Desde que chegou aos cinemas em 1939, O Mágico de Oz virou referência obrigatória para quem ama fantasia. Volta e meia, roteiristas e diretores recorrem ao imaginário de L. Frank Baum para montar novos mundos ou reinventar velhos personagens.
Entre cópias assumidas, prequels, versões adultas e simples homenagens, a lista abaixo reúne 10 filmes influenciados por O Mágico de Oz. Todos mantêm elementos-chave da obra original, mas cada um acrescenta sua própria leitura, seja no tom infantil, na pegada sombria ou mesmo na crítica social.
The Muppets’ Wizard of Oz (2005)
Lançado como telefilme, The Muppets’ Wizard of Oz coloca Ashanti na pele de Dorothy enquanto Kermit, Fozzie e companhia assumem os papéis dos acompanhantes de estrada. O elenco humano ainda traz Quentin Tarantino, David Alan Grier e Queen Latifah.
Com 30 % de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção agrada principalmente ao público infantil, combinando a irreverência dos bonecos de Jim Henson com o roteiro clássico. Jeffrey Tambor interpreta o próprio Mágico.
Oz (1976)
Também conhecido como Oz – A rock’n’roll road movie, o longa australiano transporta a trama para os anos 1970. Joy Dunstan vive uma adolescente que, após um acidente, desperta em uma versão urbana e violenta da terra de Oz.
O “Bom Fado” vira Glin, um estilista gay; já o “mágico” prepara seu show derradeiro. Indicado a quatro prêmios do Australian Film Institute, o filme aborda temas adultos, como sexo e violência, e não é recomendado para crianças.
Return to Oz (1985)
A Disney foi além do arco-íris com Return to Oz, sequência que adapta The Marvelous Land of Oz (1904) e Ozma of Oz (1907). Fairuza Balk assume Dorothy, que retorna à terra mágica para descobrir que o Rei Nome e a princesa Mombi tomaram o poder.
Mais sombrio do que o clássico de 1939, o longa fracassou nas bilheterias, mas garantiu indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais. A protagonista agora se junta a Billina, Tik-Tok, Jack Pumpkinhead e Gump.
The Wiz (1978)
Dirigido por Sidney Lumet, The Wiz adapta o musical da Broadway com elenco majoritariamente negro. Diana Ross vive Dorothy; Michael Jackson, em seu único papel principal no cinema, interpreta o Espantalho; Richard Pryor é o Mágico.
Apesar do insucesso inicial, o filme acumulou status cult e quatro indicações ao Oscar. Críticos apontam que a obra discute racismo e herança da escravidão sob a fachada de um conto de fadas urbano.
As Crônicas de Nárnia (2005-2010)
A franquia baseada nos livros de C. S. Lewis bebe da mesma fonte de fantasia juvenil: crianças entram em um universo paralelo, encontram criaturas falantes e precisam restaurar a paz. A principal diferença é a escala: Nárnia se estende por sete volumes literários.
Entre 2005 e 2010, três filmes chegaram aos cinemas, começando com O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. O sucesso ajudou a mostrar que, assim como Oz, Nárnia também influenciaria séries modernas, de His Dark Materials a Harry Potter.
A Viagem de Chihiro (2001)
No clássico do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki apresenta Chihiro, menina que se perde num mundo de espíritos depois que os pais são transformados em porcos. Para voltar para casa, ela precisa enfrentar bruxas, dragões e ferroviários-fantasma.

Imagem: Imagem: Divulgação
Assim como Dorothy, Chihiro percorre um caminho de autodescoberta cercado por aliados e vilões peculiares. Com 96 % de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa venceu o Oscar de Animação e segue em cartaz regularmente.
Coraline (2009)
Baseado no livro de Neil Gaiman, Coraline leva a ideia de “não há lugar como o lar” para o terror stop-motion. Ao atravessar um pequeno túnel, a protagonista encontra uma versão idealizada de sua casa, onde botões substituem olhos.
Logo, o sonho vira pesadelo, e a garota precisa salvar os pais e voltar ao mundo real. Dirigido por Henry Selick, o filme recebeu indicação ao Oscar de Animação e é lembrado pela estética sombria e pelo uso marcante do 3D.
Oz: Mágico e Poderoso (2013)
Com direção de Sam Raimi, Oz: The Great and Powerful funciona como prequel. James Franco interpreta Oscar Diggs, mágico de feira que chega à terra de Oz e se envolve numa disputa entre as bruxas Theodora, Evanora e Glinda.
A aventura colorida arrecadou quase 500 milhões de dólares, tornando-se o filme mais lucrativo do universo Oz até a estreia de Wicked. Mila Kunis ganhou o MTV Movie Award de Melhor Vilã pelo papel de Theodora.
Coração Selvagem (1990)
David Lynch declarou abertamente seu amor por O Mágico de Oz e recheou Wild at Heart de referências: o “caminho de tijolos amarelos”, a figura da bruxa e até relances do próprio filme original.
Nicolas Cage e Laura Dern são Sailor e Lula, casal em fuga pelos Estados Unidos. Diane Ladd, que vive a mãe dominadora da protagonista, recebeu indicação ao Oscar de Atriz Coadjuvante.
Wicked (2024)
Baseado no musical da Broadway, Wicked mostra os acontecimentos prévios à chegada de Dorothy. Cynthia Erivo interpreta Elphaba, futura Bruxa Má do Oeste, enquanto Ariana Grande faz a popular Glinda.
O filme inverte papéis: o Mágico surge como antagonista e lança intrigas que separam as antigas amigas. Com 759 milhões de dólares em bilheteria, a produção conquistou 10 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme.
Ao longo das décadas, essas obras reafirmam como O Mágico de Oz segue inspirando narrativas em gêneros diversos, algo que nós, do 365 Filmes, acompanhamos de perto em cada nova estreia.
