rever o longa ajuda a medir o quanto Hollywood evoluiu – ou não – no retrato de histórias de amor queer.
One More Shot
Baseado em premissa de “dia sem fim”, o filme pula rapidamente a fase de descobertas divertidas da protagonista. Sem espaço para hedonismo ou ironia, acaba transmitindo pouco prazer à plateia.
O roteiro, que poderia explorar o loop temporal de forma criativa, fica aquém do esperado, resultando numa experiência monótona.
The Mother, The Menacer, and Me
A comédia aposta em piadas amplas e referências locais de Wisconsin. Quem conhece o estado pode achar graça de sotaques e cadeias de fast-food citadas, mas parte do humor pode se perder para quem não compartilha desse repertório regional.
Ainda assim, há momentos divertidos que remetem a sitcoms clássicas, especialmente nos diálogos rápidos.
Europe’s New Faces
O diretor Abbas compõe quadros marcantes ao retratar personagens confinados em paredes decadentes. O visual detalhado oferece sensação tátil, fortalecendo a atmosfera opressiva.
Visualmente impressionante, o filme sustenta-se mais na estética do que na narrativa, mas merece atenção de quem valoriza fotografia estilizada.
Lone Samurai
A crítica aponta que o longa funcionaria melhor como drama de sobrevivência, à la Náufrago. A primeira parte — tranquila e contemplativa — constrói beleza que se perde quando a violência domina os dois terços finais.
A quebra tonal dilui a majestade conquistada, tornando o resultado desigual.
Bi Gan’s Resurrection
Fotografado por Dong Jinsong, colaborador de Long Day’s Journey Into Night, Resurrection figura entre os filmes mais belos do ano. A estética refinada de Bi Gan permanece intacta, combinando longos planos e cores hipnóticas.
Para quem aprecia cinema autoral, é uma experiência visual imperdível, mesmo que a narrativa enigmática exija paciência.
O que vale o seu tempo?
No panorama geral, fãs de Tarantino encontrarão valor em Kill Bill: The Whole Bloody Affair, embora sem grande revolução. Quem busca terror descompromissado pode se divertir com Silent Night, Deadly Night, enquanto apreciadores de fotografia sofisticada têm em Resurrection uma aposta certeira.
A equipe do 365 Filmes segue de olho nas próximas críticas de filmes da semana. Fique atento às atualizações e escolha sua próxima sessão com segurança.
