A 98ª edição do Oscar, marcada para 15 de março de 2026 em Los Angeles, já se desenha como uma das mais competitivas dos últimos anos. Entre os destaques, a categoria de Canção Original chama atenção pela quantidade de sucessos populares que podem atrair o público para a transmissão.
Depois de ter cortado todas as apresentações musicais na cerimônia passada, a Academia enfrenta agora forte pressão para recolocar os números ao vivo no palco. A repercussão de hits como Golden, do filme de animação KPop Demon Hunters, promete transformar o segmento em um dos momentos mais aguardados da noite.
Competição pela Canção Original aquece a temporada
A lista de possíveis indicados é extensa e repleta de títulos já conhecidos do público. Golden, interpretada por Ejae e Audrey Nuna em KPop Demon Hunters, dominou emissoras de rádio durante 2025 e se tornou fenômeno global. Dois temas de Wicked: For Good, No Place Like Home e The Girl in the Bubble, também despontam como favoritos, impulsionados pelo enorme sucesso de bilheteria da adaptação do clássico musical da Broadway.
Outra forte candidata é I Lied to You, power ballad que embala momento crucial de Sinners. O quadro ainda inclui Highest 2 Lowest, de Aiyana-Lee para o longa homônimo de Spike Lee; Dream As One, na voz de Miley Cyrus para Avatar: Fire and Ash; e Dear Me, composta por Diane Warren para o documentário Diane Warren: Relentless. Não há sinal de folga: qualquer combinação de votantes pode resultar em uma disputa acirradíssima.
Por que as performances desapareceram no ano passado
Na 97ª cerimônia, a Academia optou por substituir os tradicionais números musicais por curtos vídeos que destacavam equipes de composição. O espaço liberado serviu para homenagens a bombeiros e equipes de resgate que atuaram nos incêndios florestais que devastaram a região de Los Angeles em 2024.
A decisão, ainda que elogiada pela sensibilidade, gerou críticas de espectadores e da imprensa especializada. As canções concorrentes não tiveram a mesma vitrine que normalmente impulsiona audições, vendas e streaming. Para o público, faltou o respiro lúdico que costuma interromper discursos e premiações técnicas, tornando o show mais dinâmico.
Impacto das apresentações no público e na audiência
Momentos musicais históricos mostram a força do formato. Lady Gaga e Bradley Cooper cantando Shallow em 2019 virou hit instantâneo nas redes. Já em 2024, Ryan Gosling levou o público ao delírio com I Am Ken, de Barbie. Esses clipes viralizados ajudam a manter o Oscar em evidência e a renovar o interesse de faixas etárias mais jovens.
Imagem: Imagem: Divulgação
Para a edição de 2026, analistas de audiência apontam que a volta das performances ao vivo pode ampliar o alcance do evento em mercados internacionais, sobretudo na Ásia, onde o K-Pop tem base de fãs gigantesca. Sites como 365 Filmes reforçam que a categoria de Canção Original, quando exibida no palco, garante picos de audiência e engajamento social.
Nomes e músicas que podem subir ao palco
A lista de talentos prontos para se apresentar agrada tanto a cinéfilos quanto a fãs de música. Além de Ejae, Audrey Nuna e Rei Ami, o elenco de KPop Demon Hunters conta com Miles Canton, cuja presença adiciona apelo ao público de doramas. Wicked: For Good traz o peso vocal de Cynthia Erivo e Ariana Grande, ambas com experiência em musicais ao vivo.
Diane Warren, recordista de indicações sem vitória, pode finalmente interpretar Dear Me em rede nacional. Já Miley Cyrus, se confirmada, deve transformar o Dolby Theatre em um show pop de grandes proporções. A diversidade de estilos – do soul ao K-Pop – oferece uma vitrine representativa da indústria musical atual.
Expectativa para a 98ª cerimônia do Oscar
Com transmissão da ABC e informações oficiais disponíveis no site da Academia oscars.org, a 98ª cerimônia terá pouco espaço para erros. A categoria de Canção Original é vista internamente como trunfo para reconquistar plateias que migraram para streaming e redes sociais.
Se a Academia confirmar o retorno das apresentações, o público terá de volta um dos elementos mais vibrantes do evento. Caso contrário, repetirá a polêmica de 2025 e correrá o risco de perder a sinergia única entre cinema e música que sempre definiu o charme do Oscar.
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