O universo Invocação do Mal vai ganhar mais um capítulo antes dos eventos originais. A New Line oficializou o desenvolvimento de um novo prelúdio, motivada pelos números fortes de bilheteria de Last Rites.
Rodrigue Huart, cineasta francês conhecido nos festivais de gênero, está em negociação para assumir a direção. Caso assine, será a primeira vez desde 2019 que um filme da saga não fica nas mãos de Michael Chaves.
Diretor premiado negocia comando do próximo prelúdio de Invocação do Mal
Huart ganhou visibilidade depois de conquistar o Midnight Short Jury Award no SXSW 2024 com o curta Transylvanie, centrado em vampiros. Ele também exibiu Trigger e Real no Fantasia 2024, combinando found footage e horror digital, estilos que chamaram atenção de estúdios.
O currículo recente abriu portas em Hollywood; em junho, a Paramount adquiriu o roteiro Suffer Little Children, releitura do longa espanhol Who Can Kill a Child? (1976), que terá direção do próprio Huart e produção de Walter Hamada. Essa ligação com Hamada, executivo envolvido em diversos filmes da franquia Invocação do Mal, pesou para colocá-lo na mira da New Line.
Bilheteria de Last Rites impulsiona novo projeto
Last Rites encerrou o arco da família Warren e, mesmo sem os rostos conhecidos de Patrick Wilson e Vera Farmiga para o futuro, ultrapassou a marca de 500 milhões de dólares no mundo. O resultado convenceu a Warner Bros. a manter o ímpeto da série de terror.
Com a confirmação de que o prelúdio de Invocação do Mal é “filme em andamento”, o estúdio sinaliza confiança no potencial do universo sem depender da participação de James Wan, criador da saga. Relatos apontam a saída de Wan por divergências salariais, mas a propriedade intelectual segue forte, apoiada nos spin-offs e no histórico de bilheterias.
Quem é Rodrigue Huart no terror contemporâneo
Nascido na França, Huart fez carreira curta, porém consistente, no circuito de curtas-metragens. Seu trabalho destaca-se pela atmosfera sombria e pelo uso criativo de tecnologias de captura de imagem, elementos que poderão agregar frescor ao prelúdio de Invocação do Mal.
Imagem: Imagem: Divulgação
Além das premiações, o diretor carrega o respaldo de Hamada, produtor executivo de Invocação do Mal (2013), Annabelle (2014), Invocação do Mal 2 (2016), Annabelle: Creation (2017) e A Freira (2018). A parceria entre ambos sugere continuidade no padrão de produção que fez a franquia chegar ao posto de uma das mais lucrativas do horror.
Como o prelúdio se encaixa no universo de Invocação do Mal
A trama ainda não foi divulgada, mas a escolha de um prelúdio permite revisitar eventos anteriores aos filmes centrais, mantendo viva a marca sem contrariar o desfecho de Last Rites. A estratégia repete o que já ocorreu com Annabelle e A Freira, derivando histórias de objetos ou personagens vistos de relance nos longas principais.
Também será a oportunidade de introduzir novos sustos e ampliar a cronologia, algo considerado essencial para manter o interesse dos fãs e atrair público que chega agora à série via streaming ou exibições em TV.
Mudança de bastão na direção
Se Huart confirmar sua participação, a franquia terá seu primeiro filme fora da supervisão direta de Michael Chaves desde Annabelle Comes Home (2019). Chaves comandou Invocação do Mal: A Ordem do Demônio (2021), A Freira II (2023) e Last Rites. A troca sinaliza desejo de renovação estética, mas sem abrir mão da atmosfera de terror sobrenatural que caracteriza a marca.
Os próximos passos incluem assinatura de contrato, definição de elenco e escolha de locações. Enquanto isso, fãs podem aguardar mais detalhes sobre o enredo e a data de início das filmagens. O site 365 Filmes seguirá acompanhando cada novidade sobre o prelúdio de Invocação do Mal.
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