Hollywood está repleta de sagas de super-herói, mas nem todas nasceram com a ambição de conquistar bilheterias bilionárias. Alguns títulos, lançados quase à surdina, renderam continuações, séries derivadas e até games sem que o grande público percebesse.
Nesta reportagem do 365 Filmes, reunimos seis filmes de super-herói que viraram franquia de maneira discreta. A lista vai de cults dos anos 1990 a sucessos recentes do streaming, mostrando como roteiristas e estúdios expandiram universos improváveis.
Darkman abriu caminho antes do boom dos heróis
Lançado em 1990, Darkman apresentou o cientista Peyton Westlake (Liam Neeson) em busca de vingança após ser desfigurado. Dirigido por Sam Raimi, o longa custou US$ 16 milhões e ganhou status de cult graças ao tom sombrio e aos efeitos práticos.
O que poucos lembram é que a história rendeu duas continuações direto para vídeo: Darkman II: The Return of Durant (1995) e Darkman III: Die Darkman Die (1996), ambas com Arnold Vosloo no papel-título. A franquia ainda gerou HQ pela Marvel, romances, jogo eletrônico e um piloto de TV não exibido.
Chronicle promete sequência feminina
Chronicle (2012) conquistou o público ao misturar found footage com drama adolescente. Dirigido por Josh Trank por US$ 15 milhões, o filme acompanha três colegas que ganham telecinese, levando a um desfecho trágico.
A Fox encomendou vários roteiros de continuação, mas diferenças criativas adiaram o projeto. Em 2021, o estúdio oficializou um novo filme ambientado 10 anos depois, desta vez com elenco feminino. O plano é manter o realismo e discutir temas como fake news.
The Crow manteve o luto vivo em quatro filmes
Marcado pela morte de Brandon Lee durante as filmagens, The Crow (1994) virou ícone gótico ao mostrar Eric Draven ressuscitando para vingar sua noiva. Custou US$ 23 milhões e uniu terror, noir e ação.
Mesmo completando o arco de vingança, o estúdio lançou três continuações: City of Angels (1996), Salvation (2000) e Wicked Prayer (2005), cada uma com novo protagonista assumindo o manto sobrenatural. A marca também rendeu a série Stairway to Heaven e será reiniciada em 2024 com Bill Skarsgård.
The Toxic Avenger virou herói cult e infantil
Produzido pela Troma em 1984 por apenas US$ 500 mil, The Toxic Avenger mistura gore, humor escrachado e crítica ambiental. O faxineiro Melvin vira o mutante Toxie após cair em tambores de resíduos tóxicos.
Imagem: Imagem: Divulgação
A recepção modesta não impediu três continuações: partes II e III (ambas 1989) e Citizen Toxie (2000). Surpreendentemente, Toxie ganhou desenho infantil (Toxic Crusaders), videogames, linha de brinquedos e até musical de rock em 2008. Um remake estrelado por Peter Dinklage está a caminho, provando a força da franquia.
The Boys já sustenta universo compartilhado
Lançada pela Prime Video em 2019, The Boys satiriza o culto aos superpoderosos ao mostrar corporações controlando heróis corruptos. A série de Eric Kripke logo se tornou um dos filmes de super-herói que viraram franquia — no caso, uma série com múltiplas ramificações.
Além das quatro temporadas do programa principal, o universo inclui a animação Diabolical, o spin-off universitário Gen V, projetos anunciados como Vought Rising e The Boys: Mexico, além de webséries e podcast diegético. A expansão destaca a demanda por narrativas mais ácidas no gênero.
Batman: The Animated Series criou seu próprio cânone
Exibida entre 1992 e 1995, Batman: The Animated Series redefiniu o Cavaleiro das Trevas na TV com traço expressionista e roteiros adultos. O sucesso impulsionou duas continuações diretas — The New Batman Adventures e Batman Beyond — dentro de uma mesma cronologia.
O universo animado gerou filmes como Mask of the Phantasm (cinema) e Mr. Freeze: SubZero (home video), além de jogos (Batman: Vengeance, Rise of Sin Tzu) e HQs como The Batman Adventures e The Adventures Continue, lançada em 2020. Hoje, skins e referências aparecem em títulos modernos, consolidando sua influência.
Por que essas produções cresceram discretamente?
Baixos orçamentos, lançamentos direto para vídeo e público de nicho explicam como muitos filmes de super-herói que viraram franquia evoluíram longe dos holofotes. A estratégia permitiu testar formatos, manter direitos autorais e ampliar o alcance a novas mídias.
Cada caso mostra que uma boa mitologia — mesmo sem cifras de blockbuster — pode sustentar continuidades extensas. E o público, sempre curioso, continua descobrindo esses universos escondidos.
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