Dan Trachtenberg segue comprometido com os Yautja. Mesmo assinando um cobiçado contrato de produção e direção com a Paramount, o cineasta revelou que ainda está “sonhando” com o próximo capítulo de Predator.
Durante entrevista concedida para o lançamento doméstico de Predator: Badlands, o diretor explicou que dividirá a agenda entre projetos originais no novo estúdio e a expansão da franquia que revitalizou desde 2022.
Compromisso simultâneo entre Paramount e Yautja
Questionado sobre o impacto do acordo de first-look, Trachtenberg explicou que a parceria com a Paramount ocorrerá em paralelo ao planejamento do universo Predator. Segundo ele, a definição do cronograma “é questão de timing”, mas existe clareza de que voltará ao horror sci-fi que o consagrou.
O modelo lembra movimentações de nomes como James Mangold e Jon M. Chu, que também assinaram com o estúdio após a fusão com a Skydance. No caso de Trachtenberg, porém, nenhum filme foi definido. Isso libera sua agenda para lapidar Prey 2 ou qualquer outra história que mantenha a série em alta nas bilheterias.
Trilogia recente sustenta alta aprovação crítica
Prey, Killer of Killers e Badlands formam uma sequência de “pontos de entrada” — expressão usada pelo próprio diretor. Cada título trouxe ambientações, protagonistas e ameaças distintas, estratégia que resultou em elogios maciços da imprensa especializada.
Badlands, o mais recente, ultrapassou 184 milhões de dólares no mundo, recorde que confirma a força da fórmula. A visão de Trachtenberg emular suspense do filme original de 1987 sem abrir mão de personagens complexos manteve o frescor e aproximou nova geração de espectadores.
Elenco e performances carregam a tensão
A escolha de intérpretes segue decisiva para o êxito comercial. Amber Midthunder, protagonista de Prey, continua interessada em retornar como Naru. A recepção ao arco da personagem — sobrevivente indígena que subverte a lógica do caçador e da presa — abriu portas para expandir sua jornada.
Em Badlands, Dek ganhou corpo graças ao trabalho físico e emocional de Dakota Beavers. O desfecho em aberto, incluindo a relação conturbada com a mãe, foi pensado para sustentar continuações. Caso o possível Prey 2 avance em paralelo com uma sequência direta de Badlands, o elenco se transformará em ponte entre linhas narrativas distintas.
Imagem: Imagem: Divulgação
Roteiristas e direção buscam novas abordagens
Trachtenberg afirma estar em fase de “multipronged thinking” ao avaliar próximos roteiros. A ideia é descobrir “o que ainda não foi visto na franquia” e que, ao mesmo tempo, mantenha coerência com a mitologia Yautja. Essa busca inclui analisar a revelação de Killer of Killers: humanos criogenicamente congelados em Yautja Prime.
Além disso, existem conversas para reacender o crossover Alien vs. Predator e negociações iniciais com Arnold Schwarzenegger, ícone do longa de 1987. Caso concretizadas, tais frentes podem favorecer histórias que mesclem veteranos e novos rostos, semelhante ao que sucedeu em séries como Monarch: Legacy of Monsters, onde o passado e o presente convergem em uma linha temporal expandida.
Vale a pena assistir à fase atual de Predator?
Para quem acompanha ficção científica e ação, a era Trachtenberg oferece tramas independentes, protagonistas diferentes e atenção a detalhes culturais de cada ambientação. O diretor equilibra suspense, brutalidade e set-pieces inventivas, entregando filmes acessíveis tanto a novos fãs quanto a veteranos.
Atuações de Amber Midthunder e Dakota Beavers se destacam ao humanizar conflitos diante de caçadores alienígenas, enquanto a fotografia prioriza contraste entre cenários naturais e tecnologia Yautja, reforçando tensão constante.
Com novos roteiros em gestação e a segurança financeira do acordo com a Paramount, a franquia deve manter a criatividade que a recolocou nos trending topics — ótima notícia para leitores do 365 Filmes que buscam produções de gênero eficientes e com personalidade.
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