Os fãs do musical Wicked podem ter motivos extras para ficar de olho nas telas nos próximos anos. Mesmo antes da estreia de Wicked: For Good, agendada para 2025, duas figuras-chave da franquia revelam que estão examinando possibilidades para expandir o universo criado por Gregory Maguire.
A dupla Stephen Schwartz (responsável pelas canções do espetáculo da Broadway) e Winnie Holzman (que escreveu o libreto original) confirmou que avalia novas histórias. Entretanto, ambos reforçam que qualquer produção só sairá do papel se houver justificativa criativa — não apenas vontade de lucrar.
Schwartz e Holzman buscam “ideia certa” para avançar
Em entrevista recente ao jornalista Rob Ledonne, publicada pelo site The Ankler, Stephen Schwartz contou que, junto com Winnie Holzman, está fazendo “trabalhos preliminares” em um possível longa-metragem derivado. O roteirista e compositor enfatizou que não se trata de uma sequência direta de Wicked: For Good, tampouco da primeira parte, que chega aos cinemas em 2024.
Segundo Schwartz, a aventura de Elphaba e Glinda já parece completa. O interesse atual é investigar outras partes do vasto universo literário criado por Gregory Maguire. O autor, vale lembrar, publicou não apenas o romance Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West (1995), mas também continuações, como Son of a Witch (2005) e A Lion Among Men (2008). Esses livros apresentam personagens e cenários que o grande público ainda não conhece em detalhes.
Não é bem uma sequência, é um “adjunto”
Durante a conversa, Schwartz descreveu a possível produção como um “adjunto” — termo que, na visão do compositor, representa uma narrativa paralela, situada no mesmo cenário, mas focada em protagonistas diferentes. Ele admitiu que, até agora, ninguém propôs enredo suficientemente forte para justificar o investimento de tempo e dinheiro.
Ou seja, a dupla segue aberta a possibilidades, porém mantém postura cautelosa. Se surgir uma trama coerente com o material original, que acrescente algo relevante ao cânone e que empolgue criativamente a equipe, o projeto ganhará corpo. Caso contrário, a ideia permanecerá apenas no estágio de brainstorming.
Desempenho de Wicked: For Good pode influenciar futuro da franquia
Embora o novo derivado ainda seja apenas conversa, o desempenho financeiro de Wicked: For Good certamente terá peso nas decisões de estúdio. Conforme os dados mais recentes, o filme já registrou a melhor arrecadação em sessões de pré-estreia nos Estados Unidos em 2024. Analistas de bilheteria projetam um trajeto que pode alcançar entre 700 milhões e 1,2 bilhão de dólares em receita global.
Se a tendência se confirmar, o apetite do público pelo universo de Oz ganhará ainda mais evidência. Tanto a Universal Pictures quanto os criadores originais devem analisar números, repercussão crítica e engajamento nas redes sociais antes de dar sinal verde a qualquer spin-off.
Repercussão positiva reforça confiança do estúdio
Durante os primeiros testes com plateia, Wicked: For Good recebeu avaliações acima da média, principalmente pela química entre Cynthia Erivo (Elphaba) e Ariana Grande (Glinda). A expectativa é que esse entusiasmo se traduza em forte boca a boca quando o filme chegar às salas comerciais.
Enquanto isso, produtores, investidores e executivos observam atentamente cada métrica de avaliação — de tempo médio de exibição dos trailers no YouTube ao envolvimento em redes sociais como TikTok e Instagram. Cada indicador pode se transformar em argumento favorável, ou não, a uma expansão do universo Wicked.
Imagem: Imagem: Divulgação
O que já se sabe sobre Wicked: For Good
Programado para 2025, Wicked: For Good adapta a segunda metade do musical da Broadway. A narrativa continua imediatamente após os eventos que serão apresentados no filme de 2024 e promete aprofundar tanto o arco de redenção de Elphaba quanto a trajetória de maturidade de Glinda.
Além de Erivo e Grande, o elenco reúne Jonathan Bailey, Ethan Slater, Jeff Goldblum e Michelle Yeoh. A direção fica a cargo de Jon M. Chu, que volta a colaborar com a equipe após o primeiro longa. Caso siga a estrutura do espetáculo, a continuação deve incluir números icônicos como Thank Goodness e No Good Deed.
Produção dividida em dois filmes
A Universal tomou a decisão de dividir o musical em duas partes para preservar canções e momentos fundamentais. O próprio Jon M. Chu explicou que condensar todo o material em um único roteiro resultaria em cortes que prejudicariam a experiência dos fãs.
Portanto, Wicked (2024) e Wicked: For Good (2025) devem funcionar como um único arco cinematográfico, semelhante ao que ocorreu em franquias como Harry Potter e Jogos Vorazes, que também optaram por finais em duas partes.
Expectativa de fãs e repercussão nas redes
Nas comunidades online dedicadas a musicais — inclusive em fóruns brasileiros —, o debate fervilha: quais personagens secundários de Oz merecem protagonizar um futuro filme? Entre as sugestões mais populares estão Liir, filho de Elphaba, e Yackle, figura misteriosa que exerce forte influência nos livros de Maguire.
Para quem acompanha 365 Filmes, o panorama é animador. A possibilidade de aprofundar o universo Wicked soma-se à atual onda de adaptações de musicais para o cinema, como Hamilton, Matilda e Mean Girls. Essa tendência reforça o apelo de histórias já consolidadas nos palcos, agora reimaginadas com tecnologia de ponta.
Próximos passos
No momento, não há cronograma oficial nem confirmação de elenco ou equipe para o projeto derivado. Tudo depende de encontrar o “gatilho criativo” que satisfaz Schwartz e Holzman. A dupla, por sua vez, segue trabalhando em esboços e anotando ideias que possam evoluir para um roteiro completo.
Enquanto isso, fãs de musicais, doramas e grandes sagas podem marcar no calendário: a primeira parte de Wicked estreia em 2024, e Wicked: For Good chega aos cinemas em 2025. O desempenho desses filmes deverá determinar se, de fato, veremos novas viagens a Oz nas telonas.
