James Gunn confirmou, em entrevista, que o novo filme da Supergirl não seguirá de forma integral a minissérie “Supergirl: Woman of Tomorrow”, de Tom King.
A declaração, somada ao teaser exibido recentemente, deslocou o foco da discussão para a liberdade criativa de diretor, roteiristas e elenco nessa produção prevista para junho de 2026.
O que disse James Gunn sobre a adaptação
Em conversa com a Variety, o copresidente da DC Studios descreveu a produção como “uma fantasia espacial” e ressaltou que o longa “tem muito do cerne” do quadrinho criado por King, mas “não o acompanha religiosamente”.
A fala ocorreu poucas semanas depois da divulgação do primeiro teaser, reforçando a impressão de que a estética ousada concebida pela artista Bilquis Evely nas páginas originais será suavizada no cinema.
Detalhe do elenco: Milly Alcock à frente
Milly Alcock, revelada ao grande público em “House of the Dragon”, vive Kara Zor-El. O próprio Gunn elogiou a atriz, dizendo estar “apaixonado pela forma como ela conduz a personagem”.
Craig Gillespie nos bastidores
O longa é dirigido por Craig Gillespie, conhecido por “Eu, Tonya” e “Cruella”. Durante um evento em Nova York, o cineasta explicou que a heroína “chega ao filme com muitos fantasmas” e servirá de contraponto ao Superman de David Corenswet.
Diferenças visuais entre HQ e cinema
Boa parte do charme de “Woman of Tomorrow” vem da arte colorida de Evely e Matheus Lopes, que misturam fantasia, western e ficção científica.
Já o material prévio do filme aposta em paisagens mais próximas da space opera tradicional, resultando em comparações imediatas com “Guardiões da Galáxia” e até “Star Wars”.
Escolhas de design de produção
Beth Mickle, responsável pelos cenários de “Superman: Legacy”, revelou tempos atrás que a equipe se inspira em cores vibrantes dos quadrinhos. Se o mesmo caminho for seguido em “Supergirl”, a estética deve equilibrar tons clássicos da DC com elementos fantásticos.
Roteiro reúne nomes dos quadrinhos e do cinema
A versão final do script leva crédito de Ana Nogueira, atriz e roteirista que já colaborou com projetos de TV, além de listar os criadores originais de Supergirl — Otto Binder, Al Plastino, Jerry Siegel e Joe Shuster.
Tom King, autor da HQ base, também aparece nos créditos como roteirista, indicando que conceitos-chave de “Woman of Tomorrow” continuam presentes, mesmo que o enredo seja condensado ou reorganizado.
Tom King comenta a parceria
Em entrevistas anteriores, King contou que participou de reuniões com Gunn logo após o anúncio do DCU. O quadrinista afirmou estar “animado em ver como Kara será retratada em tela”, ainda que ciente de que mudanças são inevitáveis em qualquer adaptação.
Milly Alcock e os desafios de encarnar Kara
Para a atriz australiana, a principal missão é diferenciar sua Supergirl das versões anteriores vistas em séries de TV e no cinema dos anos 80.
Segundo Gillespie, Alcock mergulhou em treinamento físico e psicológico para retratar uma heroína mais endurecida, marcada pelo exílio em Krypton e por perda familiar recente.
Imagem: Imagem: Divulgação
Construindo a química com David Corenswet
Embora “Supergirl” chegue um ano após “Superman: Legacy”, parte das filmagens deve ocorrer em paralelo, garantindo consistência entre as duas produções. Alcock e Corenswet já teriam feito leituras conjuntas de roteiro para estabelecer a relação de primos com visões opostas sobre a Terra.
Expectativas do estúdio para o lançamento
Com estreia marcada para 26 de junho de 2026, o longa será distribuído pela Warner Bros. e faz parte da primeira fase do DCU. James Gunn e Peter Safran assinam a produção executiva.
Nos bastidores, a meta é posicionar Kara como peça central do novo universo cinematográfico, tal qual Mulher-Maravilha no antigo DCEU.
Orçamento e cronograma
Detalhes financeiros não foram divulgados, mas fontes próximas ao estúdio projetam investimento compatível com “Shazam! Fúria dos Deuses”, girando em torno de US$ 125 milhões.
Recepção inicial do teaser
A prévia, exibida para imprensa e selecionados em maio, dividiu opiniões. Fãs da HQ elogiaram a fidelidade ao arco emocional da protagonista. Já parte do público lamentou a ausência das cores exuberantes de Evely.
Mesmo assim, analistas de bilheteria apontam que a presença de nomes populares como Jason Momoa, escalado para viver Lobo, pode impulsionar a campanha de marketing.
Comparações inevitáveis com “Guardians”
O próprio Gunn reconheceu as semelhanças de tom. “É uma aventura espacial, como ‘Guardians’, mas não exatamente o mesmo clima”, declarou. Ainda assim, reforçou que não dirige o projeto: “Craig tem visão própria”.
Por que a fidelidade vem sendo tão discutida
Desde que “All-Star Superman” foi citado como inspiração principal para “Superman: Legacy”, fãs perceberam que Gunn costuma escolher elementos pontuais das HQs, em vez de adaptar cada página.
Agora, o mesmo padrão parece se repetir com “Woman of Tomorrow”. A estratégia permite liberdade narrativa, mas inevitavelmente frustra quem espera transposição quadro a quadro.
Impacto no mercado de adaptações
A discussão surge num momento em que Hollywood revisita franquias de quadrinhos com olhos voltados à originalidade. Filmes como “Coringa” e “The Batman” provaram que reimaginações podem render elogios e bilheteria.
O papel de 365 Filmes no debate
Nosso portal 365 Filmes seguirá acompanhando cada atualização de elenco, sinopse e imagens. Acompanhe para saber como produtores, roteiristas e elenco vão equilibrar expectativa de fidelidade com inovação estética.
Próximos passos
Gravações estão previstas para o início de 2025, após conclusão das filmagens de “Superman: Legacy”. O estúdio promete revelar mais detalhes no DC FanDome do próximo ano, data ainda não confirmada.
