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    Cinema

    Produtor revela por que o filme Wicked levou 30 anos para sair do papel

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimnovembro 18, 2025Nenhum comentário4 Minutos de leitura
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    Duas décadas após dominar a Broadway, Wicked finalmente ganha versão cinematográfica — e não será apenas um longa, mas dois. Ainda assim, a pergunta permanece: por que essa adaptação levou tanto tempo?

    O produtor Marc Platt, nome por trás do musical e dos filmes, explicou o caminho tortuoso que começou em 1995, passou pelo sucesso nos palcos em 2003 e só chegará às telonas em 2024 e 2025. A seguir, entenda todos os motivos dessa espera.

    Da leitura do livro ao desejo de filmar

    Platt conheceu a história em 1995, ao ler o romance Wicked, de Gregory Maguire, que reconta O Mágico de Oz pela ótica da Bruxa Má do Oeste, Elphaba. Naquele momento, segundo o produtor, já surgiu a ideia de levar a trama diretamente para o cinema. A possibilidade de revisitar Oz, construir novos cenários e dar profundidade aos personagens parecia “pura linguagem cinematográfica”.

    Entretanto, pouco depois, o compositor Stephen Schwartz propôs transformar a obra em musical. Para Platt, a proposta fez sentido imediato: ele acreditava que “Oz é um mundo que quer cantar” e, como o filme de 1939 ficou marcado pelos números musicais, adaptar a narrativa em formato de palco soava natural.

    O musical vira fenômeno e muda os planos

    Com a estreia na Broadway em 2003, Wicked estourou: plateias lotadas, prêmios e turnês internacionais consolidaram a produção. A partir daí, o foco de Platt voltou-se aos palcos, e a ideia do filme ficou em segundo plano. “Deixei a versão cinematográfica para trás porque o espetáculo estava funcionando muito bem”, contou.

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    Para o produtor, a espera era estratégica. Ele preferia que o público do musical se ampliasse antes de revisitar a história no cinema, evitando comparações desfavoráveis ou saturação. Além disso, Platt queria aprimorar as próprias habilidades na sétima arte: nos anos seguintes, ele assinou sucessos como La La Land e O Retorno de Mary Poppins, experiência que considerou fundamental para assumir o desafio de filmar Wicked.

    Por que dividir o filme Wicked em duas partes?

    Quando o sinal verde finalmente chegou, outra decisão marcante apareceu: transformar o espetáculo de dois atos em duas produções. A primeira, Wicked, estreia em 22 de novembro de 2024; a segunda, Wicked: For Good, chega em 21 de novembro de 2025. Cada longa corresponde a um ato do musical, permitindo que a história respire e que as canções sejam mantidas sem cortes drásticos.

    Platt ressaltou que, em um musical filmado, o público precisa entender o que os personagens sentem tanto quanto o que eles dizem. “Num palco, Elphaba pode cantar para o universo e, em seguida, revelar ao público o que realmente se passa dentro dela. No cinema, essa dualidade também precisa de tempo para acontecer”, explicou.

    Produtor revela por que o filme Wicked levou 30 anos para sair do papel - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Elenco estelar e direção de Jon M. Chu

    A hesitação do produtor terminou quando Jon M. Chu, de Em um Bairro de Nova York, manifestou interesse em dirigir. Para Platt, esse foi “o telefonema definitivo”. O diretor deu sinal de que desejava preservar a essência teatral e, ao mesmo tempo, usar recursos de efeito visual para ampliar a fantasia de Oz.

    O elenco escolhido reforça a aposta no apelo popular: Cynthia Erivo vive Elphaba, enquanto Ariana Grande interpreta Glinda. Jonathan Bailey, Michelle Yeoh, Marissa Bode, Ethan Slater e Jeff Goldblum completam o time, que reúne nomes premiados da música pop, do teatro e do cinema.

    Detalhes de produção e dados oficiais

    • Wicked (2024): classificação PG, 160 minutos de duração, distribuição da Universal Pictures.
    • Wicked: For Good (2025): classificação PG, 137 minutos, mesma distribuidora.

    Ambos os longas pertencem aos gêneros aventura, fantasia e musical — no caso da parte final, há também drama e romance. O objetivo é encerrar a saga cinematográfica replicando o impacto que o musical tem no teatro.

    O legado de Wicked e a expectativa do público

    Hoje, quase 30 anos após a publicação do livro, Wicked soma fãs de várias gerações. Quem descobriu a trama no romance, quem se encantou nos palcos e quem só conhece as canções pela internet verá agora a história em uma escala inédita. Com a chegada às salas de cinema, a franquia pode alcançar um público ainda maior, impulsionando, inclusive, novas montagens ao redor do mundo.

    No portal 365 Filmes, a expectativa é que o filme Wicked lidere buscas sobre musicais em 2024, impulsionado pela popularidade de Ariana Grande e pelo fator nostalgia da obra original de L. Frank Baum. Se a recepção se mantiver positiva, a divisão em duas partes deve validar a longa espera encabeçada por Marc Platt.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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