A Apple deu a largada em 2025 com um passo ousado no cinema e cruzou a linha de chegada como campeã de audiência e receita. O longa F1, estrelado por Brad Pitt, ultrapassou todas as expectativas, transformando o Apple TV+ num autêntico polo de superproduções.
Entre aplausos da crítica e multidões nas salas de exibição, o filme se consolidou como o conteúdo mais visto da plataforma e, de quebra, tornou-se o título original mais lucrativo da história da empresa. A seguir, veja por que esse drama de corrida se tornou fenômeno e quais as próximas voltas planejadas pela gigante da tecnologia.
F1: do grid de largada ao topo do Apple TV+
Lançado em junho de 2025, F1 alcançou o primeiro lugar do ranking de filmes mais assistidos no Apple TV+ segundo dados do FlixPatrol. Esse desempenho no streaming coroou uma trajetória que já vinha acelerada nas bilheterias.
Durante a exibição mundial, o longa faturou expressivos US$ 631 milhões, valor que superou de longe projetos anteriores do estúdio, como Napoleão e Assassinos da Lua das Flores. Com orçamento estimado entre US$ 200 e 300 milhões, o retorno financeiro provou que a estratégia de investir pesado em um blockbuster compensou.
O que explica o sucesso?
A resposta combina fatores como a popularidade global da Fórmula 1, o carisma de Brad Pitt e a direção de Joseph Kosinski, o mesmo de Top Gun: Maverick. Além disso, a Apple investiu em campanhas internacionais, aproximou-se de fãs do esporte e exibiu cenas filmadas em pistas reais, o que elevou a sensação de autenticidade.
Trama: velocidade, orgulho e segundas chances
Na história, Brad Pitt vive Sonny Hayes, ex-piloto que abandonou o volante após um acidente no auge da carreira. Décadas depois, ele recebe convite inesperado para voltar ao circo da Fórmula 1, onde precisa confrontar limites físicos e questões de autoestima.
Ao lado dele surge Joshua Pearce (Damson Idris), jovem talento pressionado por resultados imediatos. O relacionamento de parceria e rivalidade entre os dois serve de motor para reflexões sobre legado, ambição e passagem de tempo.
Filmagens dentro do paddock
Muitas sequências foram gravadas durante fins de semana oficiais do campeonato, em meio a boxes e chefes de equipe reais. Câmeras posicionadas nos cockpits entregam tomadas claustrofóbicas, enquanto planos abertos exibem carros a mais de 320 km/h. A combinação de drama humano com espetáculo visual rendeu elogios por equilibrar emoção e adrenalina.
A maior bilheteria da Apple no cinema
Até F1, a Apple priorizava longas de prestígio com foco em prêmios. O novo filme mudou o jogo: mostrou que o estúdio pode concorrer diretamente com gigantes tradicionais em temporadas de blockbuster. O feito também redefiniu a percepção do mercado sobre a vocação cinematográfica da empresa fundada por Steve Jobs.
Ao injetar cifras dignas de Hollywood em produção, marketing e distribuição, a companhia conseguiu atrair público amplo — de torcedores fanáticos a espectadores casuais em busca de ação de primeira.
Imagem: Shawn Lealos
Impacto na indústria
Produtoras rivais agora veem a Apple como player de alto risco e alto retorno, pronta para bancar projetos ambiciosos. A receita robusta também fortalece negociações futuras com talentos de primeira linha, abrindo caminhos para novos contratos plurianuais.
Discussões sobre uma possível continuação
Segundo produtores envolvidos, diálogos iniciais para F1 2 já estão em andamento, embora nada tenha sido oficializado. A narrativa deixa portas abertas sem comprometer o final do primeiro filme, permitindo expandir o universo da Fórmula 1 de diversas formas.
Uma opção cogitada é deslocar o foco para Joshua Pearce, explorando a pressão de se manter no topo. Outra hipótese envolve ampliar o leque de equipes e rivalidades, criando trama mais coral que reflita as intrigas nos bastidores da categoria.
Estrategicamente vantajoso
Para a Apple, transformar F1 em franquia significaria consolidar um catálogo próprio capaz de fidelizar assinantes e atrair espectadores aos cinemas. Seria também uma prova de que o êxito não foi mero acaso, mas resultado de planejamento e sinergia entre tecnologia, marketing e conteúdo de alto orçamento.
Elenco, equipe e números essenciais
Diretor: Joseph Kosinski
Roteiristas: Joseph Kosinski e Ehren Kruger
Produtores: Brad Pitt, Jerry Bruckheimer, Lewis Hamilton, entre outros
Elenco principal: Brad Pitt (Sonny Hayes) e Damson Idris (Joshua Pearce)
Tempo de duração: 156 minutos
Classificação indicativa: PG-13
Bilheteria global: US$ 631 milhões
Orçamento: US$ 200 a 300 milhões
Data de estreia: 27 de junho de 2025
O papel de 365 Filmes
Aqui no 365 Filmes, seguimos de perto todos os movimentos do Apple TV+ e de outros serviços, principalmente quando um título como o filme F1 da Apple rompe barreiras de audiência e receita. Essa cobertura ajuda o público a entender para onde sopram os ventos da indústria.
Com esse desempenho, F1 não apenas acelerou o motor de streaming da Apple como abriu caminho para novas produções com ambições semelhantes. Resta agora aguardar o sinal verde para a próxima corrida cinematográfica e descobrir se a sequência conseguirá repetir, ou até superar, a façanha do original.
