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    Crítica de Landman temporada 2 episódio 9: penúltimo capítulo tropeça em drama desnecessário

    Matheus AmorimPor Matheus Amorimjaneiro 11, 2026Nenhum comentário5 Minutos de leitura
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    O penúltimo capítulo de Landman, exibido como episódio 9 da segunda temporada, chega com a missão de aquecer o público para o desfecho da série. Em vez disso, entrega uma sequência repleta de conflitos periféricos e diálogos que desviam de seu centro dramático. Embora alguns momentos consigam provocar tensão, a narrativa patina ao concentrar esforços em tramas que pouco acrescentam ao eixo principal.

    A seguir, o 365 Filmes destrincha o episódio “Plans, Tears and Sirens”, avaliando o desempenho do elenco, as decisões de direção de Taylor Sheridan e Christian Wallace e o impacto que essas escolhas causam na qualidade geral da temporada.

    Um roteiro que perde o fôlego às vésperas do final

    “Plans, Tears and Sirens” deveria funcionar como trampolim para o clímax, mas tropeça em enredos paralelos. A demissão de Tommy Norris da presidência da M-Tex, decretada por Cami, entrega uma faísca dramática genuína: o veterano, vivido por Billy Bob Thornton, enfim confronta o peso das decisões corporativas que o cercam desde o primeiro ano. Ainda assim, o roteiro dedica minutos preciosos a uma discussão de dormitório universitário que surge sem construção prévia e drena a urgência da trama central.

    A sequência no campus, protagonizada por Ainsley, tenta introduzir debate sobre identidade de gênero, mas a execução soa esquemática. A escolha de apresentar a personagem Paigyn, pessoa não binária, exclusivamente para travar um embate carregado de estereótipos, revela-se atalho narrativo. O resultado não adiciona profundidade a Ainsley nem movimenta a trama da família Norris, desperdiçando tempo que poderia reforçar o conflito corporativo ou a rivalidade entre Tommy e Cami.

    Em contraste, o segmento final devolve alguma adrenalina: Cooper, promovido a líder de perfuração, precisa reagir a um ataque violento contra Ariana. O socorro desesperado confere ritmo, porém chega tarde para consertar a sensação de enchimento que impera durante boa parte dos 50 minutos.

    Atuações: Billy Bob Thornton sustenta a trama, mas elenco jovem fica à deriva

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    Billy Bob Thornton se mantém como a âncora emocional de Landman temporada 2 episódio 9. Seu Tommy exibe frustração genuína ao ser afastado do comando, momento em que o ator combina sarcasmo e fragilidade sem deslizar para o melodrama. Mesmo em cenas expositivas, Thornton impõe presença que eleva o material escrito.

    A contraparte de Ali Larter, como Cami, ganha mais espaço e mostra energia voraz. Larter imprime ambição quase cega, reforçando a metáfora de capitã rumo ao iceberg financeiro. O dinamismo entre Cami e Tommy entrega as faíscas dramáticas que o público espera de um penúltimo episódio.

    Já a ala mais jovem enfrenta roteiro menos generoso. Michelle Randolph, intérprete de Ainsley, precisa sustentar longos diálogos com Paigyn que parecem rascunhos de discurso político. Sem nuances, a personagem soa mimada, e a atriz tem pouco com o que trabalhar. Ivan Mbakop, como Cooper, por sua vez, ganha arco de superação mais convincente. O ator transmite confiança recém-descoberta, mas o roteiro o faz oscilar entre arrogância e heroísmo de maneira abrupta.

    Bobbi Salvør Menuez, escalade como Paigyn, recebe um papel concebido como antagonista unidimensional. Mesmo com esforço para humanizar gestos e entonações, a performance não consegue escapar do molde didático imposto pelas falas.

    Crítica de Landman temporada 2 episódio 9: penúltimo capítulo tropeça em drama desnecessário - Imagem do artigo original

    Imagem: Imagem: Divulgação

    Representação feminina e novos personagens inflamam a discussão

    O episódio reforça um padrão problemático observado ao longo da temporada: personagens femininas são retratadas pelos extremos de fragilidade ou agressividade, poucas vezes encontrando equilíbrio. Cami, Rebecca e Ariana carregam estereótipos de mulher de negócios implacável, viúva inconsolável ou jovem idealizada pela ótica masculina.

    Nesse quadro, a introdução de Paigyn acrescenta mais ruído do que profundidade. Em vez de estimular reflexão, a cena cria oposição simplificada entre “novo” e “tradicional”, limitando o potencial de debate. Tal abordagem acaba desviando a atenção do público do que deveria ser o foco: a escalada de risco na M-Tex e as consequências para as famílias envolvidas.

    Outra questão é o tratamento dado às relações românticas. O enlace de Angela com Nate, por exemplo, é novamente citado, mas serve apenas como muleta para mostrar que Ainsley continua sob a asa da madrinha poderosa. Mesmo Ariana, que vive situação traumática neste capítulo, tem sua história diluída em cenas curtas que alternam sofrimento e dependência emocional.

    Taylor Sheridan e Christian Wallace: escolhas criativas no olho do furacão

    Responsáveis pelo roteiro, Taylor Sheridan e Christian Wallace mantêm a assinatura de “neo-western corporativo” que alçou Landman à curiosidade do público. Entretanto, a insistência em diálogos expositivos e subtramas “polêmicas” revela certo descompasso entre intenção e execução. Em vez de tensionar o universo do petróleo por meio de decisões estratégicas e dilemas morais, o texto recorre a choques culturais superficiais.

    Na direção, Sheridan aposta em planos fechados para capturar o desconforto entre Tommy e Cami, estratégia que funciona. Contudo, o mesmo rigor não se repete nas sequências da faculdade, filmadas com enquadramentos convencionais e ritmo arrastado. A disparidade cria sensação de que assistimos a séries diferentes dentro do mesmo episódio.

    Do ponto de vista estrutural, o episódio carece de progressão. A demissão de Tommy, a ascensão de Cooper e a agressão a Ariana são pontos fortes, mas isolados. Falta coesão para que esses eventos se alimentem mutuamente e construam a tensão esperada para o desfecho.

    Vale a pena assistir ao episódio?

    Landman temporada 2 episódio 9 oferece atuações sólidas de Billy Bob Thornton e Ali Larter, além de um clímax violento que injeta energia na reta final. Porém, o respiro dramático se perde entre discussões escolares e personagens recém-chegados sem função clara. Para quem acompanha a série desde o início, é capítulo obrigatório — ainda que frustrante — rumo ao final. Novos espectadores, por sua vez, encontrarão dificuldade em se envolver, já que a narrativa parece andar em círculos quando deveria acelerar.

    Este conteúdo foi publicado originalmente no 365Filmes. A reprodução total ou parcial é permitida apenas mediante a citação da fonte, com link direto (dofollow) para o artigo original, garantindo a correta atribuição de autoria e a credibilidade da informação.

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    Matheus Amorim
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    Sou Matheus Amorim Paixão, redator, crítico e fundador do 365Filmes (CNPJ: 48.363.896/0001-08). Com trajetória consolidada no mercado digital desde 2021, especializei-me em crítica cinematográfica e análise de tendências no streaming. Minha autoridade foi construída através de passagens por portais de referência como Cultura Genial, TechShake e MasterDica, onde desenvolvi um rigor técnico voltado à curadoria estratégica e experiência do espectador. No 365 Filmes, meu compromisso é entregar análises fundamentadas e honestidade intelectual, conectando audiências às melhores narrativas da sétima arte.

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