Um único dia bastou para que o remake live-action de How to Train Your Dragon chegasse ao primeiro lugar do ranking da Netflix nos Estados Unidos. O longa, lançado nos cinemas em 2025, desembarcou no catálogo norte-americano esta semana e imediatamente superou produções consagradas na plataforma.
A ascensão meteórica confirma o bom momento da carreira de Gerard Butler, que volta ao papel de Stoick, agora em carne e osso, depois de tê-lo dublado na animação da DreamWorks. Com bilheteria global de 636 milhões de dólares e aprovação maciça do público, o filme consolida o fôlego da franquia antes mesmo da estreia do segundo capítulo, marcada para 11 de junho de 2027.
Do cinema para o streaming: trajetória meteórica do remake live-action
Lançado em 13 de junho de 2025, o remake live-action de How to Train Your Dragon nasceu cercado de expectativas: era a primeira animação da DreamWorks a ganhar versão com atores. O investimento de 150 milhões de dólares foi compensado rapidamente pela bilheteria robusta, que ultrapassou a marca de 600 milhões em todo o mundo.
No streaming, o desempenho manteve o ritmo. Dados do site de monitoramento FlixPatrol indicam que, apenas 24 horas após a chegada ao catálogo norte-americano da Netflix, o longa assumiu o posto de título mais visto. O feito repete a façanha de outras produções estreladas por Butler, como Copshop, subestimado thriller de 2021 que surpreendeu ao encontrar uma segunda vida nas plataformas digitais.
Atuação de Gerard Butler: força paterna em carne e osso
Gerard Butler assume Stoick, o chefe viking que precisa equilibrar a rigidez de líder com o afeto pelo filho Hiccup. Na animação de 2010, a voz grave do ator já definia a personalidade do personagem. No live-action, Butler adiciona gestual e presença física, tornando Stoick mais vulnerável e, ao mesmo tempo, mais imponente.
A química com Mason Thames, intérprete de Hiccup, sustenta cenas-chave, em especial nos conflitos sobre a convivência pacífica com dragões. A dinâmica lembra outras duplas recentes em que o choque de gerações impulsiona a dramaturgia, caso de Nicolas Cage e Alex Wolff no drama Pig. Butler, porém, evita a introspecção extrema e aposta em nuances de humor seco, o que aproxima o público mais jovem.
Direção e roteiro: Dean DeBlois revisita o próprio clássico
Responsável pela animação original e por todo o desenho narrativo da trilogia, Dean DeBlois retorna como diretor e roteirista. A decisão garantiu fidelidade ao material de origem, elemento amplamente elogiado por críticos e fãs. Em vez de reinventar a roda, DeBlois opta por realçar detalhes que a animação, limitada pela estética cartoon, não poderia explorar.
Imagem: Imagem: Divulgação
A ambientação na ilha de Berk ganha textura: vilarejos construídos em cenários reais, figurinos de couro envelhecido e próteses elaboradas nos dragões. Mesmo com CGI prevalecendo em boa parte das sequências de voo, a fotografia valoriza luz natural, solução lembrada em discussões sobre realismo fantástico, como ocorre no thriller High Life. A trilha de John Powell, regravada com orquestra maior, mantém os temas épicos, mas ajusta compassos para reforçar a sensação de aventura live-action.
Recepção crítica e números que impressionam
No Rotten Tomatoes, o remake live-action de How to Train Your Dragon exibe 77% de aprovação da crítica e 97% junto ao público, indicador de rara convergência entre especialistas e fãs. A pontuação elevada reflete a combinação de fatores: fidelidade narrativa, escala de produção e elenco afinado.
Gerard Butler divide os holofotes com Mason Thames e Nico Parker, que interpreta Astrid. O trio sustenta cenas dramáticas sem sacrificar a leveza, algo que lembra a solvência de roteiro celebrada em Sicario. O resultado é um filme de 125 minutos que equilibra tensão, humor e aventura, mantendo o ritmo necessário para prender diferentes faixas etárias.
Vale a pena assistir ao remake live-action de How to Train Your Dragon?
Para quem se apaixonou pela animação de 2010, o remake live-action oferece uma experiência nostálgica, porém revitalizada por performances carregadas de carisma. A força dramática de Gerard Butler sobressai, mas não ofusca o protagonismo juvenil de Mason Thames. O olhar de Dean DeBlois garante coesão, e o resultado final justifica a rápida escalada ao topo da Netflix. Para os leitores do 365 Filmes, trata-se de uma aventura familiar que cumpre o que promete e ainda pavimenta terreno sólido para a já confirmada sequência de 2027.
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