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    Cinema

    Ridley Scott diz que G.I. Jane supera Thelma & Louise como filme pró-mulher

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimdezembro 30, 2025Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    Ridley Scott voltou a mexer com a comunidade cinéfila ao comparar dois de seus próprios trabalhos. Durante conversa publicada no Letterboxd, o cineasta garantiu que G.I. Jane, de 1997, é “o melhor filme pró-mulher já feito”, superando inclusive o cultuado Thelma & Louise, de 1991.

    A declaração surpreende porque Thelma & Louise é celebrado há mais de três décadas como marco feminista, indicado a seis Oscars e preservado pelo National Film Registry. Já G.I. Jane recebeu acolhida morna da crítica e rendeu a Demi Moore até um Framboesa de Ouro.

    O que Ridley Scott realmente disse

    Na entrevista, Scott elogiou a ideia central de The Substance, terror estrelado por Demi Moore que chega aos cinemas em 2024, mas criticou o desfecho do longa. Em seguida, usou G.I. Jane como exemplo de narrativa que, segundo ele, coloca uma mulher no centro de um conflito duro sem perder o controle do tom.

    “Acho que fizemos um filme muito, muito bom com G.I. Jane. Honestamente, é o melhor filme pró-mulher já realizado, melhor que Thelma & Louise”, resumiu o diretor. Ele também destacou a antagonista interpretada por Anne Bancroft como ponto forte da produção militar.

    Por que a comparação chama atenção

    Thelma & Louise, protagonizado por Geena Davis e Susan Sarandon, figura em listas de obras inspiradoras do American Film Institute e mantém 87% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. A dupla de amigas decide cruzar os Estados Unidos e acaba virando foragida após enfrentar violência masculina.

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    No lado oposto, G.I. Jane acompanha a tenente Jordan O’Neil, primeira mulher a tentar ingressar nos Navy SEALs. A proposta de Scott é mostrar superação física e mental dentro de um sistema militar dominado por homens. O filme, porém, exibe 55% de aprovação crítica e não recebeu indicações ao Oscar.

    Recepção do público

    Mesmo décadas depois, as pontuações contrastantes continuam: Thelma & Louise ostenta 82% de aprovação popular, enquanto G.I. Jane permanece na casa dos 53%. Esses números ajudam a explicar o espanto com a autoproclamação de Scott.

    Entenda o histórico dos dois longas

    Thelma & Louise estreou em 24 de maio de 1991, com 130 minutos de duração. A roteirista Callie Khouri levou o Oscar de Melhor Roteiro Original, e o longa entrou em 2016 para o acervo histórico da Biblioteca do Congresso norte-americano.

    G.I. Jane chegou aos cinemas em 22 de agosto de 1997, totalizando 125 minutos. Demi Moore interpretou Jordan O’Neil ao lado de Viggo Mortensen, que vive o comandante John James Urgayle. Na temporada de prêmios, o filme saiu de mãos vazias, exceto pelo indesejado Razzie entregue à atriz.

    Diferenças de abordagem feminista

    Enquanto Thelma & Louise retrata mulheres rompendo regras sociais e fugindo de punições patriarcais, G.I. Jane foca na tentativa de conquistar espaço dentro de uma instituição rígida. Para Scott, a vitória de O’Neil dentro do sistema representa mensagem ainda mais potente de igualdade.

    Ridley Scott diz que G.I. Jane supera Thelma & Louise como filme pró-mulher - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Reação de fãs e críticos

    Nas redes, usuários destacaram a ousadia do diretor em desvalorizar um filme que ele mesmo considera um dos melhores da carreira. Alguns cinéfilos lembraram que Thelma & Louise foi pioneiro ao colocar duas mulheres em papéis de complexidade moral dentro de um road movie policial.

    Outros defenderam G.I. Jane como obra à frente de seu tempo ao discutir a presença feminina nas Forças Armadas. A fala de Scott reaqueceu o debate sobre feminismo no cinema e os critérios que definem o que seria um “filme pró-mulher”.

    O impacto no legado do diretor

    Conhecido por clássicos como Blade Runner e Gladiador, Ridley Scott construiu reputação de franqueza em entrevistas. Ainda assim, a comparação direta entre dois trabalhos próprios reforça a imagem de cineasta que não tem medo de reavaliar a própria filmografia.

    Detalhes técnicos que sustentam a polêmica

    Nos bastidores de G.I. Jane, Demi Moore raspou a cabeça e passou por treinamento físico intenso, algo raríssimo para atrizes na época. O realismo dessas sequências é constantemente citado por Scott como prova de comprometimento.

    No entanto, críticos sugerem que a mensagem se perde em clichês de filmes de guerra. Já Thelma & Louise equilibra ação, drama criminal e sarcasmo, resultando em final icônico que virou símbolo de liberdade feminina.

    Dados de bilheteria

    Thelma & Louise arrecadou cerca de 45 milhões de dólares nos Estados Unidos, valor robusto para produção de médio orçamento. G.I. Jane somou 48 milhões, mas seu custo mais alto fez o resultado parecer modesto, influenciando a percepção negativa na época.

    Novos capítulos podem vir aí

    Embora Scott não tenha anunciado projetos semelhantes, ele segue divulgando Napoleão, previsto para 2024. A repercussão de suas palavras já impulsiona discussões sobre possível relançamento de G.I. Jane em streaming, estratégia que muitas plataformas adotam quando um título volta à pauta.

    Para os leitores do 365 Filmes, a controvérsia serve como convite a revisitar ambos os longas e formar opinião própria sobre qual deles entrega mensagem feminista mais eficaz.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Matheus Amorim
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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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